:: ‘Comitê Científico do Consórcio Nordeste’
Comitê Científico do Consórcio Nordeste recomenda a proibição de festas de réveillon e do Carnaval
O Comitê Científico do Consórcio Nordeste, que reúne os nove estados da região, divulgou um boletim, nesta sexta-feira (3), recomendando a proibição de festas de réveillon e do Carnaval nos estados da região por conta da nova variante da Covid, a ômicron.
O Brasil já tem pelo menos seis casos identificados dessa nova mutação do coronavírus. O documento ainda demonstra preocupação com surgimento de outras novas variantes. A partir dos índices de vacinação completa da população do Brasil, o boletim aponta recomendações aos governadores e gestores municipais da região diante dos cenário nacional e global.
De acordo com dados do consórcio de veículos de imprensa divulgados na quinta-feira (2), o país tem mais de 63% da população totalmente imunizada. (Bahia Extra)
Coordenador de comitê científico do Nordeste defende lockdown no país: ‘Situação absolutamente crítica’
O coordenador do Comitê Científico do Consórcio Nordeste, Miguel Nicolelis, defendeu, durante entrevista ao Bahia Meio Dia, nesta terça-feira (5), um lockdown no Brasil. Nicolelis também comparou a situação de saúde pública do Brasil com a do Reino Unido, que entrou em seu terceiro lockdown para frear o aumento de casos de Covid-19 no país.
“Estamos em uma situação muita parecida com o que está acontecendo na Inglaterra nesse momento. E se vocês viram ontem o depoimento do primeiro ministro inglês, que era contra qualquer tipo de lockdown no começo dessa crise, ele basicamente decretou o terceiro lockdown nacional na Inglaterra, porque o numero de casos da Inglaterra – mais de 50 mil por dia -, e o numero de mortos é recorde da pandemia desde o inicio. E são números muito parecidos com o que temos no Brasil de hoje”, disse o coordenador.
Segundo Miguel Nicolelis, das nove capitais do Nordeste, oito estão com tendência de aumento de casos da Covid-19, três registram crescimento de casos mais acelerado que na primeira onda e outras três estão com a mesma velocidade vista em março e abril.
“Então, a situação é absolutamente crítica. Na região sudeste e sul – São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis -, e também na região centro-oeste, a tendência de crescimento de casos é maior do que na primeira onda. Ou seja, o Brasil está sendo envolvido por uma segunda onda, e ainda temos o risco de já estar recebendo uma nova cepa que aparentemente tem mais facilidade de ser transmitida do que aquela que enfrentamos na primeira onda”, explicou Miguel Nicolelis.
“Precisamos de uma coordenação nacional, especialmente no que tange a questão do plano de vacinação para o país”, completou.
Governo da Bahia prioriza dados de estudos científicos para manutenção do isolamento social
O isolamento social continua sendo o principal meio de combate à disseminação do coronavírus na Bahia. Quem explica é o pesquisador e infectologista Roberto Badaró, integrante do Comitê Científico do Consórcio Nordeste, diretor do Instituto de Tecnologias de Saúde do Senai Cimatec e diretor médico do Hospital Espanhol.
Segundo Badaró, há estudos pontuais que analisaram o impacto do isolamento social, como um publicado no dia 24 de abril e que aponta a ineficiência do lockdown no leste europeu. O infectologista afirma que este estudo específico não é comprovado por outros cientistas e está sendo utilizado inclusive por entidades governamentais para o direcionamento de críticas ao isolamento social.
Badaró destaca que os dados científicos estão sendo manipulados. “Este trabalho publicado no dia 24 de abril aponta que o lockdown no leste europeu não fez diferença na situação da região. Mas quem analisa esses dados percebe que ele não tem o número de casos diagnosticados em determinado momento, que seria o dado principal para se avaliar o efeito do lockdown. Ele pega esses casos, analisa e diz que fazendo ou não fazendo o lockdown é a mesma coisa”, diz o infectologista.
Comitê Científico do Consórcio Nordeste indica primeiras medidas contra Covid-19
O Consórcio Nordeste publicou, nesta quinta-feira (2), o primeiro boletim produzido pelo Comitê Científico, grupo criado para dar recomendações de combate ao coronavírus com base em pesquisas científicas. O documento apresenta seis recomendações iniciais do comitê com o intuito de minimizar os impactos negativos da pandemia. Dentre elas, a troca de informações sobre soluções tecnológicas já desenvolvidas nos estados; integração das instituições de apoio à pesquisa que possam financiar e executar estudos interestaduais em temas desafiantes da Covid-19; e intensa articulação entre secretarias de Saúde dos estados e municípios.
As outras medidas apresentadas no boletim indicam ainda a manutenção do isolamento social, visando interromper a cadeia de contágio; a implantação de postos de saúde em aeroportos e terminais de ônibus para testagem e orientação aos viajantes; e ações de apoio material e financeiros às famílias mais necessitadas, moradores de rua, pequenos comerciantes, entre outros grupos mais vulneráveis.
O Comitê Científico, criado pelo Consórcio Nordeste, é formado por profissionais de renome internacional indicados pelos nove estados. A coordenação é de Miguel Nicolelis e Sérgio Rezende. Os outros membros são: Adélia Carvalho de Melo Pinheiro (BA); Antônio Silva Lima Neto (CE); José Noronha (PI); Ricardo Valentim (RN); Luiz Cláudio Arraes de Alencar (PE); Marco Aurélio Góes (SE) Marcos Pacheco (MA); Maurício Lima Barreto (BA); Priscilla Karen de Oliveira Sá (PB); e Roberto Badaró (BA).
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