Frases que dona Iza não vai ouvir

“Eu não queria matar”.
“Não sei como o revólver disparou”.
“Fiz uma roleta russa”.
“Na hora que eu vi, ela já estava caída”
“Estou arrependido”.
“Meu destino só é a morte”
As frases acima, gravadas pelo jornalista Emilio Gusmão e exibidas em vídeo em seu site na internet, foram ditas por João Leonardo Santos Silva, o Leo, de 20 anos.
Ele é o assassino confesso da comerciante Iza Novaes de Andrade, de 64 anos, que fornecia marmitas em Ilhéus e era uma pessoa muito querida na cidade. O crime chocou e indignou os ilheenses, demonstrando que ainda se choca e se indigna diante da brutalidade, mesmo com a rotina de assassinatos no Sul da Bahia.
Leo teve como parceiro no crime Jailton Neves, o Tom.
A dupla estava em busca de 25 mil reais, que dona Iza supostamente guardava em casa.
Para obrigar a comerciante a dizer onde estava o dinheiro, Leo e Tom resolveram “brincar” de roleta russa, em que existe um único projétil no tambor do revólver e os disparos são feitos aleatoriamente, numa espécie de loteria macabra.
A morte venceu a loteria da vida. Dona Iza está morta.
Inútil o arrependimento de Leo, admitindo-se a hipótese de que seja sincero.
Quem aponta uma arma para a cabeça de uma pessoa indefesa, ainda que com a intenção de assustar e não de matar, tem noção dos riscos que está correndo.
E quem aperta o gatilho, mesmo sem querer como alegou Leo, deixa de ser o assassino em potencial para se tornar um assassino real, que tirou a vida de uma mulher que, aos 64 anos e já aposentada, ainda trabalhava para sobreviver.
O destino de Leo corre menos risco de ser a morte, como ele alega, e mais a liberdade dentro de alguns anos, num sistema judiciário arcaico, de penas reduzidas progressivamente, em que a única condenada de verdade acaba sendo a própria vítima.
A morte de dona Iza, torna-se ainda mais dramática, posto que se Leo disparou o gatilho com a participação de Tom, foram o sobrinho da comerciante, Carlos Rogério de Andrade, e a empregada doméstica dela Neoci Barreto Silva quem repassaram a informação para os bandidos de que haviam 25 mil reais em dinheiro prontos para serem surrupiados e divididos entre os quatro.
Um crime gerado pela cobiça e pela ingratidão.
Com uma câmera ligada diante deles, é possível que o sobrinho e a empregada se declarem igualmente arrependidos, que não era para matar e sim para pegar o dinheiro da tia e da patroa.
Verborragia inútil para dona Iza, mais uma vítima de um mundo à deriva, onde a vida virou, literalmente, uma roleta russa.
Olha o Waldir aí, gente

Definido o nome de Otto Alencar como candidato a vice de Jaques Wagner, tem grandes chances de acertar quem apostar no nome de Waldir Pires como candidato ao Senado.
O que era apenas pleito de uma parte do PT baiano, parece ter atingido o coração de Wagner.
Waldir Pires pode não ter ser o nome dos sonhos numa composição com vários partidos, mas é uma legenda de moralidade, decência e espírito democrático na política baiana e brasileira.
Além disso, sua vitória faria um reparo histórico na injustiça de que foi vítima, quando ganhou a eleição para o Senado no voto e perdeu na bandalheira então vigente no sistema eleitoral baiano.
Maquineta rubro negra

Muita gente estranhou o significativo aumento nas vendas de calculadoras na manhã de hoje em Itabuna.
Os camelôs da avenida do Cinqüentenário quase não deram conta de tanta procura.
Descobriu-se logo que os ávidos compradores eram torcedores do Flamengo, que desde a vitória apertada de ontem à noite sobre o Caracas (quem?) danaram a fazer contas para ver se o time se classifica para a próxima fase da Taça Libertadores.
Papo de bola

Final de semana de futebol, com os campeonatos regionais, que já não empolgam tanto o torcedor, chegando ao final.
No Rio de Janeiro, o Campeonato Carioca, tido e havido como o mais badalado do Brasil, já acabou, com o Botafogo campeão dos dois turnos e sem necessidade de jogos finais. Justamente o Botafogo, que era apontado como o mais fraco entre os quatro grandes e que andou levando de 6×0 do Vasco da Gama, mas que na hora de decisão, mostrou eficiência contra times teoricamente melhores, como o próprio Vasco no primeiro turno e o Flamengo no segundo turno.
Na decisão de domingo, carregando nas costas o peso de três vice-campeonatos diante do rubro-negro, o Botafogo jogou para o gasto, tomou alguns sustos, mas venceu por 2×1, gols de pênaltis convertidos pelo argentino Herrera e pelo uruguaio Loco Abreu.
Para completar a festa, Adriano ainda perdeu um pênalti, mostrando que seus problemas extracampo começam a afetar o desempenho com a camisa do Flamengo. A exemplo de Ronaldo, Adriano está tão acima do peso que deveria optar por outro esporte, mais de acordo com sua atual silhueta: disputar lutas de sumo.
Título merecido para o Botafogo, que pode não ser a oitava maravilha do mundo mas deu para o gasto num campeonato meia-boca.
Maravilha mesmo é esse time do Santos, que nas semifinais do Campeonato Paulista, deu um baile no time do São Paulo, venceu por 3×0 e poderia ter vencido por 6×0, tantas foram as chances criadas. Pode-se dizer que o Santos jogou contra ninguém, tamanha superioridade diante de um São Paulo que parece ter entrado em campo apenas para perder de pouco.
O Santos decide o Paulistão contra o Santo André. Favoritíssimo, embora o futebol às vezes pregue peças.
Na Bahia, Vitória e Bahia decidem um campeonato insosso. A única surpresa foi a dificuldade que tiveram em passar pelo Camaçari e pelo Bahia de Feira, que não chegam a ser sumidades no mundo da bola. E pensar que num campeonato desse nível (sic), o Itabuna conseguiu a proeza de cair para Segunda Divisão.
Ainda em relação aos regionais, um registro necessário. No jogo entre Cruzeiro e Ipatinga, pelas semifinais do Campeonato Mineiro, o árbitro não deu dois pênaltis claríssimos e anulou dois gols legítimos do Ipatinga.
Um roubo, que só não virou caso de policia porque mesmo assim o Ipatinga venceu por 3×1 e está na decisão contra o Atlético Mineiro.
Atenção Dunga: se Robinho tem vaga cativa na Seleção, Neymar e Ganso não podem ficar de fora, ainda mais que Adriano se afunda nos problemas pessoais e Kaká sofre com uma contusão que o impede de jogar pelo Real Madri.
Rifa aí dois guerreiros e chama
Chove chuva, chove sem parar

Durante toda a semana, o Sul da Bahia foi atingido por chuvas torrenciais que, se não chegaram a provocar a tragédia verificada no Rio de Janeiro nem o caos instalado em Salvador, vem causando vários transtornos às populações.
Em Ilhéus a prefeitura teve que decretar situação de emergência, por conta do risco de deslizamentos nos morros da cidade e determinou a desocupação e destruição de barracos localizados em várias impróprias para a construção de habitações.
A ocupação desenfreada dos morros é a parte visível do processo de empobrecimento que empurrou milhares de pessoas para as periferias de Ilhéus e Itabuna. Em Ilhéus, essa ocupação se deu nos morros, com riscos permanentes de deslizamentos durante o período chuvoso, e em áreas de manguezais, a exemplo de uma parte do bairro Teotônio Vilela.
Quando vem a chuva, acende-se a luz vermelha, diante da tragédia que pode acontecer a qualquer momento. Passado susto, os moradores acabam voltando às suas casas e barracos, por absoluta falta de opções de moradia segura.
E em Ilhéus, além da emergência nos morros, a população ainda sofre com inúmeros pontos de alagamentos nos bairros e na área central da cidade. A avenida Soares Lopes se transforma num rio, praticamente paralisando o tráfego. E aí, o problema reside na falta de um sistema de eficiente de escoamento das águas pluviais, incluindo a falta de limpeza de bocas de lobo e o péssimo costume de jogar lixo em qualquer lugar.
Se não enfrenta o problema de ocupação de morros, Itabuna também sobre com as chuvas. No centro da cidade, a água paralisa o trânsito e invade as lojas, por conta do entupimento das bocas de lobo, mesmo problema que se verifica em alguns bairros como Pontalzinho, São Caetano e Conceição. A culpa é mais do descaso do que da natureza.
Para as populações ribeirinhas, como as que moram nos barracos da Bananeira, o temor atende pelo nome de Rio Cachoeira, que recebe boa parte das águas da chuva, transborda e invade as residências localizadas em suas margens nem sempre plácidas e quase sempre desassistidas pelo poder público.
Às populações de Itabuna e Ilhéus, tão vulneráveis aos efeitos das chuvas, só resta olhar aos céus, implorar por um raio de sol e apelar para que São Pedro feche as comportas celestiais.
Porque se depender das autoridades aqui na terra…
Uma segunda (e talvez derradeira) chance
Em alguns momentos da primeira metade do século passado as imensas riquezas geradas pela produção de cacau criaram todas as condições para que uma parte desses recursos fosse aplicada em projetos de diversificação, permitindo um duradouro processo de desenvolvimento e bem estar social, algo impossível de ocorrer quando se vive da monocultura, por mais lucrativo que o produto seja.
Ou aparente ser.
O fato é que, por falta de visão ou pela ilusão de que aquelas riquezas seriam eternas, aliadas a uma notória ausência de espírito coletivo, as raras iniciativas no sentido de se evitar a extrema dependência do cacau se mostraram ineficientes.
O resultado é que quando a crise provocada pela vassoura-de-bruxa se revelou mais devastadora do que todas as outras crises, o Sul da Bahia mergulhou num abismo e viu sua economia reduzida a frangalhos.
As conseqüências foram e ainda são visíveis: produtores descapitalizados, centenas de propriedades rurais relegadas ao abandono, desemprego em larga escala, empobrecimento das pequenas e médias cidades e criação de bolsões de miséria nas periferias, cada vez mais carentes e violentas, de Ilhéus e Itabuna.
Mesmo com um processo de recuperação a partir dos primeiros anos deste século, com a expansão do turismo e de um incipiente pólo de informática em Ilhéus e da consolidação dos pólos de comércio, prestação de serviços, saúde e ensino superior em Itabuna, ainda existe uma imensa demanda por empregos, que resultariam numa vida mais digna para milhares de pessoas.
E eis que o Sul da Bahia se vê diante de uma segunda chance de encontrar o caminho do desenvolvimento, com a implantação de projetos importantes como o Porto Sul e a Ferrovia Oeste Leste, cujos benefícios não se limitarão apenas a Ilhéus, mas se estenderão aos demais municípios do Sul da Bahia.
O porto e a ferrovia farão da região um pólo industrial, além de aquecer outros setores da economia, criando as bases para um novo ciclo de desenvolvimento. São obras capazes de ter, para o Sul da Bahia, o mesmo impacto que o Pólo Petroquímico teve para a Região Metropolitana de Salvador.
Mais eis que, em vez de gerar uma ampla mobilização de todos os segmentos regionais, em função das múltiplas oportunidades que oferecem, a Ferrovia Oeste-Leste e o Porto Sul enfrentam a resistência de alguns setores, a exemplo dos ambientalistas e alguns hoteleiros, que num misto de má fé, desinformação e interesses inconfessáveis, tentam transformar o porto e a ferrovia numa versão grapiuna do apocalipse, como se em vez de progresso e desenvolvimento, eles fossem trazer destruição.
Em nome de uma causa justa, a conservação ambiental, esses setores estão usando todos os artifícios para barrar os projetos, como se fosse possível, em função das rígidas leis ambientais de hoje, realizar obras de tamanha envergadura sem os necessários estudos e as compensações por eventuais danos, mínimos se comparados aos benefícios que o Porto Sul e a Ferrovia Oeste Leste proporcionarão.
O debate é necessário, salutar e contribui para que sejam dadas todas as garantias para que os impactos ambientais sejam mínimos e compensáveis.
Já a radicalização em nome de uma causa (será que é apenas isso?) é condenável, numa região que não pode se dar um luxo de desperdiçar essa segunda e talvez derradeira chance, em nome de uns poucos caranguejos, uma penca de guaiamuns, meia dúzia de siris e um pedaço de mata.
Ou será que eles são mais importantes do que os milhares de pais de família que estão aí, a espera de um emprego que lhes permita viver com dignidade e quem sabe, num domingo de sol, desfrutar com os amigos as decantadas praias e as maravilhas naturais de Ilhéus?
PIRATAS DO ALÉM

A pirataria agiu rápido e já “psicografou” uma cópia do filme Chico Xavier, o maior sucesso do cinema brasileiro em 2010.
O filme está sendo vendido pelos camelôs de Itabuna, ao preço módico de dois reais, sem direito a pechincha.
Apesar de fã de Chico Xavier, juro que não comprei.
Sou um sujeito sério, direito e respeitador das leis.
Como diria Tim Maia, só minto um pouquinho de vez em quando…
CUBA, PELA LENTE DE ALBERTO COUTINHO
O jornalista Alberto Coutinho abre nesta sexta-feira, 16 de abril, na galeria do Teatro Municipal de Ilhéus, às 20 horas, a “Exposição 50 Anos da Revolução Cubana”, que revela imagens da vida em Havana, capital da ilha. A mostra reúne 50 fotos (38 de 30X45 e 12, 50X75), cujas imagens demonstram culturalmente a riqueza do país e as semelhanças cotidianas com o povo baiano. O evento é aberto ao público, de modo geral, e conta com o apoio da Fundação Cultural de Ilhéus (Fundaci) e do Sindicato dos Jornalistas da Bahia.
Cuba guarda um tesouro arquitetônico de grande valor que não passou despercebido pela lente do fotógrafo, que também trouxe registro dos antigos automóveis que circulam pelas ruas românticas de Havana; além disso, captou cenas que retratam a expressão artística da cidade, como música, artes plásticas, artesanato, entre outras.
Alberto Brito Coutinho, 55 anos, natural de Coaraci/Itabuna, repórter-fotográfico há mais de 20 anos, trabalhou em vários jornais da Bahia e atualmente trabalha na Assessoria de Comunicação do Governo do Estado da Bahia (AGECOM), e ainda escreve no seu blog: http://turbinasdeideias.blogspot.com
Papo Cabeça

– Os traficantes aí de carro, de moto, na boa e a gente aqui fodido…
– Você é otário, que dá dinheiro pra eles…
– Então você também é otário, porque também compra as pedras na mão deles…
E os dois “otários” flagrados nessa conversa deitados numa calçada no centro de Itabuna, visivelmente sob o efeito do crack, foram vistos logo depois perambulando pelas ruas, como dois zumbis, pedindo alguns trocados a quem encontravam pela frente.
Um aparenta 12 anos, outro 14. Adolescentes, como dezenas de outros adolescentes que podem ser encontrados pelas ruas ou então reunidos numa área próxima ao Centro Comercial de Itabuna, muito apropriadamente apelidada de “Cracolândia”.
Obviamente que não se tratam de otários, mas de vitimas de uma droga relativamente barata, de efeito devastador, que se alastrou como uma praga incontrolável, a partir de São Paulo, para atingir grandes, médias e pequenas cidades Brasil afora e Brasil adentro.
Itabuna não é exceção.
Embora não se disponha de dados oficiais, o consumo de crack atinge nível alarmantes e é a base de uma infinidade de pequenos furtos e roubos, onde celulares, relógios, eletrodomésticos e roupas são levados para serem trocados por pedras de crack, uma pedra que “exige” sempre mais do seus usuários.
É o crack também a motivação para um sem número de assassinatos, geralmente consumidores que não conseguem pagar o débito com traficantes e morrem por causa de 5, 10, 15 reais.
É, além disso, uma das razões para que Itabuna seja considerada uma das cidades brasileiras em que os jovens estão expostos aos maiores riscos de violência. Uma reação de causa e efeito.
O crack é menos um problema de polícia e mais um problema social, que está a exigir uma ampla mobilização por parte das autoridades e da sociedade civil organizada.
Um problema que atingiu tamanhas dimensões que não se resolve apenas com repressão, embora ela seja necessária, especialmente no que concerne o combate ao tráfico, que muitas vezes é feito abertamente, diante de uma inacreditável cegueira policial.
É preciso que se realizem ações efetivas, que se criem oportunidades para que os jovens não adentrem o caminho sem volta das drogas e do tráfico, que se dote a periferia carente e abandonada de serviços públicos e programas de inclusão social.
E que o usuário de crack não seja tratado como infrator, mas como um doente que precisa de cuidado, atenção.
Porque otário mesmo é quem assiste à deterioração da juventude e permanece de braços cruzados.
Volta de apresentação
José Serra deixou o Governo de São Paulo.
Dilma Roussef deixou a Casa Civil do Governo Federal.
Embora ainda não sejam, oficialmente, candidatos à presidência da república, até as pedras que rolam encostas abaixo em cidades mal planejadas sabem que ambos são pretendentes a ocupar a cadeira do presidente Lula no Palácio do Planalto a partir de janeiro de 2011.
Nessa corrida que só termina em outubro e cuja largada será dada após as convenções partidárias que sacramentarão os nomes dos candidatos, eles estão na chamada volta de apresentação.
Desincompatibilizados de seus cargos, Serra e Dilma já estão liberados para alardear publicamente suas pretensões, embora tanto um como outro venham sendo acusados de fazê-lo enquanto estavam no Governo Paulista e no Planalto.
No Brasil, a impressão que se tem é que nossos políticos sempre estão em campanha.
O fato é que a partir de agora, José Serra e Dilma Roussef vão intensificar a exposição junto ao eleitorado, cada qual tentando mostrar que é o mais indicado para suceder Lula.
Serra com a missão de mostrar que pode melhorar o que Lula tem feito a partir de sua experiência em cargos públicos, já que falar em mudança pode significar um erro fatal, diante da aprovação popular do atual presidente.
Dilma, menos conhecida do eleitorado, tentará mostrar que se o país e a vida das pessoas melhoraram como a população avalia, nada melhor do que elegê-la, ungida que foi pelo presidente Lula para sucedê-lo. Ou seja, não há necessidade de mudar.
Serra já esteve bem na frente de Dilma, mas a ministra, que em principio parecia fadada à derrota, ganhou musculatura e nesse momento a distância entre eles é, digamos, visual.
O tucano já vê a petista pelo retrovisor e, quando a corrida começar para valer, o risco de ultrapassagem não deve ser descartado, principalmente se Lula conseguir transferir para Dilma parte de sua imensa popularidade, um combustível nada desprezível de votos.
Trata-se de uma corrida sui generis em que o principal piloto estará fora das pistas, por absoluta falta de possibilidades legais disputá-la, e que a depender da sua capacidade de “empurrar” seu representante no carro poderá levá-lo (levá-la) ao ponto mais alto do pódio.
Mas, antes disso, haverá muitas curvas, derrapagens, batidas e, porque não?, ultrapassagens, antes que o vencedor receba a bandeirada final e a faixa presidencial.
É a rima dos sonhos de Serra, Dilma e até dos “barrichelos” que entrarão na pista só para competir e mais nada.












