CHORO DE UM PAÍS

O assassinato de 12 crianças no Rio de Janeiro, cometidos por um misto de fanático e desiquilibrado, nos enche de dor, tristeza, indigação.
O choro de um país é também o lamento pela facilidade com que qualquer pessoa pode
adquirir uma arma, seja de forma legal ou ilegal.
Tragédia, uma grande tragédia.
CHORO DE MÃE
Dona Veridiana Gomes dos Santos, 57 anos. Evangélica.
Mãe de Jederson Santos Souza, 29 anos. Desempregado. Assassinado com vários tiros
na cabeça por volta das 7 horas da manhã, na movimentada entrada do Pontalzinho.
A foto traduz o desespero da mãe que perde o filho.
O choro e as palavras de dor indescritível, que a foto apenas sugere, ainda ressoam
nos ouvidos desse blogueiro.
Até quando, senhores, até quando?
“Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros”. Che Guevara
O que você faria se num final de tarde sombria, naquela imensidão de solidão coletiva que é a capital paulista, durante a visita ao túmulo de um parente num cemitério praticamente vazio, presenciasse dois policiais militares assassinando friamente uma pessoa algemada e sem condições de sem defender?
Conhecendo o modus operandi da polícia brasileira e sua clássica versão ´o marginal foi baleado e veio à óbito após reagir à ordem de prisão e trocar tiros com os homens da lei´, é bem provável que você tratasse de deixar o local o mais rápido possível, rezando para não ser visto e fazer companhia ao recém-assassinado e ao parente ora visitado e pranteado.
Fez o certo, diriam os amigos, ao tomar conhecimento da aventura quase transformada em desventura.
Fez o certo dirão todos aqueles que sabem que diante da violência extrema e do rompimento freqüente dessa linha cada vez mais tênue que separa uma parcela (pequena é verdade) da polícia da bandidagem, o melhor a fazer é se omitir.
Se possível, apagar da mente o testemunho daquele assassinato, como se ele não fosse real, mas uma aparição fantasmagórica, num cemitério de almas penadas e vidas friamente penalizadas.
Há, entretando, os que, desafiando a lógica e o bom senso, são capazes de tremer de indignação quando presenciam o que consideram uma injustiça.
Foi o que fez uma moradora de Ferraz de Vasconcelos, na periferia da Grande São Paulo, que ao presenciar o assassinato de um jovem dentro de um cemitério, ligou para o telefone de emergência da PM, o 190, e narrou, ao vivo, a execução:
– A Polícia Militar acabou de entrar com uma viatura aqui dentro do cemitério, com uma pessoa dentro do carro, tirou essa pessoa do carro e deu um tiro. Eu estou aqui próximo à sepultura do meu pai.
Em seguida, passa o prefixo da viatura policial e, ainda com o fone ligado, num gesto temerário aborda um dos policiais, que diz que apenas está prestando socorro. “É mentira. É mentira, senhor. É mentira. Eu sei bem o que ele fez”, diz a mulher ao atendente do 190. Além da extrema coragem, a ligação provavelmente evitou que a mulher se tornasse aquilo que no jargão marginal se convencionou chamar de queima de arquivo.
De acordo com o que apurou o comando da PM, o rapaz assassinado tinha passagens pela polícia e trocou tiros com os soldados, sendo atingido na perna e capturado. O procedimento padrão seria levar o bandido a um pronto socorro para receber atendimento e sem seguida ele que pagasse por seus crimes, como determina a lei.
Pelo menos quando se trata da lei que vale para pobres coitados…
Mas, no meio do caminho havia um cemitério, havia a lei não escrita de que bandido bom é bandido morto. E mortos, à exceção do que acreditam os adeptos do espiritismo, não falam.
No meio do caminho havia, também, uma mulher, que está sob proteção e que se tornou um exemplo de anônima coragem, que ao se indignar, não pensou no bandido, mas o ser humano que estava sendo vítima de uma atrocidade.
Lapidar, nesse caso, é a frase do comandante da PM ao se referir ao, digamos, azar dos policiais-assassinos:
-Talvez eles tenham acreditado que não tivesse ninguém. Mas num cemitério, num sábado à tarde, sempre tem alguém chorando por alguém.
Não apenas chorando por alguém, mas reagindo por alguém, como se uma simples ligação telefônica fosse possível tornar o mundo menos brutal e animalesco.
MUNDO VASTO MUNDO
Acho que vou ter que parar com essa história de “meia dúzia de quatro ou cinco leitores”.
Esse modesto e despretensioso blog cruzou a barreira dos 110 mil acessos nessa segunda-feira (4) e, de acordo com o levantamento do próprio Google, é acessado por internautas do Brasil, Portugal, Estados Unidos, Alemanha, Angola, Holanda, Rússia, Reino Unido, Itália e Espanha, para ficar apenas nos países com maior número de acessos.
Já dá pra dizer que tenho uma dúzia de dez ou onze leitores….
O ladrão perdeu a piada do Piaba, mas riu por último…

Tem aquela piada do ladrão que apontou o revólver para o português de disse:
-Pare…
Ao que o patrício respondeu:
-Ímpare…
E o ladrão:
-Rapaz, eu tô te roubando…
O portuga, então, rebate:
Então eu não brinco mais com você de pare ou impare!!!
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Certo, a piada é terrivelmente sem graça e além de tudo politicamente incorreta com os portugueses que pouco mais de cinco séculos atrás aportaram nesse chão e aqui encontraram um porto seguro, descobriram que em se plantando tudo dava e no final deu no que deu.
Mais sem graça ainda é a criminalidade, que além dos assassinatos em larga escala, com 46 homicídios somente em 2011 em Itabuna, se revela nas coisas mais comezinhas.
Nem o sujeito que, não satisfeito com as palhaçadas cometidas por nossa brava classe política, ainda se dispõe a assistir a um show de humor está a salvo da bandidagem.
Programinha bobo, simples.
Pois quem se deu ao trabalho de desopilar o fígado (essa é do tempo em que ´dar um tapinha´ era bater em bumbum de bebê) e assistir ao show do humorista Renato Piaba no Centro Cultural de Itabuna foi surpreendido pela presença de bandidos, que chegaram ao local enquanto as piadas rolavam soltas, mas não estavam afim de graça.
Simplesmente se dirigiram ao guichê e limparam o borderô do show, cerca de 2.300 reais que eram a parte do Centro Cultural, já que os produtores de Renata Piaba já haviam retirado a cota do artista. Perderam as piadas, mas não perderam a viagem e aproveitaram para saquear as pessoas que se encontravam no foyer (aquele espaço em que no tempo que o Brasil falava português a gente chamava de saguão), levando celulares, cartões de crédito e dinheiro.
Esses, coitados, perderam as piadas e os pertences.
Os marginais podem não ter senso de humor, mas tem senso de oportunidade.
Eles sabem que, dada a extrema falta de segurança que nos assola, cometer assaltos em espaço culturais, lojas, restaurantes e ruas, mesmo em plena luz do dia, é mais fácil do que tomar o pirulito de uma criança indefesa.
O otário da piada pode ser o português, mas nessa onda de violência que torna arriscada a mais banal das atividades, na vida real os palhaços somos nós.
A chave que abre a porta do futuro

Nos últimos anos, o eixo Ilhéus-Itabuna, que já é um referencial na área de saúde, se consolidou como um dos principais pólos de ensino superior do Norte/Nordeste do Brasil.
Após a implantação bem sucedida da Universidade Estadual de Santa Cruz, atualmente com quase sete mil estudantes e mais de vinte cursos de graduação, surgiram faculdades como a Madre Thais, Faculdade de Ilhéus, FTC, Unime e mais as unidades avançadas da Ulbra, Unopar, Unitins, Ibec, Fatec, Unisa, Uniaselvi e Uniube, dedicadas à modalidade de Educação a Distância.
O pólo de ensino superior não tem reflexos apenas na formação de massa crítica e na qualificação profissional, fundamentais para que uma região mergulhada numa crise que já dura quase duas décadas, provocada pela decadência da lavoura cacaueira, encontre a saída para a retomada do desenvolvimento. A educação é ferramenta imprescindível para a construção de uma sociedade mais justa e a universalização do ensino superior, proporcionada pelas faculdades sulbaianas, permite que milhares de jovens ganhem novas oportunidades de acesso a um mercado de trabalho cada vez mais disputado e exigente.
Além disso, a existência da Uesc e de um grupo de faculdades que compõem o pólo educacional tem um impacto muito grande na economia de Itabuna e Ilhéus, alimentando toda uma cadeia que inclui o setor imobiliário, bares e restaurantes, lojas, transportes, equipamentos de lazer e profissionais absorvidos pela própria estrutura de ensino, como professores e pessoal de apoio.
Não é exagero dizer que, ao lado do comércio e da prestação de serviços (que inclui a saúde), o ensino superior é um dos principais componentes da economia, numa área que só tende a crescer, impulsionada pelas facilidades oferecidas pelo Governo Federal, como o ProUni e a própria ascensão social de milhões de brasileiros, engordando a chamada classe C, que inclui a educação como uma de suas prioridades.
O pólo de ensino superior é o fio condutor nessa nova arrancada para a retomada do desenvolvimento regional, a partir de projetos como o Gasoduto da Petrobrás, a Ferrovia Oeste-Leste, o Porto Sul e a Zona de Processamento de Exportações (ZPE).
É, também, a chave que abrirá as portas para um futuro com desenvolvimento sustentável e qualidade de vida atende pelo nome de cidadania.
HELENILSON CHAVES NA CONTUDO
O empresário Helenilson Chaves é dos destaques da edição deste final de semana na revista Contudo.
Helenilson fala, entre outras coisas, dos investimentos na ampliação do Shopping Jequitibá, de política (“eu sonhei sem ser candidato a prefeito um dia, mas meu tempo já passou”) e acima de tudo de seu imenso amor por Itabuna.
Helenilson Chaves é uma das grandes figuras humanas deste chão grapiuna. Vale a pena conferir a entrevista que ele concedeu à Contudo.




























