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livros do thame





Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

maio 2026
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DIVINA ESTUPIDEZ

(foto Pimenta na Muqueca)

E o velho prédio do Colégio Divina Providência veio mesmo abaixo, transformando em entulho uma parte significativa da história de Itabuna.

A rapidez e a maneira sombria com que se cometeu essa divina estupidez, com a demolição na calada da noite, faz supor que alguém recebeu uma divina graça e não foi necessariamente da Providência Divina.

Amém!

BARBAS DE MOLHO

Por uma causa social, um cachê de 500 mil reais, destinado a projetos do Instituto
Airton Senna na Bahia, o governador Jaques Wagner tirou a barba que cultivava há
mais de 34 anos.

O dinheiro servirá para capacitação destinado a jovens de escolas públicas nos bairros do Calabar e Alto das Pombas, periferia de Salvador.

Um choque de auto-estima

Durante décadas, Itabuna foi uma das cidades mais importantes da Bahia e chegou a ocupar o posto de terceira maior economia do Estado, superada apenas por Feira de Santana e por Salvador, a capital.

Sem ser necessariamente uma grande produtora de cacau, por conta de sua modesta extensão territorial, Itabuna converteu-se no pólo de comércio e prestação serviços de uma região com cerca de 100 municípios, impulsionados, todos eles, por um único (e à época altamente rentável) produto.

A cidade, vigorosa em sua economia, atraiu uma leva de empreendimentos que a modernizaram e lhe deram ares de metrópole.

Era a Capital do Cacau, como diziam seus moradores, rumo a seu futuro dourado.

A vassoura-de-bruxa, em duas décadas, interrompeu a marcha e reduziu o crescimento da cidade. Ainda assim, fruto do espírito empreendedor de sua gente, uma característica marcante, Itabuna ampliou o setor de serviços e viu nascer pólos de ensino superior e de saúde privada.

A crise, entretanto, revelou aquilo que os momentos de fartura mascaravam: os imensos problemas estruturais de uma cidade sem planejamento, que cresceu de forma desordenada e que não consegue atender demandas básicas de seus moradores, como saúde pública, educação, saneamento e inclusão social.

O preço de ser a “Capital do Cacau” (agora, entre aspas) foi altíssimo: milhares de pessoas, despejadas das propriedades rurais por conta da crise do cacau, migraram para Itabuna, formando grandes bolsões de miséria na periferia, gente quase sempre sem qualificação profissional e, por conta dessa mesma crise, sem mercado de trabalho.

Itabuna, ainda é uma grande cidade, mas estagnou-se. Foi superada, com folga, por Vitória da Conquista e, se não houver mudanças drásticas, corre o risco de, em menos de uma década, ser ultrapassada por Barreiras, Santo Antonio de Jesus, Eunápolis e Teixeira de Freitas, que vem ostentado saltos significativos em suas economias.

Quem visita Vitória da Conquista, Teixeira de Freitas e Santo Antonio de Jesus, encontra cidades que tem problemas sim, mas respiram desenvolvimento.

Parece simplório, mas o itabunense ao entrar nessas cidades, com acessos bem cuidados, ruas e avenidas limpas e prédios comerciais bem conservados, não consegue deixar de traçar um paralelo com Itabuna e seus acessos, seja os da BR 101, seja os da BR 415 tomados pelo mato e pela sujeira, com as ruas esburacadas logo nas entradas da cidade.

Para quem aprendeu a amar essa cidade, caso deste escriba, é de se lamentar ver Itabuna ficando para trás, como se alguma bruxa amarrasse os ponteiros do relógio do tempo e do progresso.

Lamentações? Bruxarias?

Nada disso! O que Itabuna precisa mesmo é de um choque de auto-estima, daqueles que envolvem o poder público e a sociedade organizada.

Que os governantes efetivamente governem, que nossas entidades representativas deixem de ser apenas bajuladoras do governante de plantão e que os itabunenses rompam esse comodismo que está fazendo a cidade perder espaço para outros municípios.

Sejamos condutores do destino da nossa cidade e não apenas passageiros de um bonde sem freio e, nessa longa estrada da vida, sem motorista.

A ARCA DE NOÉ BRASILEIRA


Esse texto quem me passou foi o Nérope Martinelli. Desconheço o autor, mas é a cara do Brasil.

Está aí a obra do Porto Sul, que não me deixa mentir.

Amém

-0-0-0-

Um dia, o Deus abriu uma janela entre as nuvens do céu, chamou Noé que morava no Brasil e ordenou-lhe:

– Antes de 21 de dezembro de 2011 farei chover ininterruptamente durante 40 dias e 40 noites, até que o Brasil seja coberto pelas águas. Os maus serão destruídos, mas quero salvar os justos e um casal de cada espécie animal. Vai e constrói uma arca de madeira. Você tem seis meses para fazer isso.

No tempo certo, os trovões deram o aviso e os relâmpagos cruzaram o céu.
Noé chorava, ajoelhado no quintal de sua casa, quando ouviu a voz do Senhor soar furiosa, entre as nuvens:
– Onde está a arca, Noé?
– Perdoe-me, Senhor suplicou o homem. Fiz o que pude, mas encontrei dificuldades imensas: primeiro tentei obter uma licença da Prefeitura,
mas para isto, além das altas taxas para obter o alvará, me pediram ainda uma contribuição para a campanha de eleição do prefeito.

Precisando de dinheiro, fui aos bancos e não consegui empréstimo, mesmo aceitando aquelas taxas de juros …

O Corpo de Bombeiros exigiu um sistema de prevenção de incêndio, mas consegui contornar, subornando um funcionário.

Começaram então os problemas com o IBAMA para a extração da madeira.
Eu disse que eram ordens SUAS, mas eles só queriam saber se eu tinha um “Projeto de Reflorestamento ” e um tal de “Plano de Manejo “.

Neste meio tempo eles descobriram também uns casais de
animais guardados em meu quintal. Além da pesada multa, o fiscal falou em “Prisão Inafiançável ” e eu acabei tendo que matar o fiscal, porque, para este crime, a lei é mais branda.

Quando resolvi começar a obra, na raça, apareceu o CREA e me multou porque eu não tinha um Engenheiro Naval responsável pela construção.

Depois apareceu o Sindicato exigindo que eu contratasse seus marceneiros com garantia de emprego por um ano.

Veio em seguida a Receita Federal, falando em ” sinais exteriores de riqueza ” e também me multou.

Finalmente, quando a Secretaria Municipal do Meio Ambiente pediu o ” Relatório de Impacto Ambiental ” sobre a zona a ser inundada, mostrei o mapa do Brasil.

Aí, quiseram me internar num Hospital Psiquiátrico!

Sorte que o INSS estava de greve…

Noé terminou o relato chorando, mas notando que o céu clareava perguntou:
– Senhor, então não irás mais destruir o Brasil?

– Não! – respondeu a Voz entre as nuvens

– Pelo que ouvi de ti, Noé, cheguei tarde!

URUBU DEPENADO

Depois que o Palmeiras levou 6×0 do Coritiba, teve mais.

Jogando no Rio, o Flamengo, campeão carioca, perdeu para o Ceará por 2×1 e agora tem que ganhar por dois gols de diferença no jogo de volta. De lambuja, o Mengo viu ruir uma invencibilidade de mais de vinte jogos.

Ta feia a coisa…

PORCO TRUCIDADO


O futebol brasileiro anda mesmo de pernas pro ar.

Depois das eliminações de Cruzeiro, Fluminense, Inter e Grêmio da Libertadores, o Coritiba acaba de enfiar 6×0 no Palmeiras pela Copa do Brasil.

Palmeiras que só não está na final do Paulistão porque foi eliminado pelo Corinthians na loteria dos pênaltis.

Nessa toada, periga o Bahia genérico ganhar o Baianão em cima do Vitória…

CHARUTOS BAIANOS NA CHINA


Um dos mais importantes resultados da relação comercial entre a Bahia e Ásia e fruto das últimas missões da agropecuária baiana à República Popular da China, coordenada pelo secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, uma delegação chinesa estará na Bahia entre os dias 8 e 15 de maio para vistoriar a cadeia produtiva do tabaco, confirmar que o Estado é livre do Mofo Azul e autorizar a exportação dos charutos fabricados no Recôncavo. Técnicos e representantes do governo chinês, além de empresários, vão visitar fazendas e indústrias para conhecer in loco desde o plantio, a colheita e o beneficiamento da produção, com vistas a incluir o Estado no tratado bilateral para a exportação do charuto.

A delegação chinesa vai conhecer de perto o trabalho desenvolvido pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) que caracterizou a Bahia como Área Livre de Mofo Azul, status certificado e reconhecido pelo Ministério da Agricultura (MAPA). A presença da praga é impeditiva ao comércio com o mercado Chinês. Para o secretário Eduardo Salles, a exportação dos charutos baianos vai gerar empregos e recuperar a economia do Recôncavo.

Em janeiro deste ano, junto com o governador do Estado, Jaques Wagner, o secretário da Agricultura Eduardo Salles, esteve na China, em missão de trabalho, para entregar ao vice-ministro da Agricultura daquele país, Wei Chuanzhong, os documentos comprobatórios de que a Bahia é Estado livre do Mofo Azul. “Nosso objetivo enquanto Estado é a recuperação econômica e social do recôncavo, que vive da cultura do fumo”, salienta o diretor geral da Adab, Paulo Emílio Torres. “Mas é também garantir a qualidade sanitária da produção para o pleno desenvolvimento das atividades do homem no campo”, finaliza

NOITE DE APAGÃO NO FUTEBOL


Havia quem apostasse que as quartas de final da Taça Libertadores seriam uma espécie de mini Campeonato Brasileiro, com cinco times daqui e três intrusos da Argentina, Chile e Colômbia.

Pois o futebol brasileiro vive a sua noite de apagão na quarta feira. O Inter perdeu de virada do Penãrol do Uruguai em pleno Beira Rio, o Cruzeiro levou 2×0 do Once Caldas em Minas, o time de guerreiros do Flu esqueceu as armas no Rio e levou 3×0 do Libertad no Paraguai e o Grêmio, tido como imortal, saiu mortinho do Chile após perder do Universidad por 1×0.

Dos cinco, só sobrou o Santos, que na terça-feira, suou sangue para arrancar um empate em 0x0 com o América, no México.

Resumo da ópera: tirando Neymar, Ganso e esse menino Lucas, que ainda é uma promessa, o melhor do futebol brasileiro está mesmo é na Europa. E ainda assim, sem um pingo do brilho de Messi…

12 ANOS DO DIÁRIO


O Diario Bahia (que ainda chamo de Diario do Sul) completa 12 anos de circulação ininterrupta nesta quarta, dia 4 de maio.

O Diario Bahia, nascido do espírito empreendedor e de uma boa dose de coragem de Valdenor Ferreira, se firmou como um simbolo do jornalismo regional, além de ter gerado filhotes como a Bellas e a Contudo.

Parabéns ao glorioso Valdenor e toda sua equipe.

Os encômios são mais do que merecidos.

E SE FOSSE UM TSUNAMI?


Os gestores públicos de Ilhéus e Itabuna não podem alegar surpresa diante dos estragos causados pelas chuvas nas duas cidades.

Não tivemos aqui um terremoto, maremoto ou tsunami, tragédias naturais que o homem ainda não consegue prever com margem de segurança.

O que tivemos no eixo Ilhéus-Itabuna foram fatos previsíveis com resultados igualmente previsíveis.

Desde os tempos imemoriais em que o glorioso Vasco da Gama conseguia vencer o não menos glorioso Flamengo numa decisão de campeonato, sabe-se que quando chove torrencialmente, os alagamentos são comuns em Itabuna em Ilhéus.

Em Ilhéus, há o agravante dos deslizamentos de morros, que colocam centenas de vidas em risco e em Itabuna as cheias do rio Cachoeira costumam produzir uma legião de desabrigados, por conta das águas que invadem localidades ribeirinhas.

São sempre as mesmas cenas, repetidas como um filme velho, de enredo conhecido.

Em sendo assim, se os efeitos são conhecidos, porque não se combatem as causas?

A resposta é simples: não existem políticas públicas para a prevenção de enchentes e deslizamentos mais do que previsíveis.

O que existe são projetos, que vão parar numa gaveta obscura tão logo o período de chuvas se encerre e os estragos e as vítimas desapareçam do noticiário.

Os alagamentos nas áreas centrais e em alguns bairros de Itabuna e Ilhéus seriam minimizados com uma ação simplória e que deveria ser rotineira (mas não é), como a limpeza das bocas de lobo.

Administrações que não cuidam de coisas banais como essas, obviamente, não vão cuidar de projetos mais complexos, como a contenção de encostas e construção de habitações para famílias que sobrevivem em áreas de risco.

As vítimas, quase sempre pessoas humildes, que se danem para reconstruir suas vidas, reconquistar o que não raro foi adquirido à custa de enormes sacrifícios.

Entra ano, sai ano e é sempre a mesma coisa.

Clamar por ações efetivas, diante de tanto descaso, é como chover no molhado.





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