PRA COMER, BEBER E OUVIR
Shows, exposições, gastronomia, diversão. A experiência da edição inédita do Festival Ilhéus Sons & Sabores do Mar foi considerada positiva pelo publicitário Marco Lessa, da M21, empresa realizadora do evento. Durante quatro dias, o festival reuniu, em um só lugar, variadas opções de lazer e entretenimento. “O evento mostrou que tem potencial para se consolidar no calendário turístico de Ilhéus e ainda servir de modelo para outras experiências do gênero no sul e extremo sul do estado”, avalia Lessa.
Além de bares e restaurantes, o estacionamento do Centro de Convenções de Ilhéus serviu como palco para exposições fotográficas, performances teatrais, shows com artistas nacionais e bandas regionais e espetáculo teatral infantil, com distribuição de brindes e muita diversão. Estandes com chocolates finos produzidos na região foram bastante visitados.
A qualidade dos shows também foi bastante elogiada pelos visitantes da feira. Na quinta (21), Adelmário Coelho fez a festa, com um elogio todo especial do público para a performance dos bailarinos que acompanharam o forrozeiro. No sábado (23), foi a vez de Seu Jorge, numa apresentação bastante elogiada na Concha Acústica, ao lado do Centro de Convenções..
O Festival Ilhéus Sons & Sabores do Mar teve o apoio da Associação de Turismo de Ilhéus (Atil), Secretaria de Turismo (Setur), Governo da Bahia, Sebrae, Bahia Pesca, Jequitibá Plaza Shopping e Record News
SILAS MALACHEIA

Jesus entrou em Jerusalem montado num burrico.Malafaia desfila em Porto Seguro de limusine…
Este blogueiro tem o maior respeito pela religião e acredita piamente na existência de um Ser Superior.
Mas quando a gente vê a mordomia que cerca o Pastor Silas Malafia no Congresso de Resgate da Nação em Porto Seguro, que termina neste sábado, não dá pra deixar de refletir de algumas pessoas usam o nome de Deus em benefício próprio.
Malafaia, que tem programas em várias emissoras de televisão, onde passa boa parte do tempo pedindo contribuições financeiras para a “obra de Deus”, desfila em Porto Seguro numa imponente limusine, como revelou o site Jornal Bahia Online.
O pastor está gastando R$ 7 mil por dia para desfrutar do mimo, geralmente utilizado como ostentação de celebridades.
E pensar que tem tanta gente humilde que tira o dinheiro do leite dos filhos para pagar o dízimo, movida por uma fé legítima, mas que acaba engabelada por esses espertalhões, como o tal Silas Malacheia, perdão Senhor, Malafaia.
Quando água e óleo se misturam
É alarmente o número de acidentes que ocorrem em alguns trechos da rodovia BR 101 no Sul da Bahia.
Entre as áreas críticas podemos citar os trechos Arataca-Camacan e Eunápolis-Itabela, onde não passa um dia sem que seja registrada uma ocorrência, não raro com vítimas fatais.
Os acidentes poderiam ser atribuídos às curvas perigosas existentes nesses trechos, ao excesso de velocidade e à imperícia dos motoristas.
Essas são, sim, as causas da maior parte dos acidentes.
Mas, pelo que se depreende de uma apuração feita pela Polícia Federal, não são as únicas causas.
Existe um componente perverso, quase inacreditável, que dá a exata noção de como as pessoas perderam qualquer tipo de escrúpulo quando decidem se bandear para o mundo do crime.
Apurações da Polícia Federal revelaram a existência de pelo menos duas quadrilhas atuando nesses trechos, uma delas envolvendo um policial militar, melhor dizendo, um policial bandido.
O modus operandi é um primor de criatividade usada para o mal.
Ao invés do clássico assalto a mão armada ou da colocação de obstáculos na pista, como troncos de árvores ou pedras, que forçam o motorista a parar seus veículos, os marginais estão adotando uma tática que não deixa, digamos, impressões digitais.
Eles simplesmente espalham óleo pela pista e ficam a espreita de que aconteçam os acidentes. Com as chuvas que tem caído na região, a combinação óleo em pista molhada é explosiva.
Daí, feito abutres, avançam sobre os veículos e saqueiam a carga, numa operação rápida e executada de maneira profissional.
O principal alvo são as carretas, que por conta dos pedágios cobrados na BR 116 (a Rio Bahia) passaram a circular em maior número pela BR 101.
Mas pode acontecer também com ônibus ou automóveis, onde sempre há o que saquear, como bagagens, computadores ou telefones celulares.
Para esses marginais, pouco importa que, ao provocar intencionalmente os acidentes, pessoas morram ou sofram ferimentos graves.
A vida para eles (a vida dos outros, bem entendido!) não tem valor algum.
Cabe à polícia (a parte séria da polícia, bem entendido, de novo!) coibir a ação desses marginais, desbaratando as quadrilhas e colocando os responsáveis na cadeia.
Porque a vida ainda é o mais precioso dos bens.
A VERDADEIRA PIMENTA NA MUQUECA
Aguardado com expectativa, o novo tempero do calendário cultural e turístico de Ilhéus será aberto nesta quarta-feira (20), às 18 horas, no estacionamento do Centro de Convenções, na avenida Soares Lopes. O Festival Ilhéus Sons & Sabores do Mar oferecerá, até o dia 24, a moradores e visitantes, um variado menu gastronômico e musical com atrações como Seu Jorge, Adelmário Coelho e bandas regionais, além de bares e restaurantes, minicursos de artesanato e exposições fotográficas, incluindo a exposição fotográfica do jornalista Maurício Maron que revela em suas lentes, pessoas e lugares conhecidos por ele ao longo de duas décadas de profissão, no Brasil e exterior, no trabalho intitulado “Revelação: 25 anos de jornalismo de quem saiu para escrever e resolveu também fotografar”.
As fotografias selecionadas registram parte de sua trajetória profissional, após ter trabalhado em sete estados brasileiros e em Angola, na África, onde cobriu um período decisivo da guerra civil naquele país.
A programação de abertura apresentará as atrações DJ arthur, Banda 2+1 (tocando MPB e Pop Rock), o grupo de pagode Tudo AV, Roda de Capoeira e receptivo temático feito pelo grupo de teatro Maktub-Bataclan, com performances sobre estórias de Ilhéus. A estrutura física também inclui stands institucionais de parceiros como o Sebrae e Bahia Pesca e stands de apoio da Polícia Militar e Posto de Saúde.
O realizador do festival, o publicitário Marco Lessa, da M21, explica que a proposta é oferecer um cardápio de lazer e entretenimento, em um só lugar, transformando-o em ponto de encontro da família com o autêntico sabor da diversidade cultural baiana.
Segundo a programação, de 20 a 23 de abril, o estacionamento do Centro de Convenções vai funcionar das 18 à meia-noite. E no dia 24, domingo, das 16 às 22 horas. Para ter acesso ao espaço, será cobrado o valor de 5 reais, exceto na quinta-feira (21), quando custará 15 reais em função do show do forrozeiro Ademário Coelho e do grupo Zabumbahia, que acontece no local.
A Educação é a maior (e única) arma
“Ô tia, bom mesmo foi a pena que o juiz me deu. Lá a gente tem que cuidar de jardim, limpar as salas, mas tem lanche e joga bola. Muito melhor do que essa porcaria de aula, que não serve pra porra nenhuma”.
A frase acima é de autoria de um menino de 16 anos, aluno da oitava série do ensino fundamental numa escola da periferia de Ilhéus e foi dita em voz alta, para a professora e para quem mais quisesse ouvir.
Poderia ter acontecido na periferia de Itabuna, não faz diferença.
O aluno, detido pela polícia por cometer pequenos furtos, referia-se às chamadas medidas socioeducativas, impostas pela Justiça, em ocorrências que dispensam o internamento em instituições que, muitas vezes, funcionam mais como escolas do crime, espécie de pré-vestibular para a bandidagem.
As medidas socioeducativas permitem que, mantido no convívio com a família e acompanhando por uma equipe multidisciplinar que inclui educadores, assistentes sociais e psicólogos, o menor que cometeu ato infracional possa ser ressocializado.
Na maioria dos casos dá certo, contribuindo para que meninos e meninos revertam o caminho inevitável do crime e levem uma vida digna.
Em outros, nem tanto.
A sensação do aluno que acha a medida socioeducativa é um piquenique e entende que estudar é perda de tempo, encontra ressonância e muitas outras escolas, onde é tênue e facilmente o muro frágil que separa a educação da criminalidade.
Quem é profissional de educação conhece, perfeitamente, essa dura e ameaçadora realidade.
Professores e funcionários das escolas são ameaçados e às vezes até agredidos por alunos. Alguns estudantes chegam a exibir armas, como quem exibe um diploma ou um boletim repleto de notas 10.
O tráfico de drogas é feito quase abertamente nas proximidades das escolas. Do vício, estudantes passam a soldadinhos do tráfico, vítimas fáceis e fatais dessa guerra cotidiana.
Seria suficiente para desanimar, jogar a toalha e achar que as coisas não têm mesmo jeito?
Que estudar é uma porcaria que não serve para nada?
Ao contrário, situações como essas devem servir de estímulo para que os profissionais envolvidos com a educação e a sociedade como um todo encarem o desafio de fazer da escola uma porta de acesso para a cidadania e a inclusão.
Não á tarefa fácil, envolve políticas públicas, força de vontade e mobilização.
Mas é a principal, senão a única, arma para evitar que meninos e meninas troquem a caneta pelo revólver e o livro pela droga.
Imprensa do mal
Omar Nasser Filho*
A Editora Abril passou dos limites. Em matéria de capa da edição lançada na semana do dia 4 de abril último, afirma com todas as letras que “O terrorismo finca raízes no Brasil”. Trata-se, a dita “reportagem”, de uma iniciativa altamente perigosa, condenável, inconsequente, irresponsável e temerária, pois coloca sob suspeição uma comunidade composta por milhares, talvez milhões, de árabes, seus descendentes e revertidos brasileiros que professam a nobre, pacifista e humanista Religião Islâmica em nosso país.
Trata-se de um ato claro de disseminação do preconceito, baseada em meias-verdades, fatos descontextualizados, acontecimentos relatados de maneira parcial e, como é do feitio de Veja, mentiras puras e simples.
Trata-se, igualmente, a matéria, de ato extremamente grave, pois atenta contra a integridade moral e, no limite, física, de cidadãos brasileiros e imigrantes muçulmanos que adotaram o Brasil como pátria, cidadãos pacíficos e cumpridores de seus deveres, pagadores de impostos e eleitores, cidadãos de um Estado de Direito que não podem ser ofendidos em seus valores e não podem ter atacado de maneira tão torpe o seu direito de professar uma fé. Atos como o de Veja criam clima propício de animosidade contra os muçulmanos, que convivem harmonicamente no Brasil com diferentes grupos étnicos e confissões religiosas que habitam nosso país
Lembremos que os cristãos no Império Romano foram vítimas de campanhas difamatórias. No limite das perseguições que sofreram por parte do poder pagão de Roma, foram lançados ao fogo e atirados às feras; na Alemanha da década de 1940, o assassinato de judeus foi precedido de uma ampla campanha difamatória lançada pela máquina de propaganda nazista, que fez exatamente o que Veja e o Grupo Abril fazem agora: construir uma imagem extremamente negativa de um grupo étnico e religioso que, no entender de Veja e dos grupos cujos interesses inconfessáveis defende, é considerado “inconveniente”.
Temos esposas, filhos netos e, talvez, alguns muçulmanos que vivem no Brasil tenham sido agraciados com a bênção de ter bisnetos vivendo nesta terra abençoada, muito distante do terrorismo praticado, por exemplo, pelos sionistas homiziados na Palestina. Não podemos admitir que Veja e o Grupo Abril continuem a agir impunemente, lançando aleivosias, suspeitas mal-fundadas e disseminando o preconceito contra os muçulmanos e quaisquer grupos étnicos e religiosos que vivem no Brasil, sob pena de nós e nossos filhos, nossos netos e bisnetos, serem, daqui a pouco, apontados nas ruas, tornar-se alvo de atos de violência, nossas casas serem pixadas, apedrejadas, nossas mesquitas e lojas queimadas e nossos cemitérios violados!!
As entidades islâmicas e as organizações de defesa dos direitos humanos de todo o Brasil devem acionar nossos representantes nas Câmaras Municipais, Assembleias Legislativas, na Câmara e no Senado Federal, para que sejam votadas moções de desagravo aos muçulmanos brasileiros! As entidades islâmicas e as organizações de defesa dos direitos humanos de todo o Brasil devem mostrar a Veja e à Editora Abril o erro terrível que cometem ao disseminar o preconceito contra quem quer que seja.
*Omar Nasser Filho é jornalista, economista e mestre em História pela Universidade Federal do Paraná (UFPR)
TEM LADRÃO ROUBANDO LADRÃO

Deu no UOL: Um homem ainda não identificado pela polícia foi assaltado enquanto roubava o carro de um casal, na noite deste domingo (17), na zona norte de Porto Alegre (RS). Um publicitário de 20 anos, acompanhado de sua namorada, estacionava o carro, quando um homem armado com um revólver 38 rendeu o casal.
Durante a abordagem, um Prisma escuro se aproximou e três homens armados abordaram as vítimas e, junto com elas, o primeiro ladrão. A Ecosport do casal e o revólver do assaltante foram levados.
Assustado, o ladrão fugiu a pé. O publicitário, levado pelo trio de assaltantes, foi liberado a poucos quilômetros do local.
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Quando digo que é tanto ladrão que tem que criar um sindicato pra fazer “escala de trabalho”, acham que eu exagero…
Conselho para quem pede
Diz um adágio do povo: “água e conselho se dá a quem pede”. Sobre o acesso a água é demais conhecido o pedido e há um exitoso programa do governo, o Água para Todos, em execução. Sobre conselho, uso o trocadilho para falar da regulamentação do Conselho Estadual de Comunicação Social, em tramitação na Assembléia Legislativa.
Os Deputados Estaduais aprovaram na Constituição baiana, em 1989, o artigo 277, §2º, que diz: “O Conselho de Comunicação Social, que formulará a política de comunicação social do Estado, terá sua competência e composição estabelecidas em lei”. Portanto, o pedido do Conselho é antigo.
De lá pra cá muita coisa mudou. Presenciamos a uma revolução tecnológica que alterou definitivamente a maneira de comunicação entre as pessoas em todo mundo. O computador, o celular, a câmera e a TV, ou estamos falando da mesma coisa, ditam a era digital. A internet revolucionou a forma de produção e consumo da informação.
Por outro lado, vivemos o mais longo período de continuidade democrática na república brasileira. As políticas públicas na democracia são produzidas com participação social. A regulamentação desse Conselho vem respaldada na compreensão que a informação e a comunicação pertencem à categoria dos direitos sociais e se inserem na atividade econômica do estado.
Órgão auxiliar do governo, o Conselho terá a competência de formular políticas públicas para comunicação social: fortalecimento do mercado, como o aumento da produção regional; ampliação da inclusão digital; apoio a comunicação comunitária e a comercial no interior da Bahia; diretrizes para o investimento publicitário, entre outras ações.
Nascido nas esteiras da lutas sociais e democráticas, o governo Wagner tem o compromisso com a irrestrita liberdade de expressão. Liberdade para todos. Pra quem produz e pra quem consome notícias. Da nossa parte, está atendido ao pedido de Conselho, solicitado há 22 anos. Como diz outro ditado popular, “antes tarde do que nunca”.
Robinson Almeida é Assessor Geral de
Comunicação Social do Governo da Bahia
















