Secretário da Agricultura discute reivindicações com MST

O secretário estadual da Agricultura, Eduardo Salles, que retornou neste fim de semana da República Popular da China, onde realizou importante missão de negócios acompanhado o governador Jaques Wagner e a comitiva da presidenta Dilma Rousseff, reúne-se hoje (18), com o secretário de Relações Institucionais, César Lisboa, e com a liderança do MST, com a expectativa de que as negociações sejam concluídas nesta segunda-feira.
No domingo, (17), acompanhado pelo superintendente de Agricultura Familiar, Wilson Dias, Salles esteve no acampamento que o movimento montou em volta da secretaria, e dialogou com o líder do MST, Márcio Matos, sobre a pauta de negociações e os avanços obtidos até agora. “A pauta é ampla e envolve também o governo federal, mas creio que estamos encontrando os caminhos para as soluções”, disse ele.
A GLOBO TEM SAUDADES DOS CASSETETES DE ACM

Com aquele ar de gravidade que só o Casal 45 sabe fazer quando de trata de atingir um governo do PT, o Jornal Nacional veiculou uma reportagem mostrando que o Governo da Bahia está gastando dinheiro público para alimentar integrantes dos movimentos de sem terras e assentados, que estão acampados na área externa na Secretaria de Agricultura, no Centro Administrativo.
Só com a compra de carne já foram gastos cerca de 30 mil reais, bradou reportagem. Além dos banheiros químicos, como se essa gente, devidamente alimentada, tivesse que fazer suas necessidades no meio da rua.
Ponto 1: 30 mil reais é nada, perto dos milhões que a Rede Bahia, afiliada da Rede Globo, recebia em governos anteriores, ficando com a quase totalidade das verbas oficiais. Época em que, concidentemente, a Bahia era governada pelo chefão da Rede ou um de seus estafetas.
Ponto: será que a Globo/Rede Bahia sente saudades dos tempos de ACM, quando integrantes dos movimentos sociais que ousavam se manifestar no Centro Administrativo eram recebidos a golpes de cassetetes e bombas de gás lacrimogêneo?
Práticas que, se esse blogueiro anda com a memória em dia, nunca mereceram míseros segundos no JN.
TIO DANI RECOMENDA
Uma excelente dica de leitura para o final de semana: o livro “A Sombra do Vento”, do espanhol Carlos Ruiz Zafon.
Ambientada na sombria Barcelona da primeira metade do século XX, saindo dos horrores da guerra civil para a ainda mais horrorosa ditadura de Franco, a obra conta a história de um adolescente, Daniel Sempere, filho de um livreiro, que ao se deparar com o livro de um autor maldito, Julian Carax, se envolve numa história de mistério e descoberta do amor.
A busca de Daniel pela outras obras de Carax acaba trombando com a história –e as desventuras- do próprio Carax, que em certa medida se vê em Daniel e vice versa.
Imperdível.
O Governo da Bahia desata um nó

Há três anos a população ilheense e do Sul da Bahia como um todo assiste a um debate que muitas vezes desprezou o bom senso. A batalha entre supostos defensores do meio ambiente e aqueles que vêem no Complexo Intermodal Porto Sul uma chance única de fazer desta uma região desenvolvida vinha perdendo o rumo. Tornou-se uma discussão que beirou o radicalismo de árabes e israelenses ou das torcidas organizadas de Flamengo e Vasco ou Corinthians e São Paulo.
Do lado dos defensores do Complexo Intermodal, sempre pairou a suspeita de que havia interesses inconfessáveis determinando o rumo da prosa. Ligações com esquemas empresariais poderosos e grupos políticos de outros estados se revelaram, não raro, de forma escancarada.
Havia os autênticos defensores do meio ambiente, é lógico, mas entre os “verdes”, os de maior poder de manipulação nunca tiveram nada de mocinhos, apesar do discurso cativante e das expressões de frades franciscanos.
Enquanto o radicalismo empobrecia o debate, as instituições mostravam seu amadurecimento. Em novembro do ano passado, o Ibama emitiu parecer que apontava a necessidade de novos estudos, a verificação minuciosa de possíveis alternativas à Ponta da Tulha para a construção do Porto Sul. E não o fez por pressão de quem quer que seja, mas por cumprimento da lei e de um dever institucional.
Haverá quem se arvore em pai da mudança da localização do porto para Aritaguá e ainda terá quem se posicione contrário ao projeto, argumentando que Ilhéus deve se dedicar única e exclusivamente ao turismo e ao cacau, como se essas atividades, embora viáveis, dessem conta de todas as demandas existentes na região.
Jamais se deve duvidar da capacidade da estupidez humana e a prova disso é que ainda existe quem defenda o retorno da região à monocultura cacaueira. Como se fosse possível e aceitável que o Sul da Bahia voltasse a depender de uma única fonte de riqueza, cuja inviabilidade socioeconômica a vassoura-de-bruxa deixou tristemente estampada. Um tiro certeiro no bom senso.
O fato é que a região tem o cavalo selado e não pode desperdiçar essa oportunidade de sair do marasmo. A mudança para Aritaguá, atendendo critérios técnicos, mostra que o Governo está no melhor caminho, o que busca harmonizar viabilidade econômica e menor impacto ambiental. São itens que estão entre os princípios da sustentabilidade, que se pauta no equilíbrio.
Dessa vez, ao que tudo indica, o maior empreendimento do sul da Bahia nos últimos 30 anos está a um passo de se tornar realidade. E não há mais espaço para discussões de arquibancada, embora as aves agourentas continuem por aí, sempre torcendo contra e sem apresentar qualquer alternativa que possa ser levada a sério.
Os abutres -e não necessariamente a natureza- serão as vítimas de um empreendimento que esperamos seja irreversível e que trará um novo e duradouro ciclo de desenvolvimento para o Sul da Bahia e sua gente.
A GLOBO, DE NOVO CONTRA O SUL DA BAHIA
O Governo da Bahia, numa demonstração de responsabilidade ambiental, mudou a área do Porto Sul para Aritaguá, um local onde os impactos serão mínimos.
Mas não é que o Jornal da Globo veicula uma matéria passando a idéia de que o “belo litoral do Sul da Bahia”, como disse o apresentador Willian Wack reforçando o inusitado adjetivo, continua sendo ameaçado pelo Porto Sul.
E tome imagens de praia, rios, matas, pescadores e vilarejos bucólicos.
E tome a participação de Rui Rocha, que de tão freqüente no noticiário global, já deve ter até crachá de funcionário da emissora.
Afinal, qual a verdadeira natureza dos interesses globais contra o Porto Sul e a Ferrovia Oeste Leste?
GOVERNO DA BAHIA DEFINE NOVA ÁREA PARA O PORTO SUL

Com a evolução e o aprofundamento dos estudos ambientais, o Governo da Bahia decidiu alterar o local onde será implantado o Complexo Portuário e de Serviços Porto Sul. Em decreto que será publicado nesta terça-feira (12) no Diário Oficial, o Estado declara de utilidade pública uma área de 48.333.024,72 m2 (4.830 hectares), na margem esquerda da BA-001 (sentido Ilhéus – Itacaré), na localidade de Aritaguá, em Ilhéus.
Mantendo uma diretriz do Governo de promover o desenvolvimento com sustentabilidade e atendendo a uma orientação do IBAMA, a administração estadual optou por redirecionar os estudos para a nova área.
Dentre os motivos determinantes para a mudança da localidade destinada ao projeto estão a ausência de corais e recifes no trecho de mar em frente à nova área escolhida e de fragmentos em processo de regeneração de Mata Atlântica, bem como menor complexidade de fauna.
“Depois do aprofundamento dos estudos, foi possível ter elementos mais apurados para uma reavaliação da área, e mesmo encarecendo o projeto, fizemos a opção por conta de uma melhor solução ambiental”, afirmou a secretária da Casa Civil, Eva Chiavon
Ainda de acordo com ela, o Governo da Bahia tem uma postura de compromisso com as instituições e com a autonomia das instâncias que regulam a concessão de licenças ambientais
“O Governo da Bahia tem tido preocupação com as questões ambientais e essa solução é resultado de grandes debates das áreas técnicas”, disse Chiavon.
VOCÊS QUEREM BACALHAU?

Dólar barato, real valorizado.
Preço da carne bovina nas alturas.
Eis que, até nos restaurantes de comida ao quilo é possível saborear um delicioso bacalhau, a preço mais do que convidativo.
E olha que esse blogueiro é do tempo em que a gente só via bacalhau no programa do Chacrinha.
E em preto e branco.
Sic transit gloria mundi

Em 2005, e lá se vão apenas seis anos, o Colo Colo sacudiu a poeira do futebol baiano, ao quebrar uma hegemonia de mais de três décadas da dupla Bahia e Vitória e conquistar o campeonato estadual, vencendo os dois turnos.
Fechou a campanha com um inquestionável triunfo sobre o Vitória, em estádio Barradão, em Salvador.
Parecia estar nascendo ali uma força capaz de rivalizar com os clubes da capital, rompendo a monotonia interminável.
O time voltou a Ilhéus coberto de glórias, desfilou em carro aberto, provocou frisson em toda a cidade até o prefeito de então tirou uma lasquinha da conquista.
“Prefeito pé quente”, bradavam os áulicos, sem se darem conta da fria em que a população havia se metido ao elegê-lo.
Voltemos ao ludopédio, que da política e da politicagem outros escribas se incumbem com maior zelo, pompa e circunstância.
O que parecia ser a porta da glória eterna transformou-se numa espécie de maldição.
O título de campeão baiano de 2005, que parecia o passaporte com visto permanente para a elite do futebol, tornou-se um peso maior do que o Colo Colo poderia suportar.
Difícil não é chegar ao topo, difícil é manter-se no topo, diz a arte da guerra e da vida.
A obrigação de manter-se no topo pesou como uma adaga sobre a cabeça do Leão do Sul, pomposo nome dado ao esquadrão ilheeense.
E entre crises, explosões de egos inflados, contratações equivocadas, falta de recursos, veio a tormenta , o mar bravio.
De candidato ao título em 2006, o Colo Colo passou a coadjuvante em 2007 e 2008 e a partir de 2009 passou a lutar, não pela glória, mas contra o escárnio do rebaixamento para a 2ª. Divisão.
Que, finalmente, se consumou de forma inexorável em 2011, após uma campanha medíocre, em que conseguiu a proeza de ficar atrás de timecos marca bufa, num campeonato que, salvo um ou outro jogo, tem se revelado um pântano de mediocridade.
Passageira, quão passageira foi a glória do efemeramente glorioso Colo Colo, mergulhado na cova dos leões desterrados, condenado que está a disputar a ainda mais pantanosa e medíocre 2ª. Divisão em 2012, essa terra de ninguém do futebol.
Que sirva de lição.
Não apenas no futebol, é de bom alvitre que se escreva.
Várias andorinhas fazem uma cidade melhor

É clássica a história da andorinha, que em meio a um infernal incêndio na floresta vai seguidas vezes ao rio, enche o bico de água e tenta apagar o fogaréu.
Ao notar a cena inusitada, a raposa faz troça da pobre andorinha:
-Você acredita mesmo que pode apagar o incêndio com esse pinguinho de água?
E a andorinha responde, despejando gotas de sabedoria:
-Pelo menos estou fazendo a minha parte.
Fazer a nossa parte. Talvez esteja faltando à maioria dos nossos cidadãos o chamado “espírito de andorinha”.
Somos useiros e vezeiros em reclamar, sem uma boa dose de razão, da ineficiência do poder público, do descaso com a saúde, do abandono dos bairros, da falta de projetos para os jovens, do transporte coletivo capenga e caro e do inchaço da máquina administrativa por conta dessa praga que é o apadrinhamento político.
Essas mazelas fazem parte da realidade da cidade e não podem nem devem ser mascaradas. Itabuna esta longe de ser a cidade com a qual todos nós sonhamos.
Mas, que tal se além das reclamações justas e habituais, começássemos a fazer a nossa parte.
E a parte que nos toca nessa floresta em chamas é simples, mas de efeitos práticos caso não se resuma a uma ou duas pessoas, mas faça parte de um envolvimento coletivo.
Reclamamos da coleta de lixo, mas quantas vezes não depositamos o lixo em horários diferentes do que o carro passa ou simplesmente jogamos o lixo na rua, terrenos baldios e, pior, às margens do já castigado Rio Cachoeira?
Deixamos o entulho se acumular em vias públicas, transformamos a nossa principal via comercial, a avenida do Cinqüentenário em depósito de lixo e nem nos damos ao trabalho de retirar o mato que eventualmente cresce em nossas calçadas.
Gastamos milhares de litros de água lavando o carro e a calçada, enquanto o produto falta nos bairros mais carentes.
E o que dizer da dengue? Por mais que existam campanhas educativas e por mais riscos de morte que a doença ofereça, deixamos de lado cuidados básicos como tampar as caixas dágua, esvaziar garrafas e outros recipientes, descartar pneus velhos que acumulam água e usar areia nos bairros.
A dengue é o exemplo clássico dessa mania de jogar nas costas do poder público todas as responsabilidades, quando nós, ainda que modestamente, podemos fazer a nossa parte.
Uma andorinha só não faz verão nem apaga o incêndio na floresta.
Várias andorinhas cidadãs podem fazer uma cidade melhor.















