Daniel Thame

 DT tabocas  13Quando se iniciaram as eliminatórias sulamericanas  para a Copa do Mundo 2018 na Rússia, se sabia que o Brasil não teria caminho fácil, embora a classificação fosse uma questão fora de dúvidas.

Afinal, são quatro vagas diretas e uma na repescagem, contra uma dessas babas que sobram de outros continentes.

Seis jogos depois, transcorridos 1/3 das eliminatórias, a constatação é de que o caminho será mais difícil do que se imaginava e que o Brasil pode, sim, ficar fora de uma Copa do Mundo pela primeira vez.

Fechada a sexta rodada, de um total de dezoito, o Brasil é apenas o sexto colocado, atrás de Uruguai, Equador, Chile, Argentina e Colômbia, e à frente do Paraguai, Peru, Bolívia e Venezuela.

É certo que a classificação está embolada e que tirando Peru, Bolívia e Venezuela, todos os demais tem chance de brigar pela classificação.

Mas, além da frieza dos números, o que preocupa é o futebol medíocre jogado pela Seleção Brasileira, sem esquema tático e com jogadores talentosos (não necessariamente craques de primeira linha), perdidos em campo.

Destaques em seus clubes, jogadores como Willian, Douglas Costa, Miranda e Fernandinho, não conseguem render na Seleção.

Neymar, gênio incontestável do Barcelona, perde o equilíbrio emocional com a camisa amarela e desfalca o time em momentos importantes.

Os empates em 2×2 contra Uruguai e Paraguai (esse, arrancado na bacia das almas) foram injustos, porque em ambos o Brasil merecia perder.

A verdade é que Dunga não tem a mínima condição de comandar a Seleção Brasileira, embora seja pouco provável que a CBF o demita, ao menos até as Olimpíadas do Rio e a Copa América Centenária nos EUA.

O show de horror vai continuar.