Com apoio da SDR, pataxós hã hã hãe de Água Vermelha implantam Sistemas Agroflorestais na produção de cacau
A família Trajano, tradicional na terra indígena Caramuru Catarina Paraguassu em Pau Brasil, em Agua Vermelha, elegeu a produção de alimentos saudáveis como atividade principal em sua comunidade. A região da Água Vermelha é uma região de mata, importante produtora de cacau, desde a retomada das terras os índios tem com iniciativas incipientes mantido a cultura, porém com muita dificuldade, por ausência de assistência técnica, crédito e políticas públicas focadas na produção de cacau, a última iniciativa foi a do projeto Cacau para Sempre com o Instituto Cabruca.
Esse quadro está mudando. Lançado em 2018 o edital 001 que compreende o lote 12 ATER AGROECOLOGIA executado pelo ECOBAHIA sob a supervisão da BAHIATER, atenderá 90 famílias do município de Pau Brasil, dessas 90 entre 30 a 40 famílias da região da Água Vermelha poderão ser atendidas.
“O apoio do Governo da Bahia através da Secretaria de Desenvolvimento Rural e da CAR é essencial para a produção de alimentos o cultivo de cacau e qualidade e a conservação ambiental”, afirma Nego Elder coordenador do Instituto ECOBAHIA, que destaca ações como o Bahia Produtiva e Alianças Produtivas.
” O ECOBAHIA tem prestado grande serviço em nossa aldeia, aqui já tivemos PAA, PNAE, projeto de Águas da Ibytira, projeto para estufas, viveiro, máquinas e equipamentos e agora vamos estabelecer essa parceria para implantação de Sistemas Agroflorestais”, disse o pataxó Trajano. “Contamos com um trator da COOAP, equipe técnica do ECOBAHIA que também tem colaborado com algumas ferramentas e alimentação. Aderimos ao PRODESEMA, vamos participar do projeto de recuperação de 400 mil hectares de cacau implantando SAFs. Quero agradecer aqui a ajuda do nosso vereador Nego Elder que também tem contribuído conosco em todos os sentidos não só ele como sua família”, ressaltou.
Nego Elder articulou apoios para a entrega de mudas aos pataxós com a Bioafábrica da Bahia, Assentamento Terra Vista ( Arataca) , do Assentamento Terra de Santa Cruz (Santa Luzia), do Assentamento Nova Ipiranga ( Camacã) e da TEIA DOS POVOS. São cerca de vinte pessoas trabalhando a área A FUNAI esteve na área na pessoa do Indígena Chefe de Posto Wilson de Jesus ” Ninho” que também já se comprometeu a buscar recursos junto ao órgão em Brasília.
O SAF Trajano é a segunda área coletiva com o método agroecológico, a primeira foi na Baixa Alegre, área do cacicado do Cacique Nailton que também teve a participação do Instituto ECOBAHIA.

















