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O Zap Respeita as Mina recebeu 3.114 acessos via whatsapp e webchat nos três primeiros meses de funcionamento (de outubro de 2020 a janeiro de 2021). Os dados estão no último boletim da ferramenta, que utiliza inteligência artificial para gerar informações referentes à violência doméstica e familiar e, ao identificar casos de emergência, direciona a usuária para atendentes em contato com o serviço 190 da Polícia Militar. Para acessar o zap, basta enviar mensagem para o número (71) 3117 – 2815 ou acessar o site www.mulheres.ba.gov.br.

zap respeita as minas

A ferramenta foi lançada pela Secretaria Estadual de Políticas para as Mulheres da Bahia (SPM-BA), com o apoio da Secretaria de Segurança Pública (SSP), com o objetivo de oferecer mais um canal de atendimento às baianas vítimas de violência no período da pandemia.
O relatório aponta o aumento da utilização do serviço na capital e no interior do estado, mas 70% dos acessos ainda são feitos de Salvador. Apenas 17 municípios baianos originaram acessos ao serviço. As cidades de Lauro de Freitas, Camaçari e Dias D’avila, todas na Região Metropolitana são as cidades com maior frequência de acionamentos, depois da capital onde 101 bairros já foram atendidos.


O “Zap Respeita as Mina” possibilita o atendimento de casos de emergência para as mulheres que não podem realizar uma ligação telefônica por estar no mesmo ambiente que o agressor. Quando acessar o sistema, a usuária terá a possibilidade de optar pelo envio de mensagem para pedir ajuda. Nesses casos, as mensagens serão recebidas por atendentes treinadas que, ao se certificarem da gravidade, poderão acionar a polícia. As atendentes atuam na sala do serviço 190 da Polícia Militar.

“Esse serviço de chatbot é uma alternativa importante por orientar sobre a violência de gênero e permitir também o pedido de ajuda por meio de mensagem, sendo mais uma opção para a mulher nos casos de emergência. Soma-se a outras iniciativas e serviços sempre buscando ampliar o acesso à denúncia e pedido de proteção principalmente durante a COVID-19”, disse a secretária da SPM-BA, Julieta Palmeira.

Orientações
A maior parte dos acessos ao Zap Respeita as Mina é para a busca de orientações. Segundo o relatório, 84% das mulheres que acessaram a plataforma estão satisfeitas com as informações fornecidas pelo webchat e não precisaram falar com uma atendente. Ao acessar o Zap, a pessoa pode obter orientações sobre os tipos de violência contra as mulheres, como fazer uma denúncia, como obter uma medida protetiva de urgência, os órgãos que compõem a rede de atenção à mulher e as atribuições de cada um deles, o que fazer em caso de violência sexual, entre outras informações.

As orientações são apresentadas de acordo com o número escolhido pela pessoa ao utilizar o sistema de mensagem. O serviço chamado de chatbot funciona integrado a um aplicativo de mensagem instantânea. Ao se conectar a plataforma, o usuário digita o número correspondente à opção que deseja e obtém as informações de forma rápida.