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Com a chegada do verão, é tempo de praia, sol e diversão. E neste mês de fevereiro, acontece o carnaval, a maior festa popular do Brasil, que em cidades baianas como  Salvador, Porto Seguro e Ilhéus reúne milhares de pessoas em grandes aglomerações. Para aproveitar esse período com alegria e sem riscos, é preciso tomar alguns cuidados. ”Não é apenas a pele que precisa de cuidados especiais. Muito sensíveis também, os olhos necessitam de proteção. A luminosidade da estação, os raios ultravioletas e um mergulho no mar ou na piscina podem acarretar problemas”, alerta o médico oftalmologista  Dr. Tiago Rosa, do Hospital de Olhos Beira Rio, em Itabuna.

 

Dr. Tiago Rosa

Dr. Tiago Rosa

Segundo ele, “vivemos num país tropical,  porém não temos o hábito de proteger os olhos da exposição solar que é intensa durante todo o ano, principalmente no verão”. “É comum as pessoas não utilizarem óculos de sol ou utilizarem produtos piratas sem nenhum fator de proteção solar, colocando em risco a saúde dos seus olhos”, alerta.  O principal perigo é a radiação ultravioleta (UV), raios invisíveis, que aumentam as chances de desenvolvimento de catarata, pterígio (membrana que cresce sobre a córnea ), câncer de pele nas pálpebras e degenerações de retina.

Durante o carnaval, a exposição é ainda  maior pois além das brincadeiras aparentemente inofensivas com a aspersão de jatos de água para refrescar,  outras substâncias também são lançadas e podem atingir diretamente os olhos,  causando desde pequenas inflamações até queimaduras químicas. E  durante a noite nos grandes centros da folia, a presença dos trios elétricos com sua iluminação que utiliza  fachos de luz a laser, pode atingir os olhos diretamente causando queimadura na retina.

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PROTEÇÃO AOS OLHOS

O Dr. Tiago Rosa lembra ainda que “outra doença muito comum nesta época é a conjuntivite. O maior contato com outras pessoas, a aglomeração em ambientes públicos às vezes em condições higiênicas inadequadas, facilita a transmissão da conjuntivite”. A conjuntivite e outras inflamações também perigosas não são transmitidas  pelo ar e sim por contato direto, principalmente, pelas mãos ou toalhas “

Para evitar a conjuntivite é necessário manter a higiene, lavar sempre as mãos, evitar na medida do possível, ambientes poluídos ou fechados e não coçar os olhos. “Olhos vermelhos, coçando, lacrimejando ou com aquela sensação de areia podem ser sinais da doença. É preciso procurar um oftalmologista. Infecções oculares ou conjuntivites  não tratadas corretamente podem levar a problemas mais sérios”,  alerta o médico oftalmologista.

Em curto prazo vê-se, com frequência, ressecamento e queimaduras da superfície ocular, cujos sintomas podem ser aliviados com o uso de colírios umidificantes, que  são indicados, principalmente, para os usuários de lentes de contato. Como o efeito do sol nos olhos é cumulativo, doenças mais sérias como: catarata, degeneração retiniana, pterígio e tumores das pálpebras só vão aparecer anos depois.

“A prevenção é fundamental. Para proteger os olhos e a visão, recomenda-se utilizar óculos de sol com filtro UV. O uso de chapéu  ou boné também reduz a radiação UV que atinge os olhos e a pele da face”,  diz o Dr. Tiago. Pessoas de qualquer idade devem usar óculos de sol com filtro UV, mesmo aquelas que vão á praia e permanecem na sombra, pois a radiação UV pode ser refletida na água ou na areia .

Os óculos também  que podem ser feitos com grau, elas devem ser de boa qualidade para filtrar 100% da radiação UV. Lentes de baixa qualidade (óculos piratas) podem provocar dor de cabeça e fadiga ocular, pois são feitas de materiais de procedência duvidosa enganando seu bolso e seus olhos. Além desse efeito protetor, os óculos de sol também fornecem conforto visual ao reduzir o brilho da luz visível.