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livros do thame




Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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:: 6/out/2010 . 15:04

Tio Dani recomenda


De vez em quando cai nas mãos da gente (nesse caso me caiu nas mãos por obra e graça do meu amigo bon vivant Marival Guedes) um livro inesperado, daqueles que a gente lê num golpe só, de tão agradável.

É o caso do livro “A Vida Sexual da Mulher Feia”, da escritora gaúcha Claudia Tajes. Uma obra despretensiosa e cheia de sacadas que fazem você rir a cada página que devora.

O livro, como o próprio título diz, conta as aventuras e desventuras de uma mulher feia, que se vira como pode pra arrumar um companheiro de cama, porque já virou uma baleia de tanto se sublimar com a mesa farta.

Pra quem está por perto, desde que não siga meu péssimo hábito de não devolver os livros que pego, eu empresto, mesmo sem pedir licença ao dono da obra (e de um cartel de senhoritas e senhoras), o velho Marival.

O fator Marina

A chamada “Onda Verde” acabou mesmo se confirmando na reta final do 1º. turno, elevou Marina Silva à condição de protagonista e jogou a eleição presidencial para uma nova rodada.

Alvejada pelo caso Erenice Guerra quando a vitória parecia liquida e certa, Dilma Roussef perdeu uma fatia do eleitorado suscetível a denuncias de corrupção, mesmo que nada ficasse provado contra ela. Aí, entrou uma considerável parcela da mídia, que tratou de associar Dilma aos supostos esquemas na Casa Civil, com a sutileza de um elefante numa loja de cristais.

Um eleitorado que não migrou para José Serra e sim para Marina Silva, que até então mais parecia candidata a uma vaga de apresentadora de programa de ecologia na televisão. Seu espaço no horário eleitoral gratuito mais parecia uma versão do National Geographic.

Mas, eis que o desencanto com Dilma fez com que Marina catalisasse os votos que a petista perdia, sinalizando um até então improvável 2º. turno.

O improvável se tornou possível e depois se tornou realidade, porque instalado o ´efeito Marina´, ele ganhou proporções insuficientes para ultrapassar Serra, mas suficientes para frear Dilma.

E eis que, com seus quase 20 milhões de votos, Marina Silva se torna a estrela principal desse início de campanha no 2º. turno, disputando os holofotes com Dilma Roussef e Marina Silva.

A pergunta é: quem Marina Silva vai apoiar?

E mais: para quem irão os seus votos, capazes de decidir a eleição?

Em tese, por ser mulher e oriunda do PT de Lula, Marina deveria declarar apoio à Dilma. Além disso, historicamente o PV tem mais afinidades com o PT do que com o PSDB. Ponto para Dilma.

Na prática, Marina saiu do PT magoada e o PV já vem flertando com os tucanos. Ponto para Serra.

E de mais a mais, a conta não é tão simples assim, tipo Marina apóia Dilma, 20 milhões de votos para Dilma; Marina apóia Serra, 20 milhões de votos para Serra.

A conta certa, apesar do inquestionável peso eleitoral adquirido pela frágil Marina Silva, não é necessariamente quem Marina vai apoiar, mas a quem seus votos serão destinados.

São eles, os anônimos 20 milhões quem irão decidir a eleição presidencial.

Nesse momento, revestidos da imagem de Marina, eles são o objeto de desejo de Dilma e de Serra.

O destino que eles tomarem será o destino da eleição presidencial de 2010.





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