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Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

dezembro 2009
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:: 15/dez/2009 . 11:25

TV CABRÁLIA, 22 ANOS


Na correria, deixei passar batido.

Mas não posso deixar de registrar aqui os 22 anos da TV Cabrália, hoje integrada à Record News e prestes a se tornar cabeça de rede em todo o Nordeste.

A Cabrália entrou no ar no dia 12 de dezembro 1987, fruto do empreendedorismo de Luis Viana Neto e Enrique Marquez e da ousadia de Nestor Amazonas. Foi a primeira emissora regional de televisão do Norte/Nordeste, antecipando-se a uma tendência que se tornaria comum duas décadas depois, valorizando o noticiário local e a integração com a comunidade.

Este blogueiro e quase “ex-jornalista em atividade” se orgulha de, durante 13 anos, ter feito parte dessa história, hoje escrita por profissionais como Tom Ribeiro, Delza Schaun, Carlos Barbosa e tantos outros.

A Cabralia vive uma nova e promissora fase,com um jornalismo dinâmico e ágil, que dá gosto a gente ver.

O primeiro amor a gente nunca esquece. E quando esquece se lembra a tempo de parabenizar e abraçar a nossa família Cabrália/Record News por mais um ano dessa gloriosa existência.

Uma obra pra ser admirada

Boa notícia: o belíssimo painel de Genaro de Carvalho, que retrata a produção de cacau, localizado na esquina da praça Adami com a avenida do Cinqüentenário, em Itabuna, está sendo restaurado.

Cinco técnicos do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC) estão chegando à cidade para coordenar a restauração. Durante vários anos, o painel ficou praticamente escondido por uma banca de jornal e pela colocação de cartazes de propaganda.

A iniciativa, elogiável, é da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania.

Eu bebo sim…e vou matando


Espécie de hino informal dos bebuns empedernidos, a música que tem como refrão “eu bebo sim e vou vivendo, tem gente que não bebe e está morrendo”, precisa ser readaptada para “eu bebo sim e vou matando, tem gente que não bebe e está morrendo”.

Pelo menos essa e a versão, trágica, que impera quando o tema é trânsito.

Por mais que se fale, por mais que se oriente, por mais que as televisões intensifiquem as campanhas educativas, algumas pessoas não se conscientizam de uma obviedade ululante: bebida alcoólica e direção não combinam.

Os exemplos estão aí, aos montes.

O mais recente deles ocorreu na tarde de domingo, na rodovia que liga Coaraci a Almadina, no Sul da Bahia. José Renato Rodrigues Cursiano pilotava uma moto Honda e levava como carona Erverson Bonfim de Souza. Com eles, outras quatro motos, numa viagem tranqüila e feita em segurança.

Até que, numa curva, surgiu Valdir Machado de Souza, funcionário de uma construtora, que dirigia um Corsa em alta velocidade. Valdir perdeu o controle do carro, foi para a contramão e colidiu com três das cinco motos.

O impacto foi maior na moto de José Renato, que morreu na hora. Erverson chegou a ser socorrido com vida e levado a um hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu horas depois.

Abordado por policiais, Valdir apresentava visíveis sinais de embriaguez. Foi submetido ao teste do bafômetro e imediatamente encaminhado ao Complexo Policial de Itabuna, onde ficou detido.

Mais duas vidas perdidas para esse misto de insanidade e irresponsabilidade.

Um sujeito que consome bebida alcoólica e depois assume o volante de um veículo, pode não tem consciência disso, mas é um assassino em potencial, porque transforma o carro numa arma.

Um assassino potencial que quase sempre mata gente inocente, como é o caso do acidente na rodovia Coaraci-Almadina. E como é o caso de tantos outros acidentes que tem o consumo de bebida alcoólica como matriz.

Quando as campanhas educativas já não funcionam, a única alternativa é a punição rigorosa do motorista que, bêbado, provoca acidentes com vítimas fatais.

Punição rigorosa que, por sinal, serviria de exemplo para reduzia as atrocidades cometidas nas estradas brasileiras, onde se bebe sem moderação e se dirige sem atenção.

Punição rigorosa que, infelizmente, quase nunca ocorre.

A temporada atrás das grades é curta e invariavelmente esses facínoras travestidos de motorista voltam às ruas. Quem sabe, para provocar novos acidentes.

Uma lei de trânsito rigorosa, com punições pesadas, a exemplo do que ocorre nos Estados Unidos e em países da Europa certamente reduziria a extensa lista de mortes que a cada dia cobrem de sangue e de dor as estradas brasileiras.





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