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Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

abril 2009
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:: abr/2009

WAGNER EM ITABUNA


O governador Jaques Wagner volta ao Sul da Bahia menos de um mês depois de ter aterissado em Itabuna para anunciar a liberação de recursos para o sistema de saúde pública e inaugurar equipamentos para tratamento das vítimas da dengue.

No próximo sábado (18), Wagner estará em Itabuna e Camacan, onde anuncia novos investimentos e inaugura obras.

A agenda oficial deve ser definida até quarta-feira, mas a pauta incluirá o Porto Sul, um mega-projeto que pode mudar o perfil econômico da região; e a duplicação da rodovia Ilhéus-Itabuna, esta uma obra reivindicada há décadas pela população das duas cidades.

RONALDO POOOOOOOODE!


Antes de mais nada, esse blogueiro é torcedor do São Paulo, mas acha que o time mereceu perder para o Corinthians, porque jogou como time pequeno. E quem é gigante como o São Paulo e joga feito anão, tem que perder mesmo.

Agora, a pergunta que não quer calar: aquela entrada violenta de Ronaldo no zagueiro André Dias não era lance para cartão vermelho? Era, embora o quase sempre correto Arnaldo César Coelho, da Rede Globo, tenha feito contorcionismos verbais para explicar que “era, mas não era”, porque o jogo estava no início.

Como se houvesse alguma regra para determinar o que é falta violenta no começo, no meio e no final do jogo. Arnaldo, cujo principal bordão é “a regra é clara”, conhece bem as “regras” da emissora em que trabalha.

Ronaldo dá plantão no Faustão, no Altas Horas, no Caldeirão do Hulk, no Esporte Espetacular, Fantástico, etc., etc., etc. É da casa.

Fosse o contrário, André Dias agredido Ronaldo, era bem capaz dos próprios repórteres da Globo entrarem em campo, tomarem o cartão vermelho da mão do juiz e expulsarem o zagueiro tricolor.

Mesmo fora de forma e vivendo de lampejos do craque que um dia foi, Ronaldo gera audiência e movimenta milhões de reais em torno do que resta de seu futebol.

Ele pooooooooooode!

VIA CRUCIS NO BOMPREÇO

Surgiu a explicação para as filas quilométricas do Hipermercado Bompreço, no Shopping Jequitibá em Itabuna, onde a espera até o caixa pode chegar a três horas, com direito a ter que empacotar as compras.

É que, em plena Semana Santa, imbuídos do verdadeiro espírito cristão, os donos da rede (os gringos da Wal Mart) decidiram levar os clientes a reviver a Via Crucis.

No frigir dos ovos, a Ceia pode não ser lá muito Santa, mas com certeza é Cara.

Então tá…

OS VERDADEIROS OVOS DE OURO

Apesar da tão propalada crise, cerca de 130 milhões de ovos de chocolate serão comercializados durante a Páscoa, um crescimento de 8% em relação a 2008.

Deveria ser motivo de foguetório no Sul da Bahia, principal produtora de cacau do país.

Mas não há motivo para foguetório algum, visto que a região é apenas produtora de cacau e não de chocolate. É mera fornecedora de matéria prima, como se ainda habitássemos no Brasil Colônia.

Os números falam por si. Enquanto o mercado de cacau em amêndoa movimenta 300milhões de reais por ano no Brasil, o mercado de chocolate atinge 4 bilhões de reais. Uma diferença brutal, impressionante. Os fabricantes faturam 13 vezes mais do que os produtores.

Estados como São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, que não possuem um mísero pé de cacau, tem fábricas de chocolate de médio e grande porte, sem contar as empresas artesanais, que produzem chocolates finos, a preços de dar água na boca para quem vende a amêndoa a preço de banana.

Aqui no Sul da Bahia, a produção de chocolate é ínfima, insignificante. O Chocolate Caseiro de Ilhéus é uma experiência bem sucedida, mas isolada. Um nada dentro do nada, se comparado à produção nacional.

O aumento do consumo de chocolate, durante todo o ano e não apenas na Páscoa, é uma tendência mundial. Mais consumo, mais demanda, mais negócios, mais renda, mais
emprego.

Enquanto isso, o Sul da Bahia continua sua sina de plantar, colher e entregar para outras regiões industrializarem, num ciclo vicioso que perdura há décadas, como se isso nos bastasse. A realidade atual mostra que não nos basta.

É tão óbvio, que não se entende porque a Região Cacaueira não adotou um projeto de produção de chocolate, absorvendo uma fatia significativa desse mercado que não para de crescer.

A Ceplac desenvolveu recentemente uma tecnologia para a produção de chocolate com alto teor de cacau. Verdadeiro manjar dos deuses, mas essa tecnologia ainda não conseguiu romper os muros da instituição, ainda que o PAC do Cacau tenha entre suas ações a instalação de 20 fábricas de chocolate. Algo que, infelizmente, ainda não saiu do campo das boas intenções.

Temos o apelo de região produtora do cacau de melhor qualidade do mundo, de ter em Jorge Amado um ícone de primeira linha e de preservar, graças próprio cacau, uma das áreas remanescentes de Mata Atlântica do país.

Falta, portanto, iniciativa, espírito empreendedor e apoio governamental para fazer com que o Sul da Bahia deixe de ser apenas produtor de matéria prima e possa fabricar chocolate.

Nos iludimos tanto com um fruto que parecia ser de ouro e não é e esquecemos de ovos que parecem valer ouro.

E valem mesmo!

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Pesquisa de mercado realizada pelo Ibope mostrou que Salvador é a capital brasileira com maior consumo de chocolate do país. 75% dos entrevistados revelam consumir chocolate ao menos uma vez por semana.

Ótima notícia.

Para os paulistas, gaúchos, capixabas…

BIG BROTHER BRASÍLIA


Terminou mais uma edição do Big Brother Brasil, a baboseira da Rede Globo que mobiliza o país. Não vi e não gostei, mas o BBB me deu uma idéia, que só não é boa porque não tomo 51 e sim a legítima cachaça de alambique.

2010 é ano de eleição presidencial. No lugar daquela aporrinhação do horário eleitoral gratuito, poderíamos colocar todos os candidatos numa casa e promover o Big Brother Brasília.

Ao final da disputa, em vez de um milhão de reais, o vencedor ganharia uma faixa de Presidente da República e o direito de morar quatro anos de graça no Palácio do Planalto.

Já dá pra imaginar algumas situações.

José Serra, insosso e professoral, iria fazer muita gente pegar no sono com cinco minutos de programa.

Ciro Gomes, na primeira vez que fosse indicado ao paredão, perderia o controle e chamaria os telespectadores/eleitores de burros pra cima. Ou pra baixo.

Heloisa Helena iria dizer que não sabia o que estava fazendo naquele templo do capitalismo selvagem, que Lula havia se curvado ao neoliberalismo e blá blá blá, blá blá blá, blá blá blá…

Paulo Maluf daria um jeito de provocar uma pane nas câmaras de vigilância, faria uma ´limpa´ nos móveis, eletrodomésticos e roupas e mandaria tudo para um “quarto secreto” nas Ilhas Cayman ou na Suíça.

E Dilma Roussef poderia ter uma recaída dos seus tempos de guerrilheira, seqüestraria o Pedro Bial e explodiria a casa mais vigiada do Brasil.

Pensando bem, até que não seria tão ruim assim…

Pindaíba municipal

Dizem que político só é solidário na crise. Nos tempos de bonança é cada um por si e já que é bonança mesmo, alguns não se furtam (!) em desviar uma parte para o próprio bolso.

Mas, bateu a crise e o dinheiro começa a escassear até para as despesas básicas, como pagamento dos servidores e manutenção dos serviços de saúde, educação e limpeza; e começou a gritaria.

E que gritaria!

O prefeito de Potiraguá, Olyntho Moreira (PP), ao se deparar com os cofres vazios, chegou a anunciar que iria renunciar ao cargo três meses depois de ter assumido o comando do Executivo. Depois, renunciou à renuncia, mas seu grito de alerta serviu para provocar uma reação em cadeia que deve desaguar numa grande marcha de prefeitos baianos à Brasília, prevista para o próximo dia 28 de abril.

Nesse dia, as 417 prefeituras baianas ameaçam fechar as portas, desde que obviamente todos os prefeitos decidam aderir ao movimento, coordenado pela Associação das Prefeituras da Bahia (UPB).

Na prática, dezenas de prefeituras, a exemplo da já citada Potiraguá, já estão com as portas fechadas, visto que não dispõem de recursos para atender às demandas da população.

A situação é ainda mais grave (gravíssima, melhor dizendo) nas pequenas cidades, onde o Fundo de Participação dos Municípios é a principal fonte de receita e a prefeitura a principal empregadora. Sem recursos e sem salários = igual economia parada.

E como desgraça pouca é bobagem, centenas de prefeituras estão inadimplentes com o Governo Federal e impedidas por lei de receberem repasses de convênios. Para estas, existe a expectativa de uma Medida Provisória salvadora, que permita renegociar os débitos em condições camaradas e voltar a receber recursos. É um paliativo, mas para quem está com fome, farinha de quinta categoria vira caviar.

A crise nas prefeituras é o resultado perverso da redução do IPI, uma das medidas adotadas pelo presidente Lula para manter a produção, incentivar a indústria e o comércio e reduzir os impactos da crise mundial no país.

Ganha-se de um lado, perde-se do outro. E entre os perdedores estão as prefeituras.
Como não dá para simplesmente fechar as portas, visto que é nos municípios que são prestados os serviços essenciais, os prefeitos querem arrancar dinheiro do Governo Federal.

É “arrancar” mesmo, porque o próprio Lula tem declarado que, até a crise passar, os municípios vão ter que apertar os cintos.

Resta saber se, com a situação de agravando a cada dia, ainda haverá cinto a ser apertado.

No mais, gritar é um direito legítimo e a situação está a exigir mobilização mesmo. E esperar a Marcha dê mesmo algum resultado prático e não sirva de pretexto para a velha e boa mordomiazinha de sempre na Brasília de todos os pecados e todas as possibilidades.

Afinal, a crise é brava, mas ninguém é de ferro. Pelo menos, nem todos são.

Manchetes dos jornais 8 abril/2009

AGORA

Ladrões assaltam agência do
Banco do Brasil em Gandu

DIÁRIO BAHIA

Bandidos assaltam banco e
levam gerente como refém

DIÁRIO DE ILHEUS

Agricultores recebem investimentos

JORNALISTAS

7 de abril. Dia do Jornalista.

Minha homenagem ao “velho capo” Manuel Leal, o maior jornalista que conheci e com quem tive a alegria de conviver por inesquecíveis 10 anos no jornal A Região; até que os covardes lhe tiraram a vida, num crime que permanece impune até hoje.

O MOSQUITO AGRADECE

Trava-se nos últimos dias uma batalha, que beira a insanidade, para apontar quem é o responsável pelo caos que se instalou no sistema de saúde pública em Itabuna e que gerou, entre outras conseqüências graves, uma epidemia de dengue de proporções bíblicas, com casos contados aos milhares e mortes de crianças, jovens adultos e idosos.

Uma epidemia que deu a Itabuna o título nada honroso (na verdade trata-se de um
título vergonhoso) de Campeã Nacional de Dengue.

Enquanto a dengue não dá sinais de refrear, as unidades de saúde funcionam (?) sem médicos e enfermeiros e os remédios escasseiam; e na Central de Regulação as guias de exames e consultas relativas ao mês de abril se esgotam num único dia, gasta-se energia num tiroteio verbal inútil.

A Prefeitura diz que a culpa pela situação é do Estado, que por sua vez atribui a culpa à Prefeitura.

É fato que, a partir da explosão da epidemia de dengue, a Secretaria Estadual de Saúde não poupou esforços e investimentos. Os repasses para o Hospital de Base foram ampliados em 500 mil reais/mês e para a Santa Casa em 750 mil/reais mês. O Hospital
São Lucas foi reaberto com um setor especialmente destinado aos casos de dengue e foi implantado um Posto de Atendimento na 7ª. Dires, também para atender vítimas da doença. Médicos do Exército, do Rio de Janeiro e até da Venezuela foram deslocados para Itabuna para cooperar no combate à doença.

É fato também que, se retardou o trabalho de prevenção e minimizou uma situação que já se mostrava gravíssima desde os primeiros dias de governo, talvez com o intuito de se viabilizar a realização de um carnaval fora de época em todos os sentidos, a atual administração municipal herdou uma espécie de “bomba relógio”, que iria explodir de qualquer maneira. A epidemia de dengue é fruto exclusivamente da ausência de prevenção, notadamente nos últimos dois anos.

E prevenção, como se sabe, não se faz em um mês ou dois. Demanda tempo, dinheiro, planejamento.

Dispensa-se o tiroteio, a caça às bruxas.

A população de Itabuna, a principal prejudicada, não pode continuar sendo vítima de um sistema de saúde pública inoperante, caótico e incapaz de atender as demandas por um serviço essencial.

Até quando continuaremos produzindo vítimas fatais por conta da irresponsabilidade e da má gestão dos recursos públicos?

Quantas vidas ceifadas ainda serão necessárias para que a saúde seja tratada como prioridade e que os recursos sejam aplicados corretamente?

Se nada for feito, em nível de prevenção, Itabuna é séria candidata ao ainda mais vergonhoso bi-campeonato nacional de incidência de dengue em 2010.

Enquanto houver muita falação e pouca ação, continuaremos habitando uma cidade em que em vez de um sistema de saúde pública, somos obrigados a conviver (melhor seria dizer, sofrer) com um sistema de doença pública.

O mosquito da dengue agradece.

A população, muito pelo contrário.

Manchetes dos jornais 7 abril/2009

AGORA

Em protesto, prefeituras fecham
portas contra queda do FPM

DIÁRIO BAHIA

Motoboys protestam
contra violência

DIÁRIO DE ILHEUS

ZPEs são regulamentadas





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