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livros do thame




Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

abril 2009
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:: abr/2009

ESSE BISPO É F… (LITERALMENTE)

Depois de ter assumido a paternidade de um menino, concebido enquanto ainda era bispo da Igreja Católica, o atual presidente do Paraguai, Fernando Lugo, pode ver sua prole aumentada.

Em entrevista ao jornal Ultima Hora, de Assuncion, Benigna Leguizamón revelou que Fernando Lugo é pai de seu filho, de seis anos de idade e disse que está disposta a submeter a criança a um exame de DNA. Benigna tinha 17 anos e já era mãe de duas crianças quando começou a manter um relacionamento íntimo com o bispo.

Esse Lugo deve ter uma certa fixação naquela parte da Bíblia que diz “crescei-vos e multiplicai-vos”.

Que o Senhor Deus nos perdoe pela blasfêmia, mas a piada é inevitável: parece que no Paraguai até os bispos são falsificados…

QUANTA ENERGIA!


Na hora de tratar o cliente a pontapés quando alguém tem alguma reclamação a fazer, incluindo uma espera de até três horas na fila, a Coelba age como empresa privada.

Mas, sempre há uma recaidazinha dos tempos empresa pública. No pior sentido da expressão.

E não é que os postos de atendimento não funcionaram hoje, por causa do feriado de amanhã, dia 21.

Quem procurou a empresa nesta segunda-feira deu com a porta na cara e o aviso: “Só voltaremos a abrir na quarta-feira”.

Em tempo: nem o Governo Federal, nem o Governo do Estado, pródigos em “enforcamentos” quando os feriados caem na terça ou na quinta-feira, deixaram de ter expediente normal hoje.

O CACAU EM REVISTA

A revista História da Biblioteca Nacional, edição de abril, traz como manchete de capa e matéria especial o Cacau. A matéria, dividida em três partes, conta a história da descoberta pelos europeus do fruto cultuado pelos maias, as delicias do chocolate e fala sobre a cultura que marcou a civilização cacaueira no Sul da Bahia.

Vale a pena comprar nas bancas. Leia, abaixo, um dos trechos da reportagem:

________________

Paraíso dos preguiçosos

Viajantes estrangeiros se espantavam com o “atraso” do povo de Ilhéus. Seus relatos influenciaram a imagem da região

Quando se fala da região cacaueira do sul da Bahia, a primeira imagem que vem à cabeça é a dos livros de ficcionistas locais, como Jorge Amado (1912-2001) e Adonias Filho (1915-1990). Eles retratam com riqueza de detalhes os valores, as convenções sociais e as práticas políticas dos tempos em que a produção prosperava, principalmente no início do século XX.
Mas como a memória é seletiva, eles privilegiam uma imagem exótica e sedutora – seja pela exuberante paisagem tropical, seja pelas mulatas cor de canela. Em um passado mais remoto, o retrato que se fazia da região era bem diferente. Relatos de viajantes estrangeiros, feitos numa época em que o cacau ainda nem tinha se consolidado como “produto-rei” por ali, revelam outras características de Ilhéus e de seu povo. Com o filtro do olhar europeu.
A primeira tentativa de cultivo na região ocorreu quase dois séculos antes de o cacau realmente vingar e se tornar símbolo do lugar. Foi uma iniciativa da Coroa portuguesa, em 1780, e tinha tudo para dar certo: o chocolate fazia sucesso na Europa e a demanda pelo produto estava em alta, inflacionando os preços. A rainha, D. Maria I, ofereceu sementes da planta aos moradores de Ilhéus, comprometendo-se a pagar um preço mínimo pelo produto. O cultivo não exigia maiores cuidados além do trabalho de colher, mas, apesar das facilidades oferecidas, os agricultores consideraram a proposta uma “bagatela”. A grande maioria continuou se dedicando ao açúcar e a produtos de subsistência, como arroz e mandioca. A exceção foi o Engenho do Acarahy, que quatro anos depois da chegada daquelas primeiras sementes já estava com uma roça bem formada, com mais de seiscentos pés. E isso “sem o menor esforço”. Mas o panorama pouco se alterou com o passar do tempo, e quase não se ouviu falar da capitania de São Jorge de Ilhéus ou do cacau até o século XIX. (…)

Deva, não negue. Pague, senão morre


Nestor Bispo dos Santos, 22 anos, foi morto com vários tiros e seu corpo jogado num terreno baldio em Itabuna.

Era usuário de drogas, tinha passagens pela polícia por ter cometido pequenos delitos e estava devendo aos traficantes.
Não tinha dinheiro para pagar a dívida, não conseguia parar de fumar crack e diante das ameaças que vinha sofrendo, confessou à irmã que pretendia sair de Itabuna.

Como-se vê, não deu tempo.

Nestor é mais uma das inúmeras vítimas de uma lei perversa no mundo da droga: não importa o quanto deve ao traficante, podem ser irrisórios 10 reais ou 100 reais. Não pagou, morre.

É a maneira que os traficantes encontram para desencorajar novos calotes.

A última vítima foi Nestor Bispo, mas antes dele vieram outros, outros e mais outros. Não passa um dia em Itabuna sem que ocorra pelo menos um assassinato que tenha como pano de fundo o tráfico de drogas.

Embora o consumo de drogas atinja todas as classes sociais, a explosão de violência afeta principalmente os usuários da periferia da cidade, que entram na espiral do vício, são levados a cometer pequenos furtos (que invariavelmente começam dentro da própria casa) e inicia um caminho sem volta e com final previsível.

Boa parte das vítimas dessa guerra nada santa travada em torno do tráfico de drogas não cruzou a barreira dos 20 anos de idade.

Adolescentes e até crianças são levadas ao vicio, tornam-se dependentes e muitos viram soldados do tráfico, os chamados “aviões”, plenamente descartáveis quando se tornam incômodos, dada a profusão de mão de obra à disposição dos traficantes.

É uma guerra que se trava na “arraia miúda” do tráfico, já que os grandes fornecedores raramente dão as caras, e quando dão não costumam ser importunados por uma polícia inoperante e muitas vezes conivente.

Alguns pontos de droga na periferia de Itabuna (e de tantas outras cidades brasileiras é bom que se diga) são tão conhecidos que, se não houver conivência policial, temos aqui um surto de cegueira digno de entrar nos compêndios da medicina.

Por conta do tráfico e da facilidade com que a droga se espalha, cada vez mais nossos jovens tem suas vidas ceifadas de maneira brutal.
Óbvio que a questão da droga não se resume a repressão, embora ela funcione.

O consumo de crack, por exemplo, ganhou tamanha proporção que se tornou uma questão de saúde pública.

Uma autêntica calamidade, que precisa ser combatida principalmente com a adoção de política de inclusão social que ofereça aos nossos jovens pelo menos uma alternativa de vida.

Enquanto essa alternativa não surge, o destino de Nestor Bispo e de seus colegas de vício e de infortúnio está selado.

Substitui-se o famoso “devo não nego, pago quando puder”, “deve, não negue, pague, senão morre”.

ESCOLINHA DO PROFESSOR GALVÃO


Dia desses, vendo pela tevê o Galvão Bueno tentar transformar um lance bisonho de Ronaldo numa jogada de gênio, lembrei-me de um episódio ocorrido lá pelo início dos anos 80. Do século passado!

A gente cobria, pela Radio Difusora Oeste, de Osasco, um jogo entre São Paulo e Náutico, pelo Campeonato Brasileiro. A partida não valia nada, porque os dois times já não tinham chances de classificação. Um desses jogos de entediar até torcedor fanático do São Paulo, como é o caso deste blogueiro.

Partidinha insossa, modorrenta, num Morumbi quase vazio.

Lá pelas tantas, o narrador Silva Netto (mais fanático ainda pelo São Paulo) narra um chute todo errado do atacante como se a bola tivesse “raspado” a trave.

Quando ele me acionou para contar como foi o lance, eu disse o que vi:

-A bola passou longe, sem nenhum perigo pro goleiro, segue o jogo…

Nem tinha notado que Silva Netto havia dito que a bola que passou longe tinha passado perto do gol.

Mas ele notou que eu o desmenti no ar, sem querer e sem perceber.

Em vez de seguir a narração do jogo, o que seria normal, ele decidiu me corrigir:

-A bola passou perto, um lance de perigo do São Paulo…

E eu, em vez de encerrar o assunto e pensar na morte da bezerra, insisti:

-Não, Silva, a bola passou longe. Estou ao lado do campo e vi…
Que nada!

Para o Silva Netto havia sido lance perigoso e não tinha jeito. Enquanto o jogo corria sem graça, os ouvintes da Difusora testemunhavam uma inacreditável discussão entre o narrador e o repórter, acerca de um lance banal.

Voltei a pensar na morte da bezerra e acabei concordando com Silva Netto, antes que ele transformasse uma bola que quase derrubou a bandeira de escanteio em gol do São Paulo.

Sem o “gol do Silva Netto” o jogo terminou mesmo em 0x0.

OS DONOS DO MUNDO

A gerente de pesquisas e professora do curso de Agronomia da Universidade Estadual de Santa Cruz, Solange França, é mais uma vítima da truculência com que habitantes do chamado Terceiro Mundo são recebidos pelas autoridades da Europa, numa onda de xenofobia que só tende a aumentar com a crise econômica que ceifa milhões de empregos em todo o planeta.

Solange, que não tem o perfil de imigrante ilegal, foi barrada ao desembarcar no aeroporto Charles de Gaulle, em Paris. Estava com a documentação em ordem, comprovação de local de hospedagem e dinheiro suficiente para suas despesas, mas foi tratada de maneira grosseira pelos policiais e ficou presa numa sala sem ventilação. Sem poder se comunicar com amigos e sem conseguir fazer contato com a embaixada brasileira, se viu diante de duas opções: permanecer presa ou ser deportada para o Brasil.

Entre a prisão e a deportação, achou mais sensato voltar para casa e encerrar, de forma abrupta, uma viagem de férias e de trabalho, que incluía visitas a museus, teatros e laboratórios de pesquisa.

Casos como os de Solange acontecem às centenas, talvez milhares, todos os dias em portos, aeroportos e postos de fronteira europeus. Asiáticos, árabes, africanos e sul-americanos (os brasileiros incluídos) são alvo desse tipo abominável de tratamento. Um policial geralmente grosseiro e mal preparado, simplesmente não vai com a cara do visitante e isso já é motivo para a deportação, antecedida por momentos de pânico em salas que se equivalem a prisões e na prática são isso mesmo.

Acontece na França, na Espanha, na Alemanha, na Itália, na Inglaterra, na Europa toda.

No ano passado, centenas de brasileiros foram enxotados da Espanha, em cenas que as emissoras de televisão não se cansaram de exibir. Humilhação pública, truculência, exibição de poder.

Não é difícil imaginar o que a professora Solange França passou nas poucas horas em que esteve na França (se é que se pode classificar sua desventura como ´estar na França´). Uma sensação de impotência, diante de um inimigo invisível, mas poderoso. Não pode entrar em fim de papo!

Fim de papo?

Cadê a reciprocidade?

Enquanto somos tratados como vira-latas quando, mesmo a passeio ou a trabalho, tentamos pisar o solo europeu (que um dia já foi chamado de Berço da Civilização, ora vejam!), estendemos tapete vermelho e cobrimos de salamaleques os europeus que nos visitam, mesmo o rebotalho que vem a esse paraíso tropical para fazer turismo sexual.

Em Ilhéus, Itacaré e Porto Seguro, turistas europeus, com seus euros valiosos, são tratados como reis e rainhas. Só faltamos nos curvar quando eles passam, numa reverência despropositada, subserviente.

Não se trata de defender aqui que esses turistas sejam tratados a pontapés. Afinal, o turismo é uma excelente fonte de renda, aquece a economia e gera empregos.

A questão – e isso demanda uma ação de Governo- é exigir das autoridades européias que os brasileiros recebam o mesmo tratamento que seus cidadãos têm aqui.

E evitar que nossa gente seja tratada como animal, quando animais são aqueles que se acham donos do mundo, por habitarem uma Europa próspera.

Que, não custa nada lembrar, prosperou e atingiu um elevado nível de desenvolvimento humano graças à exploração, durante séculos, de colônias nas Américas, na África e na Ásia.

A mesma gente que eles exploraram a exaustão e agora barram como se fossem doentes contagiosos, indesejáveis.

E pensar que a França que transformou a professora Solange numa imigrante ilegal em potencial consagrou um filosofia que mudou o mundo.
Liberdade, Igualdade, Fraternidade”…

Esquece isso, cara-pálida!

Um texto que V. não vai ler


V. tem 32 anos, é casada, um filho, empregada doméstica, mora num lugar paupérrimo e de nome obsceno na periferia de Itabuna, chamado, sabe-se lá porque, Buraco da Gia.

O lugar, que não pode ser em hipótese alguma chamado de bairro, é a síntese de todo tipo de ausência de serviços públicos. Não tem escola, não tem posto de saúde, não tem pavimentação. A coleta de lixo e o abastecimento de água são precaríssimos.

Em períodos eleitorais, o Buraco da Gia costuma receber candidatos em busca de votos e munidos de promessas de melhorias.

Conquistados os votos, as melhorias não saem da categoria promessa e o Buraco da Gia volta a ser o lugar de nome obsceno, habitado por gente honesta e trabalhadora, como a doméstica V., que dá um duro danado para sobreviver com dignidade.

Mas V., além de morar no Buraco da Gia e ter que faltar ao trabalho quando chove demais, tem uma característica que a poderia tornar diferente, mas lamentavelmente a iguala a milhões de baianos: não sabe ler nem escrever.

É analfabeta.

Falar em analfabetismo num país de tecnologia de ponta, de acesso a internet em qualquer ponta de rua (inclusive no Buraco da Gia), de universalização do ensino, parece um contra-senso, um mergulho nos meados do século passado.

Não há nada de contra-senso, nem V. é uma personagem exótica, uma exceção.

De acordo com dados da Secretaria Estadual de Educação, existem na Bahia, cerca de dois milhões e cem mil pessoas com mais de 15 anos, como V., que não sabem ler nem escrever.

Isso, sem contar os chamados analfabetos funcionais, gente que em tese sabe ler e escrever, mas na prática precisa de ajuda até para identificar o ônibus que os leva de casa para o trabalho e para quem o jornal diário é apenas um monte de figuras incompreensíveis.

Não é por acaso que, ainda segundo a Secretária Estadual de Educação, a Bahia ocupe o penúltimo lugar no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica no Brasil. O ensino básico possui, além de escolas com estrutura precária, um déficit de cerca de 5 mil professores.

Nesse sentido, iniciativas como o programa Todos pela Alfabetização (TOPA), desenvolvido pela Secretaria Estadual de Educação e amplamente respaldado pelo Governo da Bahia, tornam-se fundamentais para mudar uma realidade vergonhosa, fruto de décadas de descaso com a educação e de sucateamento do ensino público.

O TOPA tem uma meta ambiciosa: alfabetizar um milhão de pessoas e reduzir em 50% o índice de analfabetismo da Bahia. É um projeto que demanda não apenas esforço governamental, mas a participação de todos os segmentos da sociedade organizada.

Passa pela articulação de prefeituras, faculdades, clubes de serviço, sindicatos, associações, ONGs, toda envolvidas numa missão difícil, mas imprescindível, abrindo as portas da inclusão social para centenas de milhares de baianos, privados do mais elementar dos direitos.

O secretário de Educação da Bahia, Adeum Sauer, entre tantos desafios que vem enfrentando, terá dado uma contribuição inestimável ao Estado que o acolheu, caso o TOPA atinja seus objetivos.

Não será -é bom que fique bem claro- uma vitória particular, visto que se trata de uma ação conjunta, uma política de governo. .

Será principalmente, uma vitória de gente com V. que poderá mostrar e também assinar com orgulho seu nome e sobrenome, hoje substituídos pela impressão digital; sair do anonimato e das trevas do analfabetismo e descortinar um novo mundo, deixando de ser apenas um número numa estatística vergonhosa e se tornar, com todas as letras, uma cidadã de verdade.

NEM COM VIAGRA


Sabem qual a semelhança entre a turma do Casseta & Planeta e certos jogadores de futebol no ocaso de suas carreiras?

É que eles não sabem a hora de parar.

Tudo bem, a piada é sem graça.

Mas, alguém ainda consegue achar graça naquele programa de humor (?) que eles apresentam na Rede Globo?

A estréia da versão 2009, ontem, foi de chorar. Não de rir, mas de pena.

Para azar deles, logo depois entrou a turma do Toma Lá Dá Cá, essa sim batendo um bolão.

OLHA O GOLPE AÍ, GENTE!

Hoje é meu dia de sorte!

Vejam a mensagem que recebi pelo celular:

“SBT informa: seu aparelho móvel foi contemplado e ganhou um automóvel FIAT PALIO + 5 mil. Ligue grátis de um residencial para 03185966422 senha 2530”.

Basta ligar. Provavelmente uma moça com voz simpática te atende, pede alguns dados pessoais, anota e diz que retorna mais tarde pra informar onde receber os prêmios.

Carro novo, cinco mil no bolso. E o nome e o CPF na mão da bandidagem pra abrir contas bancárias, empresas fantasmas, fraudes em licitações, etc., etc., etc.

O incrível não é aplicarem esse tipo de golpe.

O incrível é que ainda tem um monte de otário que cai.

Façam bom proveito com o “meu” carro e o “meu” dinheiro…

DRAGÃO APAGADO, TIGRE DESDENTADO

O Colo Colo começou o Campeonato Baiano de 2009 com ganas de repetir a façanha de 2006, quando surpreendeu a todos e conquistou o título ao vencer os dois turnos.

O Itabuna esperava, no mínimo, bisar 2008, quando se classificou para o quadrangular final e chegou à última rodada com chances de conquistar o título.

Não deu.

Os times que representam as duas principais cidades do Sul da Bahia e que alimentam uma saudável realidade encerraram a fase classificatória de forma melancólica.

O Itabuna terminou em 6º. lugar, com 28 pontos ganhos. Foram 8 vitórias, 4 empates e 10 derrotas.

O Colo Colo acabou em 7º. lugar, com 22 pontos ganhos. 7 vitórias, 1 empate e 14 derrotas.

Vamos além da frieza dos números.

O Itabuna em momento algum empolgou o torcedor. A exceção de uma ou outra boa exibição e ao talento isolado do atacante Neto Berola, o time nunca deu mostras de que poderia lugar pela classificação. Perdeu pontos inacreditáveis dentro de casa e quando ganhou de 4×0 do Atlético, em Alagoinhas, já era uma espécie de “canto do cisne” ou “suspiro de afogado”.

Entrou e saiu do Baianão sem deixar saudades no torcedor, sem deixar saudades em ninguém. Um time absolutamente insosso.

Se o Itabuna ficou sempre no meio da tabela, naquela zona morta, o Colo Colo foi pior ainda.

Em vez de brigar pelo título, o time ilheense flertou com o rebaixamento durante todo o campeonato. Seu único momento de brilhareco foi na vitória contra o Bahia, no Estádio Mario Pessoa. Não é lá coisa pra se soltar fogos: o Bahia andou perdendo até para o Madre de Deus e foi goleado pelo medíocre Ipitanga.

O Colo Colo salvou-se da degola das ultimas duas rodadas. Afinal, tem que ser muito ruim, mas muito ruim mesmo, para ser pior do que o Feirense, o Madre de Deus, o Camaçari e o Poções, este último rebaixado para a segundona com todos os méritos. Ou deméritos melhor dizendo.

Enfim, para nós, o Baianão acaba com um Trigre desdentado e um Dragão apagado.

Vamos ter que assistir pela televisão Vitória, Bahia, Fluminense de Feira e Atlético de Alagoinhas disputarem o titulo; enquanto nos empanturramos de jaca e caranguejo.





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