:: ‘Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal’
Polvo Terapêutico do HMIJS ganha apoio popular e forma uma grande corrente de solidariedade
Tudo começou com a inclusão de polvos de crochê como modelo de brinquedo terapêutico na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em. A técnica, segundo especialistas, ajuda os bebês prematuros a melhorarem a frequência cardíaca e o índice de saturação de oxigênio. A iniciativa ganhou repercussão positiva e, logo depois às primeiras reportagens sobre a ideia colocada em prática no HMIJS, começou a se formar uma grande corrente de solidariedade.
Doações de novelos de linha começaram a chegar ao hospital para que novos polvos terapêuticos pudessem ser confeccionados. Pais e mães de bebês internados iniciaram, pela internet, o aprendizado online sobre a técnica do crochê. Sim, você não leu errado: homens e mulheres fazem parte do projeto. Eles transformaram – com apoio da equipe multidisciplinar do hospital – a iniciativa em um novo modelo de terapia enquanto aguardam a alta hospitalar dos filhos.
Forma de pensar em todas as crianças
Hospital Materno-Infantil de Ilhéus implanta técnica do uso de brinquedo terapêutico na UTI Neonatal

O Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, já está adotando o uso do brinquedo terapêutico em sua Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal. A técnica tem o objetivo de ajudar os bebês prematuros, melhorando a frequência cardíaca e o índice de saturação de oxigênio destes pacientes. O uso do brinquedo terapêutico tem deixado os recém-nascidos mais calmos, na avaliação da equipe de médicos, enfermeiros e fisioterapeutas do HMIJS. E a nova iniciativa se integra à já existente estratégia de humanização adotada pela unidade hospitalar.
Além do brinquedo terapêutico, o HMIJS já disponibiliza aos bebês com o quadro clínico estável, pequenas redes adaptadas ao tamanho do paciente dentro da incubadora. A iniciativa ajuda a criança a adquirir uma posição mais confortável durante o tratamento, simulando a posição intrauterina. Além disso, como o tecido é mais macio, exerce menos pressão sobre a pele, evitando lesões.
*Mais cores, mais vida*
“A gente observa que o ambiente frio das UTIs ficou mais colorido com a chegada dos polvos de crochê. Não existe comprovação científica desta técnica, mas a diferença é visível na melhoria da qualidade de saúde das crianças”, afirma a enfermeira Jammily Paim. A figura do polvo foi a escolhida pela equipe, considerando a forma dos seus tentáculos, que lembram o cordão umbilical. Os bebês acabam segurando neles, oferecendo uma sensação de segurança como se fosse o útero materno. A implantação do projeto surgiu a partir de uma proposta da equipe de fisioterapia do HMIJS que doou as primeiras unidades de polvos. “Poucos. Mas que já fazem a diferença”, segundo Virgínia Marilena, coordenadora.
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