:: ‘novo curador’
Flica anuncia novo curador para a edição 2017
A 7ª edição da Festa Literária Internacional de Cachoeira já tem seu curador. O escritor e jornalista Tom Correia assume este ano a função que foi ocupada em 2016 por Emmanuel Mirdad, um dos idealizadores e coordenador geral da Flica. Autor de quatro livros individuais de contos e com participação em várias coletâneas, Tom iniciou sua trajetória ao vencer o Prêmio Braskem de Literatura com “Memorial dos medíocres”.
Com inúmeros trabalhos em jornalismo literário, a exemplo da grande reportagem “Vidas suspensas”, sobre pessoas desaparecidas em Salvador, a sua relação com a Flica surgiu desde a 1ª edição. Em 2013, ele foi um dos autores convidados e, no ano seguinte, foi mediador da mesa com a escritora baiana Mariana Paiva e o português Gonçalo M. Tavares. “Ter feito parte da festa como público, autor convidado e mediador, além de grande aprendizado me proporcionou uma visão mais ampla da dinâmica da festa. Acredito que isso pode ser um fator importante no momento de compor as mesas desta edição”, afirmou.
Além da atuação em Literatura, Tom desenvolve atividades paralelas em Fotografia. No início deste ano, ele morou durante dois meses em Lisboa para dar início a “Breve cartografia do silêncio”, projeto de residência fotográfica selecionado por edital de mobilidade artística. Atualmente ele pertence ao conselho diretor do Instituto Sacatar, onde também fez parte de um programa de residência literária. Esta não será a primeira experiência de Tom na função. No final de 2013, ele foi um dos responsáveis pela curadoria do “Jorge +100: a Bahia de Jorge Amado nos dias de hoje”, evento literário que reuniu autores nacionais e locais para debater a literatura contemporânea em Salvador.
Flica terá novo curador em 2016
A Festa Literária Internacional de Cachoeira- Flica terá como curador-geral para a edição 2016 o jornalista e crítico literário e cultural paulistano Mario Mendes. Iniciou sua atividade em 1978, após se formar na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP. Trabalhou na revista Interview, em seguida na Folha de São Paulo (no suplemento Casa e Cia e na Ilustrada).
Foi redator-chefe da revista Elle e diretor geral da revista Daslu. Escreveu também em Vogue, Isto É e Veja. Entre idas e vindas pelas redações, residiu por alguns períodos em Londres. Com um pé no erudito, outro na cultura pop e popular, destaca-se por seus textos sobre moda, cinema, música e literatura.
Mediador de duas mesas na Flica 2015 (“Em trânsito”, com Sapphire e Lívia Natália; e “Sobre palavras e princesas”, com Meg Cabot e Paula Pimenta), Mario vê possibilidades de transformações na Flica capazes de torná-la cada vez mais um referencial de inovação e qualidade no debate.
Para o historiador e conselheiro estadual de cultura Aurélio Schommer, que deixa a curadoria após cinco edições, o novo curador representa, por um lado, “a inevitável transição da Flica para uma Festa ao mesmo tempo regional, nacional e global”; por outro, “o penetrar numa dimensão completa e plural da cultura”.
“A mim me prende o ensimesmado do autor literário, a autorreferência de um escritor exilado da cultura em transformação e múltipla. Mario ultrapassa estes limites estreitos, ao mesmo tempo em que se revela um crítico literário capaz de dois olhares que me faltam: o da formação literária clássica, capaz de compreender o sentido estético do texto; e o viver étnico com o diferente, agregando o ponto de vista de leitores de identidades que eu não alcanço, pois me parece e a minha experiência me diz, que o autor não é bom crítico. O bom crítico é o bom leitor, que decupa e interpreta o texto, enquanto o escritor, ao construir o texto, sabe que faz, mas não sabe o que faz”, diz Aurélio.
- 1













