:: ‘Junior Patente’
Silêncio, medo e impunidade: a violência sexual contra pessoas com deficiência expõe falhas graves de proteção no Brasil

Junior Patente, Portal Incluir
Casos de abuso sexual contra pessoas com deficiência intelectual, incluindo pessoas com síndrome de Down, continuam crescendo no Brasil e revelam uma realidade marcada por vulnerabilidade, omissão familiar, despreparo institucional e subnotificação. A prisão de uma mãe em São Paulo, acusada de permitir abusos sexuais contra a própria filha com síndrome de Down, trouxe novamente à tona uma tragédia social que especialistas classificam como estrutural: milhares de vítimas seguem invisíveis dentro das próprias casas.
Pesquisas brasileiras apontam que pessoas com deficiência intelectual estão entre os grupos mais vulneráveis à violência sexual. Estudos científicos identificam que a dificuldade de comunicação, a dependência de terceiros para cuidados diários, a falta de educação sexual acessível e a superproteção familiar aumentam drasticamente os riscos de abuso.
O cenário se torna ainda mais alarmante em relação às meninas com deficiência. O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) estima que entre 40% e 68% das meninas com deficiência sofrerão violência sexual antes dos 18 anos de idade, um índice considerado extremamente elevado por organismos internacionais de direitos humanos.
Na Síndrome de Down é assim mesmo
Junior Patente
Quantas vezes você já ouviu essa frase?
Alice Patente – Foto: Arquivo pessoal
Quanta revolta me causa quando ouço isso.
Claro que essa resposta vem, na maioria das vezes, sem qualquer conhecimento, aprofundamento a respeito do assunto e entendimento real do fato.
Pois é. Fique sabendo que seu filho não precisa passar uma vida com secreção excessiva no nariz, idas e vindas do hospital, barriga distendida, diarreias frequentes, rolando a noite inteira enquanto dorme, lançando tudo que coloca a mão, com dificuldades motoras, com dificuldades pra desfraldar, com comportamento opositor na maior parte do dia, sem qualquer vontade de aprender e brincar, grandes dificuldades na fala e comunicação, etc etc…
Antes de qualquer julgamento precisamos entender os porquês.
Do que está se alimentando? Com que frequência vai ao banheiro? Quem está se relacionando com ele? Como está a interação com o mediador/cuidador? Quais desafios familiares o incomodam e que não foram externalizados? Tem vivido muitas cobranças e limitações externas? Está tendo oportunidade de apenas SER HUMANO? Está sendo respeitado como indivíduo único que ele é?
Essas e várias perguntas podem e devem ser feitas sempre que necessário.
Não tenha medo de rever a rota. E estabelecer novas rotinas. E buscar informações tão acessíveis atualmente.
Afinal, “Na Síndrome de Down não é assim mesmo”.
Vamos juntos!
Fonte: Instagram @21conecta
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