:: ‘Instituto Federal da Bahia (IFBA)’
“Saberes que transformam”: programa inspirado em Nego Bispo conecta educação e ancestralidade em todo o Brasil
Intelectual quilombola, pensador e referência na valorização dos saberes ancestrais, Antônio Bispo dos Santos, conhecido como Nego Bispo, dedicou sua trajetória à defesa das epistemologias dos povos tradicionais e à crítica das estruturas coloniais de produção do conhecimento. É a partir desse legado que se estrutura o Programa Escola Nacional Nego Bispo de Saberes Tradicionais, iniciativa que busca transformar a formação docente no Brasil ao integrar, de forma sistemática, conhecimentos acadêmicos e saberes ancestrais.

O programa tem origem em edital lançado pelo Ministério da Educação (MEC) e é coordenado nacionalmente pelo Instituto Federal da Bahia (IFBA), em parceria com a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi). Já em execução, a iniciativa reúne 100 projetos de extensão em todas as regiões do país, com financiamento de até R$ 41,6 mil por proposta, voltados à formação de estudantes de licenciatura e professores da educação básica.
Como parte da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (PNEERQ), o programa responde a um desafio histórico da educação brasileira: a implementação efetiva das Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008, que determinam o ensino da história e cultura afro-brasileira, indígena e quilombola nas escolas.
Cientistas baianos criam armadilha elétrica sustentável para combater mosquitos

O mosquito é considerado um dos animais mais perigosos do mundo, por ser o vetor de doenças como malária e febre amarela, que matam centenas de pessoas ao redor do planeta, além de dengue, zika e chikungunya, que segundo o Ministério da Saúde, tiveram aumento de 128% nas primeiras semanas de 2020. Em busca de diminuir a quantidade desses insetos e dar mais conforto e saúde à população, uma equipe de cientistas baianos trabalham com uma solução tecnológica: uma armadilha elétrica sustentável. A novidade é que o protótipo, feito em impressão 3D com composição plástica biodegradável, funciona através de um sistema solar, que reduz o uso de energia elétrica e pode ser utilizado em qualquer lugar atingido com a infestação de mosquitos.
“Nossa armadilha apresenta um design inédito, ao mesmo tempo decorativo e eficaz. Com amplitude de atração de 360 graus, tanto na vertical e horizontal, além de um duplo mecanismo de atração, um sonoro e outro por iluminação pulsada, os mosquitos ficam presos ao entrar e lá dentro desidratam e morrem”, explicou um dos responsáveis pela invenção, Arthur Ribeiro, estudante de engenharia elétrica do Instituto Federal da Bahia (Ifba), da cidade de Paulo Afonso. Ele se uniu a outros estudantes, Ana Clara, Thaís Caires e Fábio Filho, orientados pelo professor Weber Miranda, e tiveram a inspiração para criar o projeto durante um programa de fomento do Instituto. “Nosso orientador mostrou um protótipo da ideia e formamos uma equipe para desenvolvê-la. Fomos aprovados no Edital do Hotel de Projetos e estamos nessa pesquisa desde então”, disse o estudante.
As três principais estratégias de combate aos mosquitos, atualmente, são os inseticidas, repelentes e as armadilhas. “Queremos combater as doenças que são transmitidas através dos insetos sem agredir o meio ambiente ou a saúde das pessoas, sem necessidade de produtos químicos. Soluções como inseticidas podem causar efeitos como náuseas, dores de cabeça e alergias, então a armadilha sustentável pode ser a melhor solução para atender a diversas populações”, destacou.
CIMA busca implantação de campus do IFBA em Camacan
Municípios membros do Consórcio Intermunicipal da Mata Atlântica (Cima) vão se reunir, na próxima segunda-feira (16), em Salvador com a reitoria do Instituto Federal da Bahia (IFBA), para implantação do Campus Cima em Camacan, no sul da Bahia. O assunto foi debatido nesta quarta (11), em reunião na sede do Consórcio. “Queremos trazer este importante equipamento de ensino, para fortalecer a educação nos municípios consorciados”, pontuou o presidente do CIMA e prefeito de Santa Luzia, Antônio Guilherme dos Santos.
Para garantir a instalação do IFBA, um terreno foi doado pelo advogado Frederico Manoel Borges de Barros. O campus será instalado em Camacan, e, além do município-sede, atenderá Santa Luzia, Una, Canavieiras, Pau Brasil, Jussari, Arataca, Mascote, Itaju do Colônia e São José da Vitória. A previsão é de que em 2018 tenham início as aulas de cursos de educação a distância (EAD).
Regularização Fundiária
Outro projeto atualizado foi o de regularização fundiária. Existem atualmente 600 requerimentos de regularização. Desse total, 90 áreas já foram medidas no município de Mascote. Os processos de regularização fundiária serão encaminhados para a Coordenação de Desenvolvimento Agrário (CDA), órgão da Secretaria de Desenvolvimento Rural do Governo do Estado da Bahia.
Participaram da reunião os prefeitos de Santa Luzia e presidente do Consórcio, Antônio Guilherme dos Santos; de Camacan, Oziel Rodrigues Bastos (Oziel da Ambulância); Pau Brasil, Barbara Suzete de Souza Prado; Jussari, Antonio Valete; e Mascote, Arnaldo Lopes da Costa; além dos técnicos Alda Sobral e Maria Aparecida Oliva Souza e o secretário executivo do CIMA , Maciel Azevedo Santos.
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