:: ‘Hotel Comandatuba’
TV Cabrália, Hotel Comandatuba e “rico come cada coisa”

Daniel Thame
TV Cabrália, início da década de 90. O recém inaugurado Hotel Transamérica, na paradisíaca (que certa feita um repórter da emissora confundiu com afrodisíaca, sabe-se lá porque) Ilha de Comandatuba, recebia famosos e endinheirados de São Paulo, Rio e Brasília, além de políticos de altíssimo escalão.
A gente tinha um esquema lá que sempre que chegava alguém famoso ou importante, era avisado. Para uma tevê regional, era uma festa entrevistar personalidades que só apareciam na então monopolista Rede Globo.
Os vips sentiam a nossa empolgação e quase sempre colaboravam, dando entrevistas para a Cabrália como se estivessem falando para o mundo. A gente fazia a gravação e ia almoçar no continente, porque a grana da diária não dava pra encarar um copo de água mineral no hotel, quanto mais um almoço.
Até que certa feita, fomos entrevistar o então governador de São Paulo, Orestes Quércia, que descansava no hotel com a família.
Político não pode ver um microfone, seja ele da BBC, seja ele do serviço de alto falante de Potiraguá.
Ele deu uma longa entrevista, que a gente poderia usar durante uma semana nos telejornais.
Encerrada a gravação, Quércia convidou a equipe para almoçar. Para quem iria pegar um rango mulambento, aquilo era o que se pode chamar de convite irrecusável. Não recusamos. O almoço, como se previa, era um banquete. Todo tipo de saladas, pratos frios, pratos quentes, sobremesas. De se lamber os beiços.
Na equipe, havia um auxiliar de cinegrafista (função que hoje nem existe mais), meio tabaréu (caipira em baianês), que ficou observando como as pessoas se serviam, pra não passar vergonha. :: LEIA MAIS »
- 1













