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livros do thame




Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

abril 2026
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:: ‘Geraldine Belmont’

Geraldine Belmont e a arte como ferramenta da conservação ambiental

gb 3Estiagem prolongada na Bahia resultando em falta de água, enchentes absurdas em Paris, calor de verão em junho na Bahia e frio desproporcional na Suíça. Isso é o aqui agora. Lendo entre as linhas no inicio do século 21, a artista suíça nascida em Nova Iorque Geraldine Belmont formada em artes plásticas pela ECAL (Ecole Cantonale d’Art de Lausanne) deixou uma carreira promissora no Velho Continente para se dedicar a preservação do meio ambiente e desenvolver trabalhos relacionados a proteção dos ecossistemas da Mata Atlântica, especialmente em relação a gestão de resíduos sólidos.

Radicada na Bahia desde 2004, ela está expondo seus trabalhos artísticos pela primeira vez no Brasil graças ao incentivo de Ruy Penalva e Ativa Ideia Produção cultural e comunicação. Com as questões ambientais afetando o cotidiano, a exposição MUT está aberta ao público até 18 de junho na Biblioteca Municipal Adonias Filho, em Ilhéus.

gb 2A partir de reflexões que surgiram ao longo do seu envolvimento com a preservação ambiental e a sociedade contemporânea, a proposta de Geraldine é questionar o sistema de valores,  com obras sóbrias e aéreas. Mut – o nome da exposição –  é um dos nomes da deusa egípcia que simboliza os valores maternais. “Ela é a rainha das deusas, associada a todas as aguas de quais nascem toda forma de vida e o seu símbolo é o urubu que aparece cobrindo a cabeça da deusa nos hieróglifos”, diz a artista, que  escolheu esse nome para a exposição “como emblema da sua proposta artística: representando a beleza, harmonia e leveza em assuntos e objetos que o publico normalmente desprezaria”.

gb 1 Urubus, insetos e cenas post-apocalípticas constituam o universo dessas obras que oferecem uma reflexão crítica junto a uma representação estética. Da mesma forma que um alquimista procura transformar ferro em ouro, Geraldine Belmont procura transformar o hediondo em maravilhoso afim de suscitar no espectador uma reflexão sobre um sistema de valores que corre em direção a perda do nossos recursos naturais – a perda do nosso sustento e de qualquer conforto adquirido pelo consumo desfreado de bens que a final não são essenciais.

Finas e delicadas, as obras de nanquim e aquarelas sobre papel nos convida a viajar entre o passado (com desenhos de nanquim que lembram gravuras antigas) e o futuro (com cenas pós-apocalíticas de paisagem urbano invadido por plantas tropicais) para questionar o momento presente.





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