:: ‘energia eólica’
Governador assina protocolo de intenções com empresa de energia eólica
Com investimento da ordem de R$ 1,7 bilhão na primeira fase de implantação do Complexo Eólico Campo Largo, situado nos municípios baianos de Umburanas e Sento Sé, executivos da Engie Tractebel Energia se reúnem com o governador Rui Costa, nesta quarta-feira (24), às 14h, na Governadoria, no Centro Administrativo da Bahia, onde assinam Protocolo de Intenções.
Na pauta, constam ainda apresentações da empresa, maior produtora privada de energia elétrica no país, e do Complexo Campo Largo, que ocupará uma área de 44 mil hectares e cujas obras serão iniciadas já em setembro. Campo Belo é o maior investimento da Engie em energia eólica no Brasil.
Empresa eólica pretende gerar 6 mil empregos na Bahia

O governador Rui Costa visitou na manhã desta sexta-feira (12) a fábrica da Tecsis – Tecnologia e Sistemas Avançados, que está iniciando operações na Bahia, no Polo Industrial de Camaçari. Fabricante de pás para turbinas destinadas às empresas do setor de energia eólica, principalmente para a Gamesa e Acciona, que já operam na Bahia, a Tecsis é a terceira maior produtora mundial da peça e uma empresa genuinamente brasileira.
Com investimentos da ordem de R$ 220 milhões, a planta tem capacidade para produzir 2,5 mil pás por ano, em 12 linhas de produção. Nela já trabalham 637 funcionários, mais de 500 deles contratados aqui. Além desses, a empresa trouxe 17 técnicos baianos que estavam trabalhando fora do estado para atuar na unidade. Segundo a Tecsis, com a capacidade máxima instalada, a fábrica pode empregar até seis mil pessoas. A meta é chegar a até o final de 2018 com três mil colaboradores.
De acordo com o governador, a capacidade de operação e empregabilidade da planta consolida a parceria de sucesso de empresas como a Tecsis com o Governo do Estado. “Vamos continuar fortalecendo a economia baiana e honrando nossos compromissos com as indústrias aqui instaladas. Entre eles a requalificação e duplicação da Via Atlântica, um investimento de R$ 23 milhões, com o qual vamos duplicar a via que vai do Polo e passa na frente de todas as empresas. O projeto inclui um novo traçado para a via, que será entregue em janeiro do ano que vem, concluindo um compromisso viário, garantindo uma saída mais confortável das pás. Um segundo desafio será discutir roteiro dessas pás através de rodovias e pontes, trabalho junto com o Dnit. Temos todo o interesse em estruturar a cadeia produtiva da indústria eólica e temos que fazer ainda mais, o que pode influenciar na questão dos custos e tornar os produtos ainda mais competitivos”, afirmou.
Segundo o diretor industrial da Unidade de Negócios do Nordeste da Tecsis, Paulo Cerqueira, o objetivo da empresa é ampliar a produção e fazer da indústria baiana um polo de exportação de pás. “Queremos dar força a essa planta gigantesca e que tem um potencial de crescimento tecnológico e empregabilidade absurdo. Essa é uma planta inovadora, pensada para empregar até seis mil pessoas com a capacidade total abrigada e um nível de competitividade muito grande. Como uma empresa nacional temos orgulho de responder por cerca de 75% do mercado nacional de pás e ter na Bahia uma unidade tão importante e estratégica” disse.
Rui ainda aproveitou para propor parcerias com a empresa na área da Educação Profissional, com o objetivo empregar os jovens estudantes da rede estadual. Na ocasião, os diretores da Tecsis, que além de Camaçari possui outras duas unidades em Sorocaba e Itu, no estado de São Paulo, elogiaram a mão-de-obra baiana. No total, a empresa emprega quatro mil funcionários nas três unidades. (Fotos: Camila Souza/GOVBA)
“Energias renováveis representam terceira onda de desenvolvimento da Bahia”, diz secretário Hereda

“Guardadas as proporções, podemos dizer que as energias renováveis representam a terceira grande onda de crescimento econômico da Bahia: a primeira na década de 1970, com a petroquímica; a segunda, nos anos 1980, com a indústria automobilística. E agora a terceira onda, com o agravante de promover a desconcentração industrial e a inclusão social, levando riqueza para o interior e para populações pobres”, discursou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Jorge Hereda, no VII Fórum Nacional Eólico/Carta dos Ventos, aberto ontem (24.11) no SENAI/CIMATEC, em Salvador.
Terceiro maior produtor de energia eólica do Brasil, a Bahia já contabiliza R$ 22,7 bilhões em investimentos. Em eólica são R$ 18,5 bilhões em 186 usinas, com 4,5 GW de potência, distribuídas em 22 municípios do semi-árido. Quanto à solar, são mais R$ 4,2 bilhões para 32 empreendimentos em cinco municípios e 893 MW de potência.
Em consonância com o que disse Saulo Cisneros, diretor do Operador Nacional do Sistema Elétrico, Hereda também defendeu uma maior participação do Banco do Nordeste, do Banco do Brasil e dos bancos privados no financiamento das energias renováveis.
Além de Hereda e Cisneros, participaram da solenidade de abertura do Fórum os secretários de Mineração, Petróleo e Energias Renováveis do Piauí, Luiz Coelho, e de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte, Otomar Cardoso Junior; a presidenta da Abeólica, Elbia Gannoum; e Jean Paulo Prates, diretor geral do Cerne – Centro de Estratégias em Recurso Naturais, Jean Paul Prates.
A edição 2015 do Fórum Nacional Eólico tem como foco a expansão dos parques eólicos e o novo mapa da geração eólica no Brasil. Ele reúne anualmente governos e empreendedores que analisam e atualizam a Carta dos Ventos, um documento de intenções e pleitos ao redor do qual gravitam as principais questões estratégicas para o pleno desenvolvimento do setor eólico.
“A Energia Eólica no Brasil prosperou além das mais otimistas projeções e se consolidou com uma fonte de grande relevância na matriz energética nacional. Em maio de 2015 o país passou a marca de 6.000 MW em usinas eólicas instaladas e conectadas à rede nacional. Bahia, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Ceará são estados com mais de 1.000 MW instalados e um extraordinário crescimento se projeta para o Piauí e o Maranhão”, disse Prates.
O evento – que se encera hoje com a divulgação da Carta dos Ventos – ainda vai discutir “Desenvolvimento Científico e Tecnológico”; “Financiamento, captação de recursos e project finance”; “Estruturação de projetos em energia eólica”; e “A evolução do mapa da geração eólica no Brasil. Investimentos, perspectivas e players”.
Bahia já é o segundo produtor de energia eólica do país
Três anos após a entrada em funcionamento do seu primeiro parque eólico, em Brotas de Macaúbas – Sudoeste do estado -, a Bahia mostra sua força no setor e já ocupa o segundo lugar na geração da energia pela força dos ventos. De acordo com dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), com a produção de 463 megawatts, registrados em maio deste ano, a Bahia passou à frente do Ceará e do Rio Grande do Sul, ficando atrás apenas do Rio Grande do Norte, estado pioneiro na geração de energia eólica no país.
Segundo os números da CCEE, o Rio Grande do Norte lidera com a produção de 720 megawatts. Ceará (com 380 megawatts) e o Rio Grande do Sul (com 328 megawatts) ficaram em terceiro e quarto lugares. Mantido esse atual ritmo de crescimento, os ventos se tornarão a maior fonte da matriz energética da Bahia em 2021.
A Bahia conta com 168 projetos de energia eólica, espalhados em 21 municípios no estado. Destes, 37 parques já estão operando, 31 em construção e os demais em fase de projeto e licenciamento ambiental. Os investimentos no setor estão na ordem de R$ 16 bilhões.
“É um resultado para se comemorar. Ultrapassamos o Ceará e o Rio Grande do Sul, que estão no setor há mais tempo e possuem parques com capacidade instalada maior que a nossa. A expectativa é de que a Bahia supere a marca de 1 GW até meados do próximo ano”, diz o secretário de Desenvolvimento Econômico, Jorge Hereda.
Hereda revelou ainda que a Bahia já dispõe de um parque de componentes completo, fabricando de torres a aerogeradores. “Esses equipamentos são fabricados por empresas do porte da Alstom, Gamesa, Acciona, Torrebras e TEN. A Tecsis, fabricante de pás, entra em funcionamento no próximo ano, completando a cadeia de componentes eólicos”.
Grupo espanhol amplia indústria de energia eólica na Bahia

Estimulada pelos ventos que impulsionam a economia baiana e incentivada pelo poder público, a cadeia produtiva de energia eólica acaba de receber um novo reforço, com a inauguração da ampliação da planta da Gamesa – empresa espanhola de tecnologia eólica –, na manhã desta segunda-feira (8), em Camaçari.
O governador Rui Costa, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Jorge Hereda, executivos da empresa e demais autoridades participaram do evento realizado na Rua dos Polímeros, Polo de Camaçari. “Todos somos entusiasmados por esta energia. Uma das nossas prioridades é verticalizar a cadeia produtiva da energia eólica no estado. Além de gerar empregos durante a fabricação, a implantação das torres está dinamizando a economia no semiárido baiano, que recebeu novos hotéis, restaurantes, além do arrendamento das terras para implantar as torres. Uma revolução econômica e social para estas cidades”, destacou Rui.
A Gamesa investiu R$ 30 milhões na expansão inaugurada nesta segunda-feira, com expectativa de gerar 570 empregos até o final do ano, sendo cerca de 90% de mão de obra local. A unidade produzirá nacelles, compartimento que abriga todos os componentes essenciais para a produção da energia gerada pelos ventos – o gerador, a caixa de velocidades e o sistema de transmissão.
A nova linha de produção conclui a segunda etapa do projeto de implantação na Bahia da empresa espanhola, um dos mais importantes grupos industriais do mundo. A primeira consistiu da instalação da fábrica de motores, inaugurada em 2011, com a capacidade para produzir 150 unidades/ano. (fotos: Manu Dias/GOVBA)
Fábrica de torres eólicas será instalada em Jacobina
O município de Jacobina, localizado a 340 quilômetros de Salvador, foi o endereço escolhido para sediar a Torres Eólicas do Nordeste (TEN), fábrica da torres de aço para aerogeradores. Joint venture criada pela brasileira Andrade Gutierrez e pela francesa Alstom, a TEN vai gerar 250 empregos diretos e mais 600 indiretos – a maioria ocupados por moradores da região – e terá capacidade para produzir 200 torres por ano. Fruto de um investimento de 30 milhões de euros, a fábrica terá 22 mil metros quadrados de área construída, em um terreno de 140 mil metros quadrados, e deverá iniciar sua produção ainda este ano.
Segundo o secretário da Indústria, Comércio e Mineração, James Correia, a chegada da empresa vai contribuir para o desenvolvimento da cadeia de suprimento de nacelles, torres, hubs e pás. “Hoje, cerca de 80% dos parques eólicos do país ficam na região Nordeste. Neste cenário, a Bahia vem se consolidando como um dos principais pólos geradores de energia eólica do país”, afirma.
De acordo com Marcos Costa, presidente da Alstom Brasil, a escolha de Jacobina deve-se ao fato do município estar localizado próximo aos principais projetos eólicos da região. “É muito importante para os clientes locais contarem com fornecedores próximos de seus parques eólicos. Isso reduz os custos logísticos, tempo de entrega e aumenta a garantia de segurança no transporte”, diz.
Wagner inaugura linha de transmissão de parque eólico Em Bom Jesus da Lapa,

A energia elétrica produzida pelos ventos na região de Caetité já está interligada ao Sistema Elétrico Nacional, com a inauguração realizada nesta quarta-feira (18), pelo governador Jaques Wagner, da linha de transmissão Igaporã/Bom Jesus da Lapa, no oeste da Bahia.
“A energia eólica é limpa, chamada energia verde, que não polui. Esta linha de transmissão proporciona tranquilidade tanto para a indústria quanto para o nosso povo, pois fica mais difícil faltar energia elétrica”, afirmou o governador.
Ainda no município de Bom Jesus da Lapa, o governador inaugurou o Conjunto Residencial Primavera II, que possui 500 unidades habitacionais construídas pelo programa Minha Casa, Minha Vida, e visitou as instalações itinerantes do Programa de Rastreamento do Câncer de Mama. Jaques Wagner destacou a importância da descoberta precoce do câncer de mama, que possibilita a cura de até 90% dos casos. “Eu me orgulho muito do Programa de Rastreamento do Câncer de Mama, lançado em outubro de 2011, e já fizemos mamografia em mais de 200 municípios baianos”.
Governador entrega rodovia recuperada que beneficia municípios do centro-sul baiano

Wagner também assinou ordem de serviço que autoriza a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) a iniciar as obras de extensão da rede de abastecimento de água de Brotas de Macaúbas e implantação do sistema de esgotamento sanitário do município. “Tanto a água quanto a estrada são fundamentais e hoje entregamos esse trecho, que liga ao que leva de Brotas de Macaubas à BR 242, inaugurado em 2012”, disse o governador.
As boas condições de tráfego oferecem mais comodidade e segurança no trecho por onde trafegam em média 426 veículos por dia. Morador da zona rural de Ipupiara, o lavrador Milton do Vale economiza até 30 minutos com a nova estrada. “A gente passava aqui todos os dias, os carros quebravam e agora não quebram mais. Eu gastava 40 minutos para chegar à cidade. Hoje gasto, no máximo, 10 minutos”.
Energia eólica: investimentos superam R$ 10 bi na Bahia
A situação dos aeroportos baianos, o programa Luz para Todos e os investimentos que estão sendo feitos pela iniciativa privada em energia eólica são os assuntos do programa de rádio Conversa com o Governador desta terça-feira (28). “Os investimentos [em energia eólica] superam a marca de R$ 10 bilhões, gerando emprego e renda, que vai transformar todas regiões”, pontua o governador em exercício, Otto Alencar, substituindo o governador Jaques Wagner, que está em missão comercial na China e no Japão, em busca de novos negócios para o Estado.
Otto Alencar também destaca que “se um proprietário rural tem dez unidades eólicas, ele vai receber mais de R$ 60 mil por ano. Então, os investimentos em parques eólicos são expressivos”.
De acordo com ele, já estão implantados os polos de energia eólica em Sobradinho, no norte do Estado, na Chapada Diamantina (Brotas de Macaúbas), Morro do Chapéu, entre outros. “O potencial do vento está na região do semiárido”, informa o governador em exercício, avaliando o setor como uma fonte de renda substituta à agricultura, em regiões onde as plantações são mais difíceis, devido à falta de chuva.
Mais três parques eólicos são inaugurados na Bahia
Três parques eólicos implantados pela empresa Brennand Energia na zona rural de Sento Sé, norte da Bahia, foram inaugurados nesta quinta-feira (11), pelo governador Jaques Wagner e o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra. Já em funcionamento, a energia elétrica produzida pelo parque, no total de 90 MV, chega às residências, indústrias e demais consumidores através de uma linha de transmissão com 58 quilômetros de extensão.
O governador Jaques Wagner disse que, na região atingida pela seca, a implantação da tecnologia dos parques eólicos é uma oportunidade para geração de emprego e renda e faz do estado um destaque internacional. “A Bahia tem grande potencial para produzir energia a partir do vento. Com os parques eólicos existentes no estado e os projetos que estão em implantação, a Bahia vai se consolidar como maior produtora de energia eólica da América Latina.”
Já foram inaugurados parques eólicos também em Caetité, considerado o maior da América Latina, e em Brotas de Macaúbas, que pode produzir energia suficiente para iluminar uma cidade do porte de Vitória da Conquista.












