:: ‘Déri’
Déri, o craque que encantou a Bahia e Sergipe

Walmir Rosário
Todo menino bom de bola é o primeiro a ser escolhido no baba, um de cada lado, para não desequilibrar a partida, e até “os pernas-de-pau” tem seu lugar, na falta dos que têm
mais intimidade com a bola. Outra meio de ser escolhido de primeira é ser o dono da bola, pois do contrário não terá jogo. Esses são os métodos mais tradicionais, sendo o da
meritocracia o mais utilizado.
E um dos meninos escolhidos de primeira nos campinhos do Lava-pés e da Borboleta, nas
proximidades da atual estação rodoviária de Itabuna, na década de 1960, era Déri, ou
melhor, Derivaldo Alves da Silva. Sua pequena estatura e seu corpo magro não
representavam problemas, ao contrário, facilitava “ciscar” em campo com mais facilidade,
driblar os adversários e marcar o gol.
E o menino Déri faz fama e “encheu os olhos” de jogadores mais velhos e técnicos dos
times de camisa, que viam nele um craque em potencial e que deveria ser lapidado para
jogar num dos times amadores no campo da Desportiva. Não demorou e já estava
matriculado na Academia de Futebol Grapiúna, comandada pelo cirurgião-dentista
Demósthenes Lordelo de Carvalho.

E o garoto prodígio não queria pouco, e passou a se espelhar no futebol jogado pelos
grandes craques da época, como Pelé e Garrincha, em São Paulo e Rio de Janeiro, além
dos irmãos Riela, Tombinho, Santinho, Neném e outros da Seleção Amadora de Itabuna.
Sem demora recebe convite para treinar – também – no quadro aspirante do Janízaros,
time em que jogavam seus ídolos.
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