:: ‘Centro de Operações de Emergência em Saúde da Bahia’
Centro de Operações de Emergência em Saúde da Bahia orienta a não prescrição de medicamentos sem eficácia contra Covid-19
O Centro de Operações de Emergência em Saúde da Bahia (Coes) emitiu nota técnica, recomendando a não prescrição dos medicamentos cloroquina, hidroxicloroquina, nitazoxanida e ivermectina para pacientes com quadro confirmado de Covid-19, internados em unidades estaduais, ou contratualizadas pela Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab), sem outro diagnóstico que justifique seu uso.
A medida levou em consideração o acúmulo de evidências científicas da ausência de eficácia e o potencial malefício do emprego desses fármacos em pacientes com Covid-19. A recomendação foi publicada nesta terça-feira (30) no endereço eletrônico da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (www.saude.ba.gov.br/coronavirus) e pode ser consultada como Nota Técnica 86.
O documento ressalta que não há benefícios clínicos no uso desses medicamentos para o tratamento da Covid-19 e remete ao Código de Ética Médica, no seu capítulo II, Direito dos Médico, inciso II, que evidencia ser direito do médico “Indicar o procedimento adequado ao paciente, observadas as práticas cientificamente reconhecidas e respeitada a legislação vigente.”
Centro de Operações de Emergência em Saúde da Bahia recomenda internação precoce
O Centro de Operações de Emergência em Saúde da Bahia (Coes) recomendou, nesta segunda-feira (6), que os pacientes suspeitos ou confirmados de coronavírus (Covid-19) sejam internados mais precocemente. A medida, assinada pelo secretário da Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, visa prevenir o agravamento de quadros clínicos, especialmente em relação aos casos com comorbidades associadas.
De acordo com o secretário, pessoas consideradas de risco elevado para evolução desfavorável estão sendo internadas tardiamente, terminando por ir direto para UTI . “Desse modo, justificam-se cuidados e observações mais criteriosas com diabéticos, hipertensos, portadores de doenças cardíacas, pulmonares ou renais, além de obesos, gestantes e maiores de 60 anos”, afirma Vilas-Boas. Ainda de acordo com o secretário, para esses pacientes serão disponibilizados, inicialmente, mais de 350 leitos clínicos, entre as gestões estadual e municipal.
A Nota Técnica 71 está disponível no site www.saude.ba.gov.br/coronavirus e visa orientar, sobretudo, os médicos da rede pública de saúde. Consideram-se casos suspeitos de Covid-19, pessoas que apresentem quaisquer destes sintomas: febre; tosse; coriza; dor de garganta; dispneia; perda de olfato ou paladar; diarréia, associada à dor abdominal e/ou sintomas respiratórios; e conjuntivite.
Havendo quaisquer alterações clínicas, laboratoriais ou descompensação clínica da doença de base (comorbidade), recomenda-se a internação hospitalar para uma monitorização e acompanhamento.
*Parâmetros para avaliação clínica e laboratorial:*
1. Sinais Vitais:
• Frequência Respiratória maior ou igual a 22 incursões respiratórias por minuto
• Frequência cardíaca maior ou igual a 100 batimentos por minuto
• Saturação Periférica de Oxigênio menor ou igual a 95%
2. Desconforto respiratório;
3. Auto declaração de falta de ar;
4. Hipoatividade;
5. Dor torácica;
6. Glicemia capilar maior ou igual à 140 mg/dL
7. Sódio maior que 145 ou menor que 135 mEq/L
8. Potássio maior do que 5 ou menor do que 3,5 mEq/L
9. Lactato arterial maior que 1,0 mmol/L
*Centro de Operações de Emergência em Saúde*
O Coes é coordenado pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) e possui uma estrutura organizacional que tem como objetivo promover a resposta coordenada por meio da articulação e da integração dos atores envolvidos. A sua estruturação permite a análise dos dados e das informações para subsidiar a tomada de decisão dos gestores e técnicos, na definição de estratégias e ações adequadas e oportunas para o enfrentamento de emergências em saúde pública.
O Coes é responsável pela coordenação das ações de resposta às emergências em saúde pública, incluindo a articulação da informação entre as três esferas de gestão do SUS. É responsável ainda por identificar e informar a necessidade do envio de missão exploratória da Força Nacional do SUS.
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