:: ‘Bienal de Veneza’
Indígena Tupinambá do Sul da Bahia é destaque na Bienal de Veneza
Daniel Thame
A indígena Glicéria Tupinambá da Aldeia da Serra do Padeiro, em Buerarema, no Sul da Bahia, foi um dos destaques da Bienal de Veneza, na Itália, um das mais importantes mostras de arte do mundo. Glicéria integrou o grupo de artistas de várias etnias, que realizaram a exposição intitulada “Ka’a Pûera: nós somos pássaros que andam”

“Essa participação não é só minha, é coletiva. Venho representando mais de 120 famílias, levando e fortalecendo o nome do meu povo”, completa a artista, que é ativista e pesquisadora. Recuperando técnicas ancestrais de confecção de um manto sagrado, Glicéria foi a primeira indígena a liderar a comissão brasileira no evento.

Há pelo menos 400 anos não se faz um manto tupinambá. Glicéria é a primeira pessoa a refazer esse objeto ancestral raríssimo. Só existem 11 deles preservados, todos espalhados em países europeus. A exposição ocorre no mesmo ano em que um dos onze mantos tupinambá retorna ao Brasil após um longo período na Europa. Segundo registros oficiais, a peça, que os indígenas consideram sagrada, está em Copenhague desde 1689.
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