:: ‘água potável’
Estudantes desenvolvem protótipo capaz de criar água potável para comunidades carentes

Levar água potável para regiões que sofrem com a escassez e constantemente consomem água salobra e contaminada. Essa é a ideia de um grupo de estudantes do município de Campo Formoso, no Norte da Bahia, que busca fornecer uma qualidade de vida melhor para a população, em especial à comunidade de São Tomé, que sofre danos na saúde devido à falta de água potável. Davi Fernandes, Diogo de Andrade, Gian Silva e Samuel da Silva, orientados pela professora Keiliane de Oliveira, desenvolveram um dessalinizador solar com o objetivo de torná-lo uma solução sustentável para a comunidade que enfrenta longas estiagens.
Os estudantes do Colégio Estadual Quilombola de São Tomé criaram a tecnologia baseado em um projeto de baixo custo que utiliza o princípio da evaporação para gerar água potável. A orientadora Keiliane de Oliveira explica que o processo consiste na absorção da radiação solar que transfere energia para a água por condução térmica, levando à evaporação para que a água possa ser consumida. “Assim, o protótipo tem capacidade para produzir água potável sem uso de eletricidade e livre de produtos químicos, utilizando matérias de baixo custo como canos de PVC e vasilhas plásticas e lona”, destacou. Ela acrescenta que o projeto surgiu a partir de uma inquietação com a realidade local, pois, nos bebedouros da escola, a água é salobra, assim como em diversas residências.
Emasa adquire 200 mil litros diários de água potável para Itabuna
A Emasa está transportando água potável da Estação de Tratamento (ETA) da Embasa em São José da Vitória, para hospitais e clínicas e os 68 tanques provisórios instalados em áreas periféricas de Itabuna. Num primeiro levantamento feito pela direção da Emasa uma média de 20 caminhões será abastecida todos os dias na ETA de São José da Vitória com água dentro dos padrões definidos pelo Ministério da Saúde, sem os índices de cloretos atualmente apresentados na água distribuída na cidade.
Com a aquisição de água doce, a empresa cumpre a determinação do prefeito de Itabuna, Claudevane Leite, para que sejam atendidas as clínicas e hospitais e parte da população residente em bairros periféricos, a maioria sem condições de comprar água mineral para fugir dos riscos do consumo de água com cloretos.
Nas últimas semanas, além da diminuição significativa do nível de água nos mananciais de Rio do Braço e de Castelo Novo, no rio Almada, e de Nova Ferradas, no Cachoeira, que abastecem a cidade, em função de uma estiagem na região que já dura mais de 160 dias, houve um aumento dos níveis da maré no entorno do distrito de Castelo Novo, em Ilhéus, resultando no registro de altos índices de cloretos, que comprometeram a qualidade da água para o consumo humano.
A Emasa faz constantes alertas à população para que evite a ingestão da água salobra, além de sugerir que a água seja usada apenas para banho e lavagem de utensílios domésticos.
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