TRÊS EM UM
Não será surpresa se der chapa única na eleição da Associação dos Municípios da Região Cacaueira (Amurc).
Embora de partidos diferentes Lenildo Santana (PT), Moacir Leite (PP) e Jônatas Ventura (PMDB), que postulam a presidência, estão na base aliada do governador Jaques Wagner e do presidente Lula.
Daí que…
MAR E MONTANHA
Até onde vai essa rivalidade entre Ilhéus e Itabuna?
Só porque Ilhéus tem mar, não é que Itabuna cismou de ter montanha, ou melhor montanhas?
Antes que algum turista se aventure a encarar a rodovia Jorge Amado em busca de aventuras, este blog esclarece:
O mar de Ilhéus é legítimo, verdadeira obra da natureza.
Já as montanhas de Itabuna são de lixo, verdadeiras obras do descaso.
É melhor ficar com a rivalidade entre Colo Colo e Itabuna, que de tempos em tempos (não é sempre)jogam alguma coisa parecida com futebol
CLAUDIA QUEM?
DEU NO UOL
“Claudia na reta final para a chegada do filho
Na reta final para a chegada do filho, que deve acontecer dentro desses próximos 10 dias, Claudia Leitte curte cada minuto com ansiedade e expectativa…”
Uma notícia dessa magnitude e a gente aqui preocupado com a crise financeira que devasta os mercados do mundo inteiro e o genocídio cometido por Israel contra
os palestinos da Faixa (não seria melhor escrever Gueto?) de Gaza.
Por falar nisso, quem é Claudia Leitte, de quem este blog nunca ouviu falar?
ALHO, ÓLEO E SÓ
Em Salvador descobri (e degustei) uma porção generosa de camarão alho e óleo, que dá pra duas pessoas, a inacreditáveis R$ 9,90 (isso mesmo: nove reais e noventa centavos!).
Por esse preço, numa barraca de praia em Ilhéus você não leva nem o alho e o óleo,
quanto mais o camarão.
Salvador explora o turismo, Ilhéus (salvo as exceções de praxe) explora o turista.
Uma diferença brutal.
PS- O blog tá parecendo coluna de gastronomia barata, reconheço.
São as prerrogativas de um quase ex-jornalista em atividade.
JABAZINHO GALINÁCEO
Cada vez que vou a Canavieiras, localizada na foz do Rio Pardo, no Sul da Bahia, fico sem entender como uma cidade que concilia mar, rio, mangue, natureza exuberante e um centro histórico bem conservado que nos remete às primeiras décadas do século passado não consegue se firmar como um dos principais pólos turísticos da Bahia.
Mas, deixemos as perorações turístico-filosóficas pra depois e vamos ao que interessa.
Em Canavieiras, descobri um restaurante que mais parece um boteco, no sentido elogioso do termo. Não tem nem nome, mas em compensação serve uma comida primorosa, que pode ser acompanhada de uma cerveja de geladeira que vem implorando pra ser bebida.
A galinha caipira (tão caipira que cacareja “porrrrrta”, “porrrrrque” e “corrrrrta”) é servida em porções generosas, com arroz, feijão tropeiro e pirão, tudo preparado em fogão à lenha.
O restaurante/boteco fica localizado num sítio, em meio a pés de coco, goiaba, mangaba, manga e graviola, que a gente pode “atacar” sem receio de ser mordido por algum cachorro ou de levar tiros de chumbinho.
Quem toca o negócio são os caseiros do sitio, seu Zé e dona Alvaci, duas figuras fantásticas e cativantes, que fazem qualquer cliente se sentir em casa. Dona Ivanice exibe com orgulho fotos em que aparece desfilando na Mangueira (a Escola de Samba propriamente dita, seus maldosos, que ela é uma dama de respeito!) e seu Zé conta piadas impublicáveis até mesmo para um blog que não é dado a recatos.
Pra quem quiser passar momentos agradáveis, que não se resumem à comida de lamber os beiços, o restaurante/boteco fica lá pelos lados da Birindiba, uma vila de pescadores próxima ao aeroporto de Canavieiras. É chegar à Birindiba, achar o sitio, abrir a porteira e adentrar o paraíso.
Em tempo: o preço da refeição é pra lá de camarada, algo que esse quase ex-jornalista, pão duro incorrigível, mas que tem o saudável hábito de pagar a conta dos lugares que frequenta pra poder escrever com isenção, considera um item fundamental.
Tão fundamental como a cachaça de alambique que não tinha, mas que seu Zé ficou de providenciar.
Quem for lá não vai se arrepender, apesar do sacrifício das pobres galináceas.
Faz “parrrrrte”.
MASSACRE EM GAZA
Que “guerra” é essa em que de um lado morrem mais de 500 palestinos (a maioria civis indefesos, entre eles muitas crianças) e as baixas israelenses se contam nos dedos da mão?
Na foto, uma criança chora a morte do irmão, numa expressão de desamparo que a inocência torna aida mais gritante.
A barbárie israelense precisa ser contida, antes que a Faixa de Gaza se transforme
num Mar Vermelho.
Vermelho de sangue, pra ficar bem claro!
GOLIAS MASSACRA DAVI
A foto acima, da agência EFE, pode sugerir mais uma batalha da guerra entre torcidas organizadas, que está matando o prazer de assistir jogos de futebol nos estádios.
Mas não é. Trata-se de um palestino na Faixa de Gaza, que está sendo massacrada pelo Exército de Israel. Em nome do combate ao terrorismo do Hamas, matam-se centenas de inocentes, incluindo crianças.
A camisa do São Paulo revela o processo de internacionalização do tricolor paulista, mas ficaria melhor se o palestino estivesse apertando a mão de um judeu, que poderia até estar vestindo a camisa do Corinthians, do Flamengo, do Vasco, do Palmeiras…
A pedra na mão sugere um Davi palestino lutando contra o um poderoso Golias israelense.
Pena que nesses tempos nada bíblicos, o Golias sempre vence.
2008 termina e 2009 e começa banhados de sangue.
Até quando o mundo vai fechar os olhos para essa e outras barbáries, em que o homem é o predador do próprio homem?
UM AVIÃO CHAMADO CARLA BRUNI
Está explicado o caos que tomou conta dos aeroportos brasileiros neste Natal.
Ele foi provocado por um avião chamado Carla Bruni, que veio ao Brasil acompanhar o marido, o presidente da França Nicolas Sarkosy numa missão oficial e aproveitou para passar uns dias em Itacaré, no Sul da Bahia.
No desembarque, o fotógrafo Ed Ferreira registrou o ´meia volta´ de Carla Bruni, que retornou ao jatinho que a trouxe do Rio de Janeiro a Ilhéus, para um colóquio com alguém da tripulação ou da segurança, antes de embarcar no helicóptero da FAB com destino a Itacaré.
Um trabalho digno dos melhores “paparazzis” da Europa.
Com a diferença de que o velho Ed não viu a cor de nenhuma verdinha, nenhum eurozinho.
Nenhum realzinho…
JABAZINHO MUSICAL
Você esqueceu de alguém na sua lista de presentes de Natal e quer reparar a mancada?
Aproveite que na Bahia nem acaba o Natal e a gente engrena logo o Ano Novo, Carnaval e São João e dê de presente o CD “Raimundo Lau e os grandes sucessos”. Sucessos anônimos, vá-lá que seja, mas isso é apenas uma questão de tempo.
É um forrozinho honesto, bem-feito e despretensioso, lançado com a chancela da FICC.
Destaques para as faixas “A Safadinha” (a moça nem bem viu/ouviu o Lau e crau), “Velha Feliz” (que poderia se chamar “Vovô viu o Viagra”), “A Garota de um Pezinho Só” (ela compensa a falta do outro pé com atributos inconfessáveis) e “A Pamonha” (não é a pamonha dos pamonheiros nem a pamonha de milho, só ouvindo pra saber o que é).
Comprem, que o Raimundo Lau merece. Contatos: (73) 9966-9021.






































