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livros do thame





Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

maio 2026
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CACAU NA GLOBO


O programa Globo Rural exibe no próximo domingo, dia 1º. uma reportagem sobre cacau orgânico, cacau cabruca e cacau fino. A reportagem foi feita na Fazenda São José, em Barro Preto.

Vale a pena conferir.

O cacau, quando tratado de forma empresarial, é plenamente viável.

DESCALÇO OU CALÇADO?


Sessão gotas de sabedoria (ou, um pouco de auto-ajuda não faz mal a ninguém):
O dono de uma loja de calçados mandou um funcionário a uma pequena cidade, para avaliar a possibilidade de abrir uma filial.

No dia seguinte, o funcionário manda um email pro chefe, dizendo o seguinte:

-Aqui a gente não vai vender nem um par de chinelos. Nessa cidade, todo mundo anda descalço.

Em busca de uma segunda opinião (feito o sujeito que repete o exame de próstata umas 200 vezes para evitar dúvidas), o chefe manda outro funcionário à mesma cidade.

No dia seguinte, recebe o email:

-Chefe, a gente vai vender sapatos pra caramba. Nessa cidade, só tem gente descalça.

A segunda morte do professor Álvaro

Mais de quarenta dias se passaram desde que o professor Álvaro Henrique Santos, dirigente da APLB-Sindicato em Porto Seguro foi barbaramente assassinado, num típico crime de mando. Na mesma emboscada, ficou ferido o também professor Elisnei Pereira.

Álvaro Henrique vinha liderando uma grande mobilização em defesa da categoria, numa campanha salarial acirrada, o que levanta suspeitas, não comprovadas, de que sua morte tenha ligação direta com a militância sindical.

Após sua morte, os colegas fizeram várias manifestações para exigir uma investigação rigorosa, no sentido de prender e punir os responsáveis.

Chegaram, inclusive, a encaminhar um documento ao Governo do Estado, na expectativa de que um crime tão brutal não fique impune.

Não custa nada lembrar que o atual governador da Bahia, Jaques Wagner, tem um histórico de luta e militância sindical, que lhe valeram perseguições da Ditadura Militar.

Nada mais natural, portanto, que os educadores de Porto Seguro -e por extensão de toda a Bahia- confiem na punição dos assassinos e eventuais mandantes.

Ocorre que até agora nenhuma pessoa sequer foi interrogada e as investigações parecem caminhar a passos de tartaruga.

Pior, existe um silêncio perturbador em torno do caso, que tanto pode significar que a polícia nada divulga para não atrapalhar as investigações, como revelar que não existe pista alguma e que nada avançou desde que Álvaro foi emboscado e morto, numa localidade da zona rural de Porto Seguro.

Por conta dessa indefinição no tocante às investigações, os educadores decidiram utilizar a única arma de que dispõem: a greve.

Paralisaram as atividades, para chamar e atenção e exigir providência para evitar que a morte do professor Álvaro, a exemplo de tantas e tantas outras, não caia na vala comum do esquecimento.

É preciso que o Governo do Estado, através das secretarias de Segurança Pública e de Justiça, fique atento e cobre da polícia maior eficiência das investigações.

Deixar sem solução o assassinato de um educador que perdeu a vida em defesa da categoria é um péssimo exemplo e um incentivo a novos crimes desse tipo.

É, também, uma espécie de segunda morte para o professor Álvaro, que já foi vítima da brutalidade e agora não pode ser vítima da impunidade de seus algozes.

O SENADO E SEUS "RESPUTÁVEIS" SENHORES

O Rio, realmente, é aqui

Há cerca de dois meses, dois adolescentes foram assassinados barbaramente quando soltavam pipas num campinho de futebol.

Menos de um mês atrás, uma criancinha de um ano de idade foi atingida por uma bala perdida e morreu, quando brincava de boneca dentro de casa.

No final de semana, um homem e uma mulher foram mortos a tiros, num intervalo de menos de três horas.

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Nos tempos áureos do cacau, quando todas as loucuras eram permitidas e quando tudo era possível, costumava-se dizer que o Sul da Bahia, por conta da riqueza gerada pelo cacau, era uma espécie de enclave do Sul/Sudeste do Brasil, acidentalmente encravado no Nordeste seco, pobre e subdesenvolvido.

Éramos uma Ilha de Prosperidade em meio à miséria.

Digamos que essa seja uma imagem meio esteriotipada, mas era assim que muita gente se sentia, nos modismos, nos carros último tipo, nas roupas de grife e até na torcida fanática pelos times cariocas e, em muito menor escala, paulistas.

A vassoura-de-bruxa tratou de nos devolver ao Nordeste e, daqueles anos de faustio e esplendor, só sobrou o fanatismo por Flamengo, Vasco, Fluminense e Botafogo. Até pelo simpático América do Rio.

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Pois bem, vivemos hoje um certo clima de Rio de Janeiro, mas isso não significa que os tais anos de ouro do cacau estão de volta.

Da maneira em que eles um dia existiram, é certo que jamais voltarão.

O que nos iguala ao Rio de Janeiro nada tem de auspicioso.

Muito pelo contrário.

Um leitor menos desavisado ou afeito ao noticiário policial poderia imaginar que os assassinatos dos dois adolescentes, da criança e do casal, da forma como se deram, terem acontecido numa dessas guerras de traficantes, tão comuns no Rio de Janeiro.

Nada disso, elas aconteceram num bairro da periferia de Itabuna, o bairro São Pedro, onde existe igualmente uma guerra em que os bandidos levam nítida vantagem sobre as pessoas de bem.

E matam com uma freqüência e brutalidade que se rivalizam com seus colegas do Rio de Janeiro.

Um bairro que retrata como poucos, os alarmantes índices de criminalidade que impõem o terror e o medo.

Tudo disso diante de uma polícia incapaz de conter a violência e de um sistema que é, literalmente, de insegurança pública.

Uma situação que já passou de todos os limites suportáveis, mas que não dá mostras de arrefecer.

O Rio de Janeiro é aqui, mas de uma maneira que nunca deveria ser.

JESUS, JUDAS E LULA

É de causar estranheza da reação de alguns setores, Igreja Católica à frente, a uma frase bobinha do presidente Lula, acerca de uma hipotética aliança de Jesus com Judas, caso o Redentor retornasse a Terra e, em vez de redimir os homens do pecado, separar os bons dos maus, levar os bons para o Reino dos Céus e encaminhar os maus para o fogo eterno dos infernos; resolvesse exercer algum cargo público de relevância, presidente da República, por exemplo.

Useiro e vezeiro em usar metáforas, geralmente com o futebol, Lula justificou alguns acordos que faz para manter a governabilidade dizendo mais ou menos o seguinte:

-Se Jesus fosse presidente, teria que fazer acordo até com Judas…

Judas Iscariotes, como todos sabem, foi o discípulo que, segundo os Evangelhos, traiu Jesus e, com um singelo beijo, entregou-o aos romanos.

A traição de Judas talvez ficasse em segundo plano na História caso o povo, já naquele tempo com uma vocação inacreditável para votar errado, instado por Pôncio Pilatos a escolher entre Jesus e Barrabás (um ladrão, precursor de uma considerável parcela de políticos), não tivesse optado por Barrabás.

Escolheu o ladrão!

E lá foi Jesus para o sacrifício da crucificação e posterior ressurreição, alçado à condição de principal personagem da Humanidade em todos os tempos, base de uma religião que atravessou dois milênios.

E lá foi Judas, virar sinônimo de traição, malhado e escorraçado ano após ano, vilipendiado como símbolo de tudo o que há de ruim no mundo.

Em sendo Judas o que foi, o que Lula fez foi apenas uma brincadeira sem maiores conseqüências, falando numa linguagem que todo mundo entende.

À pergunta de alguns jornalistas sobre alguns políticos com os quais se aliou para manter a tal governabilidade, certamente se referindo a José Sarney, Renan Calheiro e Fernando Collor de Melo, Lula usou a metáfora de que até Jesus teria que se aliar a Judas para governar o Brasil.

Como se sabe, o Congresso Nacional, sem o qual ninguém consegue governar, não é nenhum colégio de freiras carmelitas ou seminário de monges beneditinos.

Algum incauto que cometesse a imprudência de promover ali uma espécie de Santa Ceia, correria o risco de, na hora de repartir o pão e compartilhar o vinho, não encontrar nem pão nem vinho, devidamente surrupiados por algum dos “Judas” que por lá se proliferam.

Lula não disse nada que não seja senso comum e nem mesmo os “Judas” vestiram a carapuça ou sentiram-se ofendidos, visto que não são dados a essas aleivosias. O negócio deles é acumular o pão e o vinho (aqui, recorreremos à metáfora lulista) e o povaréu que se dane.

Daí que, não faz sentido esse reação de setores da Igreja Católica, como se Lula tivesse cometido um sacrilégio digno da Santa Inquisição.

De mais a mais, caso Jesus realmente voltasse a Terra sem aviso prévio, mais do que com a profusão de Judas na política e em outras áreas, certamente ficaria chocado como o seu Santo Nome é usado em vão.

Inclusive por aqueles que, por dever de fé e oficio, deveriam zelar pela sua imagem e sua verdadeira mensagem.

Amém!

COCA DA SORTE


O português vê uma máquina de Coca Cola e fica maravilhado. Coloca uma
fichinha e cai uma latinha. Coloca 2 fichinhas e caem 2 latinhas. Coloca 10
fichas e caem 10 latinhas. Então ele vai ao caixa e pede 50 fichas. Diz
então o caixa:
– Desse jeito o Sr. vai acabar com as minhas fichas.
– Não adianta, eu não paro enquanto estiver ganhando.

ESQUENTOU, DE NOVO


Voltou a esquentar a disputa entre pequenos produtores e índios tupinambás, que reivindicam a posse de uma área que compreende partes de Olivença, Una e Buerarema. Ontem, foi invadida a Fazenda Santo Antônio, no município de Buerarema, onde além de ocupar a área, os índios expulsaram os trabalhadores e ainda interditaram a estrada que dá acesso à propriedade. Um detalhe é que, segundo os agricultores, essa fazenda invadida não estaria na área de demarcação proposta pela Funai.
Diante do quadro de invasões, a Associação de Pequenos Agricultores de Ilhéus, Una e Buerarema procurou o Ministério Público Federal, mas a promotora pública Rhayssa Castro Sanches teria dito que não seria da sua competência discutir e adotar providências com relação a essas invasões. A promotora, segundo relato da Associação, nem mesmo registrou a ocorrência, recomendando que os agricultores procurassem a Polícia Federal.

Sai da frente, que atrás vêm um irresponsável

Não apenas atrás, mas às vezes no sentido contrário também. Basta circular pelas rodovias brasileiras, o Sul da Bahia incluído, para entender as razões de tantos acidentes com milhares feridos e de vítimas fatais. Tome-se como (mau) exemplo o trecho da rodovia BR 101 entre Itabuna e Eunápolis.

É só começar a circular na rodovia para constatar que a irresponsabilidade não tem limites.

Há sempre um motorista de ônibus ou de caminhão, certamente empolgado com o tamanho do veículo, cometendo algum tipo de imprudência, de ultrapassagens arriscadas ao excesso de velocidade.

O pobre coitado do motorista de carro pequeno que der o azar de ficar atrás de um caminhoneiro ou motorista de ônibus mais apressado que trate de dar passagem, mesmo que isso implique em colocar a própria vida em risco.

Existem nestes quase 220 quilômetros de estrada entre Itabuna e Eunápolis, alguns trechos críticos, onde a repetida ocorrência de acidentes recomenda, no mínimo, prudência. Um desses pontos críticos é uma curva nas proximidades da entrada de Arataca, onde mortes por acidentes se tornaram uma triste rotina.

Em vez da esperada cautela, imprudência e mais imprudência. Motoristas fazem a curva em velocidade absurda e arriscam ultrapassagens que são um convite macabro a uma colisão de conseqüências imprevíseis.

Ou, previsíveis até demais.

No trecho entre o povoado de Paraíso e Itapebi, subidas, descidas e inúmeras curvas, igualmente recomendam prudência por parte dos motoristas.

Perda de tempo. O festival de barbaridades se estende por todo o trecho, como é se imaginar que se estenda por todas as rodovias brasileiras.

O inacreditável é que nada é a feito para coibir a irresponsabilidade, nem campanha educativa e nem a necessária punição para os motoristas que mais se assemelham a assassinos ao volante.

São apenas dois postos policiais e ainda assim raramente alguém é parado. Não existem viaturas circulando pela rodovia, o que em tese poderia reduzir os índices de imprudência.

Sem fiscalização, os maus motoristas sentem-se a vontade para colocar em riscos os condutores que dirigem com responsabilidade, muitas vezes vítimas inocentes dessa máquina de matar em que se transformou o trânsito brasileiro.

Uma situação absurda, que se repete diariamente e que se traduz em estatísticas alarmantes, que infelizmente não alarmam nem provocam a necessária reflexão.

Hoje, chega-se em casa após uma viagem de carro como que chega de uma guerra, na condição de sobrevivente.

Na prática, o que há a mesmo uma guerra insana, em que o veículo se transformou numa máquina mortal.

ESSE RUBIN GANHA


A gente fica reclamando do baixo nível técnico do Campeonato Brasileiro, mas a badalada Copa dos Campeões da Europa não é lá essa cocacola toda.

E não é que o desconhecido Rubin Kazan, lá dos confins da Rússia, acaba de ganhar de 2×1 do badalado Barcelona de Messi & Cia em pleno Camp Nou, num jogo ruim de doer.

Por outro lado, pelo menos temos um Rubim que ganha alguma coisa.

Por que o nosso Rubin Barrichelo…





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