PIADA PRA BOI DORMIR

O caipira tinha um boizinho que era um exímio reprodutor. Bastava encostar uma vaquinha que ele “crau”.
Fazendeiros da vizinhança, que utilizavam o boi para emprenhar suas vaquinhas, acharam que o caipira estava ganhando muito dinheiro e concluíram que era mais negócio se cotizar e comprar o animal.
O caipira podia ser caipira, mas não era bobo e pediu uma grana alta pelo seu garanhão.
Os fazendeiros foram se queixar ao prefeito, que de olho nas próximas eleições resolveu comprar o boi e incorporá-lo ao patrimônio público.
Claro que aquilo era motivo para foguetório, discursos e show com uma indefectível banda de (argh!) axé music (?).
Os fogos espocaram, os discursos louvaram o prefeito benfeitor, o prefeito louvou sua benfeitoria e a banda tocou seus sucessos, aquelas músicas (?) geniais que rimam mãozinha com bundinha, joelhinho com peitinho e por aí vai…
Quando chegou a hora do ´gran finale´ botaram uma vaquinha jeitosinha ao lado do boi e ele… nada!
Espanto geral. Trouxeram outra vaca, bem gostosona, e o boi… nada de novo!
A oposição já pensava em pedir uma CPI do Não Valeu o Boi, quando um fazendeiro apareceu com uma vaca holandesa, cheirando a leite moça. Agora vai, disseram todos.
Não foi!
O caipira, com medo de que o negócio fosse desfeito, encostou no boi e falou, com todo jeito:
– O que é isso? Você não podia ver nem uma mula manca que já estava traçando e agora fica recusando essas vacas que nem eu dispensaria…
E o boi, na maior displicência:
-Então vai você. Eu agora sou funcionário público…
DECLARAÇÃO DE AMOR A UMA JOVEM CENTENÁRIA
HELENILSON CHAVES
Te conheci pelas mãos de meus pais, o que provocou em meu espírito uma alegria muito grande. Foi uma paixão à primeira vista que, tive certeza, perduraria para toda vida.
Homens audaciosos percorriam suas ruas, onde transbordavam oportunidades e imperava o espírito empreendedor.
Acompanhei o surgimento de uma civilização dinâmica, construída por pessoas que não tinham temor ao risco, por gente laboriosa, solidária e perseverante.
Freqüentei suas escolas, conheci essa gente determinada, que investiu em infra-estrutura e impulsionou o progresso, sem recorrer aos cofres públicos.
Atingistes um estágio tal que fostes, juntamente com as demais cidades em seu entorno, responsável por 70% das receitas que sustentavam essa imensa Bahia, embelezando a capital do estado com obras significativas, como o Centro Administrativo da Bahia e demais obras de modernização em Salvador.
Cresci e continuei com a mesma paixão, procurei te oferecer o meu trabalho, seguindo exemplos que foram tão edificantes, de gerações que ajudaram a te tornar uma metrópole.
Aqui criei e formei meus filhos, transmitindo-lhes e imensa paixão que sinto por você.
Confesso publicamente esse amor, que é para sempre, não apenas por você, Itabuna, mas por toda a região Sul da Bahia.
Sou grato a tudo o que recebi em troca da colaboração que dei para teu desenvolvimento.
É em nome desse amor por você, Itabuna, que me permito fazer alguns questionamentos.
-Porque estás tão triste, sem aquele viço nos olhos? As oportunidades rarearam, o abandono se reflete nas precárias condições de vida de sua gente, não se vê mais aquela força contagiante e renovadora, capaz de superar todas as crises, e por não acreditar, cometes o pecado da autofagia.
O que encontramos nas ruas são homens acuados, expectativas sombrias, vozes emudecidas. Gente incapaz de reagir, de dar a volta por cima, para te recolocar no lugar de destaque que é tua vocação e teu destino.
O que aconteceu? A auto-estima desapareceu?
Não tens mais representação política. Não há políticos interessados em te reerguer.
Parece ter desaparecido a vontade de ousar, de buscar o novo, que só se consegue através de atitudes ousadas, pois a audácia é o caminho certo para a fortuna. Não a fortuna de acumular recursos financeiros, mas sim, distribuindo os frutos dessa audácia para todos.
Tornastes o pasto preferido de políticos que perambulam pelo Estado, à espreita justamente daquelas pessoas que não conservam o amor próprio, nem a confiança no futuro.
São os mercadores do voto, que a cada quatro anos repetem promessas que nunca vão cumprir, porque não tem compromissos com a nossa gente. Será que você, Itabuna, perdeu a memória?
É preciso que tenhas a capacidade de valorizar seus filhos interessados em seu desenvolvimento, de eleger políticos que trabalhem pelo seu progresso.
Não podemos admitir que você continue entregue a esses “vendilhões do templo”, porque conquistados seus preciosos votos, eles desaparecem. Vale também para os seus filhos, a quem entregas com toda esperança e carinho a chave do cofre e os resultados tem sido muito catastróficos.
Itabuna, amada e querida, é preciso trilhar um caminho diferente, desenvolvendo todo o potencial que você tem e construindo uma nova realidade para sua gente.
Não podes mais dar ouvidos e respaldo aos vendedores de ilusões, que tanto tem te prejudicado, ao não te defenderes, nem lutar por melhorias para a tua população.
Precisas coibir a presença dos que não querem contribuir com o seu crescimento, que fazem tudo para ver o fracasso daqueles que te amam.
Continuo apaixonado por ti, Itabuna, declarando que serei sempre um trabalhador ardoroso, procurando colocá-la no lugar que mereces.
Não deixe que direitos adquiridos e garantidos pela nossa Justiça sejam relegados ao esquecimento, confirmando as palavras do grande baiano Ruy Barbosa, que dizia; “quem não defende os seus direitos, não os merece, torna-se um cidadão de segunda classe”.
Apesar de todos os percalços, das dificuldades que momentaneamente enfrentas por conta daqueles que só agem em benefício próprio e não possuem espírito coletivo; acredito na sua capacidade de superação, na força de seu povo.
Acredito em você, Itabuna!
Acredito num futuro melhor, que estou disposto a continuar colaborando com todas as minhas forças para construir.
BOLSA FAMÍLIA, GATOS E GATUNOS
O Bolsa Família é um dos principais, senão o principal programa de transferência de renda do Governo Federal. Graças a esse programa, milhões de famílias romperam a barreira da miséria e da exclusão social e passaram a levar uma vida menos sofrida.
Trata-se obviamente de um programa assistencialista, um paliativo, quando o desejável seria gerar empregos para que todos pudessem ter acesso ao mercado de trabalho, sem depender da benemerência oficial.
Mas, na conjuntura de um Brasil desigual ao longo dos séculos e séculos amém, o Bolsa Família é mais do que necessário, é imprescindível.
As pessoas necessitadas que integram o programa sabem o quanto é importante receber recursos que ajudam no reforço alimentar, na compra de roupas, remédios, material escolar. E reconhecem a validade do Bolsa Família, a ponto do presidente Lula ser tratado com quase idolatria justamente pelas camadas mais pobres da população.
Em algumas das mais paupérrimas regiões do Norte/Nordeste, onde o Bolsa Família é a maior fonte de renda, não é raro ver fotos de Lula ao lado do indefectível Padim Ciço, como se fosse uma espécie de divindade a zelar pelos mais pobres.
Mas, nem um programa bem intencionado como o Bolsa Família está a salvo da malandragem, da onda de picaretagem que assola esse país.
Recentemente, descobriu-se que Eurico Siqueira da Rosa, coordenador do Bolsa Família no município de Antonio João, no Mato Grosso do Sul, cadastrou o próprio gato, chamado Billy, como beneficiário do programa.
Billy foi inscrito com o sobrenome de seu dono, virou Billy Siqueira da Rosa, possuía número de identificação social, cartão magnético e vinha recebendo R$ 20 mensais do Governo Federal como complementação de renda.
Quando a gatunagem foi descoberta, o gatuno perdeu o emprego e o gato voltou a caçar ratos para reforçar a alimentação.
O gato foi pego com a pata no cartão do Bolsa Família, mas a gatunagem é uma prática difícil de conter.
Uma auditoria do Tribunal de Contas da União realizada nos programas sociais do Governo Federal, revelou que mais de 40 mil candidatos às eleições de 2006 e 2008 eram beneficiários do programa Bolsa-Família.
O TCU pegou os gatunos com a mão grande no dinheiro destinado à combater a pobreza ao fazer o cruzamento dos CPFs dos candidatos registrados na Justiça Eleitoral com os dos beneficiados pelo programa.
Não foi apurado quantos desses candidatos a grandes gatunos foram eleitos, mas não é de todo equivocado imaginar que a maior parte deles, a partir da posse, tratou de dar um jeitinho de aumentar a rapinagem nos cofres públicos.
Afinal, quem rouba uma bolsa (ainda por cima uma Bolsa Família!), assalta um bolso e por aí vai, numa escala que começa numa modesta câmara municipal ou prefeitura perdidas nos rincões poeirentos do Brasil e vai terminar lá nos gabinetes refrigerados de Brasília.
Nessa roubalheira sem limites, o povo é quem paga o gato, quer dizer, o pato.
Ou melhor, paga o gato, o pato e esse bando de sem-vergonhas!
VODU ACHOCOLATADO

O bochicho corre à boca pequena entre experts do setor: uma doença grave está atacando os cacaueiros da África, líder mundial na produção de cacau.
Em função disso, pessoas bem informadas e, principalmente, com dinheiro no bolso estariam comprando fazendas de cacau a preço de banana no Sul da Bahia, de olho nos lucros que podem advir de uma eventual quebra de safra na África.
Seria?
LULA TRI?

Vez por outra surgem vozes defendendo um terceiro mandato consecutivo para Lula, o que implica em mudança na Constituição.
Agora é o ex-presidente e atual senador Fernando Collor (elle mesmo!), que vem a público para dizer que Lula só não conseguirá a re-reeleição se não quiser.
Segundo Collor, “se perguntarmos à população se ela está de acordo com um terceiro mandato, pelo menos metade aprovará. Dos 17 partidos com representação no Congresso, 13 ou 14 fazem parte da base de sustentação do governo”.
Por enquanto, Lula resiste bravamente à tentação de seguir o exemplo de seus “hermanos” Hugo Chaves (Venezuela), Evo Moraes (Bolívia) e Rafael Correa (Equador), que já mudaram a Constituição e podem tentar se reeleger ´asta la eternidad´.
A pergunta é: continuará resistindo caso a candidatura de Dilma empaque e o Palácio do Planalto ficar a um passo de ser habitado por José Serra a partir de janeiro de 2011?
Collor, em caso do terceiro mandato vingar, já escolheu os presentes que vai dar a Lula: um moderno aparelho de som e um DVD com os melhores momentos de uma tal de Miriam Cordeiro.
Ah, as voltas que o mundo dá…
Ilhéus sedia Festival Nacional do Chocolate

Conhecida em todo o mundo através do escritor Jorge Amado, Ilhéus é também a cidade onde floresceu a chamada Civilização Cacaueira, que se espalhou pelo Sul da Bahia graças a um fruto que é a base para a produção de um produto apreciado por todos, o chocolate. Embora responda por mais de 90% do cacau cultivado no Brasil, a região tem uma produção incipiente, deixando de agregar valor à sua principal matéria-prima. A produção de cacau em amêndoas gera R$ 300 milhões por ano, enquanto que a produção de chocolate movimenta R$ 4 bilhões por ano.
Mudar essa realidade, oportunizar novos negócios e ao mesmo atrair visitantes do Brasil e do exterior são alguns dos objetivos do Festival do Chocolate da Costa do Cacau, que acontece de 10 a 14 de junho, no Centro de Convenções de Ilhéus. “Conhecido com a Costa do Cacau, O Sul da Bahia é o cenário perfeito para um evento que gira em torno de um produto que é unanimidade mundial, o chocolate”, afirma o promotor do evento, Marco Lessa, do Costa do Cacau Convention. Além do incentivo à produção e consumo de chocolate, Lessa destaca que “Ilhéus também têm como forte apelo o turismo de sol e praia, aliado a uma cultura e história ricas. O Festival do Chocolate tem tudo para se consolidar como um dos eventos mais importantes da Bahia”.
O MUNDO DO CHOCOLATE
O festival será dividido em três atividades. A Feira do Chocolate será uma exposição com diversas entidades, órgãos públicos e empresas que representam os mais diversos setores relacionados à produção do cacau e do chocolate, como fabricantes de equipamentos para produção, as principais indústrias de chocolate, pequenas fábricas, fazendas, empresas de representação e distribuição, stands de venda ao consumidor final e outros. No total serão 16 stands montados no salão Nacib, que possui ar condicionado, fundamental para a exposição do produto.
A Jornada do Chocolate incluirá workshops, cursos e oficinas, tratando da produção em diversas escalas, produção cooperada, produção associada ao turismo, linhas de crédito, equipamentos para pequena produção, programas de governo para o setor e cursos para produção caseira. Também será feita a avaliação de mercados produtores e consumidores, técnicas de manejo para produção do cacau fino e orgânico, certificações, sustentabilidade e outras novidades e assuntos sobre o tema.
O Planeta Chocolate será montado no hall do Centro de Convenções, voltado para o público infantil e adulto. Será montado um grande parque com o tema Chocolate, com brinquedos, atividades educativas, animadores, personagens infantis. O Planeta Chocolate terá ainda atividades para conscientização sobre o meio ambiente, pontos para comercialização de produtos como chocolate, doces, sucos, salgados, enfim, um universo alegre e colorido para crianças de todas as idades viverem a magia do Planeta Chocolate.
“A partir dessas atividades, vamos posicionar o Sul da Bahia como produtor de um cacau de excelente qualidade e como produtores de um Chocolate com padrão internacional”, diz Marco Lessa. O Festival do Chocolate da Costa do Cacau tem o apoio do Costa do Cacau Convention, Prefeitura de Ilhéus, Ceplac, Chocolates Garoto, Associação de Turismo de Ilhéus, Secretaria Estadual de Turismo, Bahiatursa, SEBRAE, o Formigueiro e Banco do Nordeste. Maiores informações envie e-mail para ilheus@m21.com.br.
RSF E A LEI DE IMPRENSA
BRASIL
O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL REVOGA A LEI DE 1967 : “UMA GRANDE VITÓRIA PARA A LIBERDADE DE IMPRENSA”
Repórteres sem Fronteiras parabeniza a decisão histórica do Supremo Tribunal Federal (STF) que revoga a Lei de Imprensa de 1967. Por onze votos a sete, a mais importante jurisdição do país pronunciou-se, em 30 de abril de 2009, a favor da extinção da totalidade desse texto repressivo, adotado durante a Ditadura militar (1964-1985).
“Muito tempo depois da volta à democracia, em 1985, a Lei de Imprensa de 1967 continuou a servir de meio de pressão ou represália contra os jornalistas. Às vésperas do Dia Internacional da Liberdade de Imprensa, Repórteres sem Fronteiras regozija-se por várias razões com a decisão do STF. Os termos da Lei de Imprensa de 1967 contrariavam os princípios garantidos pela Constituição democrática de 1988. Esse absurdo jurídico devia ser removido. Por outro lado, esse texto tinha, como objetivo confesso, amordaçar a imprensa, agravando, para os jornalistas, as penas previstas no Código Penal contra certos delitos de opinião. Por fim, com a revogação total da Lei, o estado de direito venceu a lógica dos ‘anos de chumbo’. Trata-se de uma vitória da democracia”, declarou a Organização.
Com ação protocolada desde 2007 pelo deputado federal Miro Teixeira, o STF revogou a totalidade da Lei de Imprensa de 9 de fevereiro de 1967, que previa penas de prisão para delitos de imprensa. Em 27 de fevereiro de 2008, havia suspendido por liminar (decisão provisória) de seis meses – reconduzida no mês de setembro seguinte – a aplicação de vinte dos setenta e sete artigos do texto. Tratava-se dos dispositivos mais repressivos, relativos aos delitos de “difamação”, “injúria” e “calúnia”, aumentando as penas já previstas no Código Penal.
Embora tornados caducos pela Constituição de 1988, foram esses mesmos artigos que suscitaram mais polêmicas. Alguns ministros do STF desejavam mantê-los em nome da “proteção à vida privada, honra e imagem das pessoas”. Criou-se novo debate a respeito do direito de resposta, previsto pela Lei de 1967. Os ministros que votaram a revogação total argumentaram que esse direito já era garantido pela lei anterior, que datava de 1923, e o artigo 5 da atual Constituição.
Iniciador desse processo de revogação, o deputado Miro Teixeira tinha dado como principal motivo o fato de que ‘”nenhuma lei jamais poderia influir no conteúdo da informação”. O Presidente do STF, Celso de Mello, repetiu essas palavras ao final dos debates: “Nada é mais nocivo e perigoso do que a pretensão do Estado de regular a liberdade de expressão e pensamento.”
O ano do porco
No último século o mundo experimentou avanços tecnológicos especulares, como se até ali a humanidade caminhasse a passos lentos e num passe de mágica, passou a caminhar na velocidade da luz.
Tudo bem é apenas força de expressão, porque mágica não combina com ciência.
É possível dizer que em apenas um século, o planeta avançou o equivalente a vários milênios em nível de tecnologia.
Avanços que tornaram a vida mais fácil e prática, que descobriram o tratamento e a cura para doenças antes fatais, que transformaram o mundo numa aldeia global.
Não há como negar, portanto, os benefícios da tecnologia.
Mas será mesmo que a vida se tornou mais fácil e mais prática?
Que os avanços da medicina resultam em qualidade de vida ou que a aldeia global também significa inclusão social.
Nesse caso, a resposta é: não.
Em que pesem os avanços da tecnologia, ainda somos obrigados a conviver com um planeta extremamente desigual, onde uns poucos tem acesso à tudo e a maioria não tem acesso à nada. Ou tem acesso apenas às migalhas.
Um mundo dividido por um muro virtual/real que separa os poucos muito ricos dos muitos muito pobres.
Um mundo em que apesar dos conhecimentos adquiridos, o homem é cada dia mais predador da natureza, utilizando os recursos naturais como se eles fossem infinitos. E eles não são.
Paradoxalmente, a impressão que se tem é de que quando mais o homem parece avançar mais ele recua.
Como se avançasse para fechar um ciclo, já que a devastação ensandecida fatalmente vai levar ao esgotamento do planeta e, por extensão, da humanidade.
Essas observações vêm a propósito diante da mais recente ameaça à saúde da população, que atende pelo curioso nome de “gripe suína”.
Uma doença surgida no México e que em poucos dias se espalhou pelo mundo, na mesma velocidade da tecnologia. Do México para os Estados Unidos, de lá para o Canadá, para a América do Sul, a Europa, a Ásia, a Oceania, a África.
Uma reles gripe, mas de efeito mortal, prestes a se tornar uma pandemia de proporções bíblicas, embora, com justa razão, a própria Organização Mundial de Saúde, embora alerte para a gravidade do problema, faz o possível para evitar um clima de pânico entre a população.
É um contra-senso que em meio aos avanços tecnológicos, o homem tenha sua vida ameaçada por uma doença aparentemente banal. Que nem a mais avançada das tecnologias ainda se mostre incapaz de conter doenças aparentemente banais, controlando-as no nascedouro.
A gripe suína e outras doenças de escala mundial, as grandes variações climáticas e as catástrofes naturais que se repetem não seriam um sinal de alerta?
Não de um profeta, seja ele falso e verdadeiro, mas de um planeta que clama aos seus filhos dotados de inteligência (?), para ser repensado.
Enquanto ainda é tempo…
Movimento dos Sem Educação
Os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) divulgados pelo MEC trazem números alarmantes, mas não embutem nenhuma novidade.
Infelizmente.
O que se observa, a partir dos dados do Enem, é que o nível da educação brasileira, apesar dos esforços governamentais verificados especialmente na última década, continua baixíssimo. Inacreditáveis 74,3% das escolas brasileiras apresentaram nota abaixo da média, que é de 50,52 pelos critérios do MEC.
Isso significa que praticamente 2/3 das escolas são reprovadas, oferecem um ensino que não ensina, se é que isso seja possível.
Nesse grupo, estão incluídas as escolas públicas e privadas.
Quando se faz a separação, apresenta-se diante de nós o imenso e intransponível fosso que separa os que podem e os que não podem pagar para ter uma educação de qualidade.
O Enem revela que apenas 8% das escolas públicas estão entre as melhores do país. É muito pouco e é também um retrato cruel do nível (ou da falta dele) no ensino público, que pode até estar se universalizando, mas continua capenga.
Estatisticamente, é confortador saber que quase todas as nossas crianças têm acesso à escola.
Mas, ao mesmo tempo é decepcionante constatar que estar na escola não significa necessariamente aprender.
As escolas públicas de alto nível são exceções, quando deveriam ser regra.
São exibidas pela publicidade federal, estadual e municipal com “jóias”, mas são raras e, portanto, inacessíveis à esmagadora maioria dos estudantes.
Essa diferença brutal entre a escola pública e a escola particular, resulta num sistema perverso: praticamente só entra na universidade pública, notadamente os cursos mais disputados e com maior potencial de acesso ao mercado de trabalho, o aluno oriundo do ensino privado.
Ao aluno da rede pública restam -e aí se dá a inversão de prioridades- as faculdades particulares, impondo aos estudantes e/ou seus pais, imensos sacrifícios para pagar as mensalidades.
Tudo bem, existe hoje o sistema de cotas, mas trata-se de um paliativo. Como se a exclusão social pudesse ser reduzida dessa maneira. Não pode.
As cotas têm lá sua validade, mas não é esse o caminho.
O caminho, e ele existe, é promover a inclusão social através da educação de qualidade.
Implica em mudança de mentalidade, em políticas públicas eficazes, em investimentos pesados. Mas, é a única maneira de evitar que nossas escolas sejam apenas espaços físicos muitas vezes mambembes, onde finge-se que ensina e finge-se que aprende.
O que não dá para fingir, até porque os números estão aí para desmentir, é que temos um sistema educacional capaz de levar o Brasil e os brasileiros a um estágio de desenvolvimento que resulte em qualidade de vida.











