:: ‘Notícias’
“BURRABILIDADE”
Há uma semana fiz a tal da portabilidade e após quatro anos troquei a Vivo pela Oi. A decisão foi meramente prática, já que a maioria das pessoas com quem mantenho contato freqüente possui números da OI.
Foi o que se pode chamar de “burrabilidade”.
Nesse curto espaço de tempo deu para perceber que o serviço da OI é péssimo, com freqüentes interrupções por congestionamento de linhas, a tarifa é um assalto mesmo nas ligações Oi/Oi e Oi/Fixo e o atendimento é medonho. Quando você liga, depois de passar por um sem número de gravações, o sujeito que se digna a te ouvir está mais preocupado em empurrar planos e promoções mirabolantes.
Enfim, eu era Vivo (e feliz) e não sabia.
RÁDIO KARDEC

Rádio Difusora Oeste, Osasco (SP), início da década de 80. Nossa briosa equipe estava fazendo a cobertura da festa “Destaques do Esporte”, dessas que acontecem até hoje e que têm troféus pra todo mundo, do “Craque do Ano”, do futebol ao ´cuspe à distância`, até aquele empresário amigo que, coincidência é claro, patrocina o evento ou a equipe de esportes. Ou as duas coisas.
O fato é que naquele dia tinha troféu demais e, pra todo mundo que era anunciado, eu dizia “daqui a pouco vamos ouvir o homenageado”.
E lá ia eu ouvir o homenageado, que invariavelmente dizia chavões do tipo “estou feliz por essa homenagem”, “vou guardar o troféu com carinho”, “não esperava esse prêmio” (se não esperava, aquele cheque de ontem foi o que? Contribuição para alguma obra social?) e outras frases feitas.
Eu estava achando aquilo tudo uma baboseira interminável, ainda mais que como o sujeito da antológica música Trem das Onze (“não posso ficar nem mais um minuto com você…”), tinha que pegar o ônibus das 11, ou encarar a pé o caminho para onde morava, num bairro distante da periferia. Pobre, pero feliz e cumpridor.
De saco cheio ou preocupado com ônibus das 11, nem me toquei quando (glória a Deus nas alturas!) anunciaram o último homenageado:
-E agora o troféu Destaque do Esporte vai para Jair Ongaro.
Prontamente, eu perpetrei:
-Daqui a pouco vamos ouvir o homenageado…
Antonio Baltazar, o Batata, podia perder o amigo, mas não perderia a piada, dada de bandeja e ao vivo nos microfones da nossa Difusora.
-Ô garoto, só se for ouvi-lo no Centro Espírita. Jair Ongaro morreu há mais de 20 anos.
Era homenagem póstuma e eu não havia prestado atenção.
Desliguei o microfone e sai de fininho. No ônibus lotado e cheio de gente sonolenta, ninguém riu de mim. Aliás, ninguém me notou, “famoso quem?” que eu era. E continuo sendo.
Apesar de minhas esporádicas incursões pelo espiritismo, doutrina que admiro e onde tenho amigos que prezo, nunca me atrevi a seguir o conselho do velho Batata.
Naquele lugar chamado eternidade e sem a necessidade terrena de fazer média, Jair Ongaro, sangue italiano, poderia dar uma resposta que chocasse até os ouvintes da Radio Difusora.
Imagina, então, os da Rádio Kardec.
TEMPO DE COLHEITA
Depois de dois anos arrumando a casa e implantando um novo modelo de administração, em que as obras e ações que beneficiam a população mais carente substituem os projetos faraônicos , o governador Jaques Wagner bota o pé na estrada para colher os frutos do que vem plantando.
Em Eunápolis, no Sul da Bahia, Wagner inaugurou obras, lançou projetos e, no melhor estilo Lula, fez questão de ficar próximo da população, num festival de abraços e apertos de mão.
2010 vêm aí e como bem sabe a pata e melhor sabe a galinha, de nada adianta botar o ovo e não dar um pio.
CHUPANDO DEDO

Vereadores de uma cidade de porte médio do Sul da Bahia tiveram uma surpresa nada agradável neste início de ano.
Foram comunicados pela prefeitura, um a um e de forma a evitar constrangimentos, de que estava encerrada uma prática que já se tornara quase tradição: o pagamento de um “por fora” no valor de dois mil reais por mês.
O adjutório era conhecido, sabe-se lá porque, como “pirulito”.
É o que se pode chamar de tirar o doce da boca de criança.
DEU NA "FOLHA"
AVALIAÇÃO DE LULA BATE RECORDE HISTÓRICO
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governo federal registraram em janeiro deste ano a melhor avaliação positiva na história da pesquisa CNT/Sensus, que começou a ser divulgada em 1998. Segundo o levantamento, o governo do petista recebeu avaliação positiva por 72,5% dos entrevistados, contra 5% que avaliam negativamente o governo. Entre os entrevistados, 21,7% avaliaram o governo Lula como regular.
A avaliação pessoal do presidente Lula também obteve a melhor avaliação histórica da pesquisa, subindo de 80,3% em dezembro de 2008 para 84% em janeiro. Somente 12,2% dos entrevistados desaprovaram o presidente, enquanto 3,9% não responderam.
Os índices de popularidade de Lula são superiores às avaliações de sua popularidade registradas em janeiro de 2003 –ano em que foi empossado no cargo–, quando obteve 83,6% de aprovação.
O presidente da CNT (Confederação Nacional dos transportes), Clésio Andrade, disse que a popularidade recorde do governo Lula é consequência do discurso adotado pelo presidente para tranquilizar a população em meio à crise econômica.
“Concluímos que há forte esperança centrada no discurso do presidente e nas medidas que o governo vem tomando. O discurso do presidente é muito forte, ele cria esperança, divide o ônus, o que é muito importante numa crise econômica”, afirmou.
Na última edição da pesquisa CNT/Sensus, em dezembro de 2008, a avaliação positiva do governo era de 71,1%, um crescimento de pouco mais de um ponto percentual. Desde fevereiro do ano passado o governo Lula vem obtendo recordes sucessivos de popularidade a cada edição da pesquisa.
Em janeiro de 2003, a avaliação do governo chegou a 56,6%, depois registrou queda. Mas voltou a crescer desde o início do ano passado, já em seu segundo mandato.
A pesquisa CNT/Sensus foi realizada entre os dias 26 e 30 de janeiro, em 136 municípios de 24 Estados. Foram ouvidas 2.000 pessoas, e a margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou menos.
TRAGAM LOGO ESSA DALILA !!!

Sempre tive a impressão de que as letras (?) do axé-music (argh!) são escritas pela mesma pessoa. E que essa pessoa tem apenas dois neurônios, sendo que um deles está permanentemente de férias.
A impressão acaba de ser reforçada pelo mais recente sucesso desse gênero musical (?), uma tal de “Vai buscar Dalila”, interpretada por Ivete Sangalo.
Ivete abre a canção (?) pedindo que alguém vá buscar uma certa Dalila. E bem ligeiro. Mas como estamos nesse paraíso que chamamos Bahia, esse “ligeiro” é sem pressa nenhuma.
Enquanto não trazem Dalila (a coitada deve estar mais escondida do que Bin Laden, pra fugir desse mico), Ivete desfila uma série de frases que não fazem o menor sentido, daquelas que dão saudade dos tempos em que, motivados por paixões platônicas da adolescência (geralmente uma professorinha ou uma colega de sala que teimava em nos ignorar) a gente rimava “amor com dor”.
E nem me venham com essa conversa de que ouve quem quer. Pelo volume com que botam nos carros de som, que mais parecem trios elétricos, ouve quem quer e quem não quer.
A gente fica torcendo para que tragam logo a pobre Dalila pra ficar livre da música (?), mas, com o Carnaval chegando aí e a canção ?) estourando nas paradas (e nos ouvidos), é mais fácil torcer para que o Itabuna seja campeão baiano.
Sansão, que perdeu os cabelos e a força descomunal por conta dos encantos de uma Dalila, teria pedido que lhe cortassem as orelhas e lhe furassem os tímpanos a ter que ouvir a música (?).
DE OSASCO PARA NINGUÉM

Rádio Iguatemi, Osasco (SP), 1980. A emissora operava em Ondas Tropicais, podia ser ouvida na Amazônia, nos rincões da América do Sul, mas em Osasco mesmo era captada em aparelhos de rádio especiais. Ou seja, era “falando para o mundo e cochichando para ninguém”.
Ainda assim, eu, Cláudio Cruz (um dos amigos que preservo até hoje, quase 25 anos depois de ter trocado São Paulo pela Bahia) e Chico Motta (que depois se elegeria vereador) fazíamos com galhardia um programa esportivo diário.
Acho que só o operador de áudio ou algum visitante eventual que estivesse no estúdio (ou então algum índio amazônico, um colalero boliviano, um peruano perdido lá pelos altos de Machu Pichu) ouvia aquele programa; mas era como se falássemos para Osasco inteira e para boa parte de Carapicuíba, Barueri, Jandira, Itapevi e outras cidades da Região Oeste da Grande São Paulo.
Para nós não bastava apresentar um programa esportivo na única emissora de rádio de Osasco. O pioneirismo nos convocava, atiçava.
Pois eu, Chico e Cláudio decidimos que seríamos os primeiros a transmitir ao vivo um jogo entre dois times de futebol profissional de Osasco,
“Profissional” é um pouco de exagero. Rochdale e Montenegro disputavam o equivalente à 5ª. Divisão do futebol de São Paulo e teriam certa dificuldade em vencer o Itabuna e o Colo Colo, times do Sul da Bahia cujos jogadores tem sérias dificuldades de relacionamento com uma dama chamada bola de futebol.
“Transmissão ao vivo” também é um pouco de exagero. O que a gente iria fazer era gravar o jogo, com narração, comentários e reportagens e depois correr pra rádio e colocar no ar. Um gravador pré-histórico foi colocado à beira do campo e fizemos o nosso trabalho, cobrindo aquela partida mulambenta como se fosse uma final de Copa do Mundo. Chico se esgoelava na narração, Cláudio caprichava nos comentários e eu fazia as reportagens de campo. Sintonia total e perfeita.
O “clássico” da Cidade-Trabalho (acho que esse era o slogan de Osasco) terminou 2×2 e estávamos prontos para entrar na História. Quando chegamos à rádio e ligamos o gravador, nada. Nem um chiado. Mudo como aquelas ligações que a gente faz para pedir o cancelamento de um cartão de crédito ou reclamar da conta de telefone.
Mexe no gravador, dá umas pancadas nele. Nada, de novo. Mudo estava e mudo ficou. A História parecia nos virar as costas. E nos virou mesmo!
Por uma dessas coisas inacreditáveis, nós que pensamos em tudo, no esquema de transmissão como se fosse ao vivo, no tempo que levaríamos para chegar à emissora e até na chamada anunciando a narração pioneira, nos esquecemos de que, quando não estão ligados a uma tomada (o que não era o caso, pois estávamos à beira do gramado), gravadores necessitam de pilhas para funcionar.
E ninguém se lembrou de colocar pilhas no desgraçado do gravador.
Não houve transmissão nenhuma e o pioneirismo deu lugar a uma imensa frustração, curada com copos e mais copos de rabo de galo (uma mistura bombástica de pinga com groselha, muito popular naquele tempo) no boteco da esquina, onde provavelmente nem o dono nos ouvia. A menos que fizéssemos o programa esportivo berrando lá do estúdio!
O índio amazônico, o cocalero boliviano e o viajante andino nem se deram ao trabalho de escrever pra protestar por serem privados daquele momento ímpar em suas monótonas existências.
Fizemos, enfim, “a primeira transmissão mais anônima da história do rádio osasquense”. Quiçá paulista, quiçá brasileira, quiçá mundial.
A gente perde a pilha, mas não perde a pose.
MIANDO DE ITABUNA PARA O MUNDO
Itabuna é mesmo uma terra de prodígios e talentos que surgem aos borbotões. Vejam só a figura que apareceu no Domingão do Faustão, na Rede Globo, no dia 25/01.
Edílson Soares dos Santos, que se apresentou como ´tomador de cachaça´ (honrosa profissão!), participou do quadro “Se Vira nos 30”, imitando um casal de gatos em pleno “mia no meu que eu mio na sua”.
Antes de parar no inevitável Youtube, Edilson sobe no telhado deste (ainda) modesto blog.
Itabuna, que revelou Jorge Amado para o mundo, agora orgulhosamente apresenta “Edilson e seus Gatinhos no Cio”.
MIANDO DE ITABUNA PARA O MUNDO
Itabuna é mesmo uma terra de prodígios e talentos que surgem aos borbotões. Vejam só a figura que apareceu no Domingão do Faustão, na Rede Globo, no dia 25/01.
Edílson Soares dos Santos, que se apresentou como ´tomador de cachaça´ (honrosa profissão!), participou do quadro “Se Vira nos 30”, imitando um casal de gatos em pleno “mia no meu que eu mio na sua”.
Antes de parar no inevitável Youtube, Edilson sobe no telhado deste (ainda) modesto blog.
Itabuna, que revelou Jorge Amado para o mundo, agora orgulhosamente apresenta “Edilson e seus Gatinhos no Cio”.

















