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Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

abril 2026
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:: ‘Notícias’

ALAH E A DENGUE

Diante da epidemia de dengue que se abateu sobre Itabuna, Ilhéus e outras cidades, este blog antecipa em absoluta primeira mão (coberta) a tendência da moda outono-inverno no Sul da Bahia.

Trata-se da burka, a tradicional vestimenta islâmica que cobre a pessoa dos pés à cabeça. Uma eficientíssima proteção contra os ataques do aedes aegypt, o mosquito transmissor da dengue.

Vai vender igual água.

Desde que não seja água parada, bem entendido.

Que Alah nos proteja!

CENAS DE GUERRA

No caos que se transformou a epidemia de dengue em Itabuna, uma cena que parece inverossímel, não fosse presenciada por esse blogueiro.

Diante de uma adolescente de 16 anos, com dengue hemorrágica, o médico sugeriu ao pai da garota, seu amigo, que a paciente fosse levada para tratamento em casa.

No hospital superlotado e com casos de dengue contados às centenas, havia o risco da garota pegar uma infecção, que somada à dengue hemorrágica poderia ser fatal.

Felizmente, o pai seguiu o conselho, levou a filha pra casa e ela se recuperou.

Infelizmente, sorte idêntica não tiveram as cinco crianças de Itabuna, uma de Buerarema e outra de Itororó, todas elas vítimas fatais da dengue hemorrágica.

De uma vez por todas, vamos deixar de lado a caça às bruxas e concentrar esforços na caça ao mosquito.

DESCENDO!

Tá feia a crise mesmo.

Num dos prédios de escritórios da área central de Itabuna, quem vai pegar o elevador se depara com o aviso: ascensoristas, porteiros, faxineiros e vigias ameaçam paralisar as atividades a partir do dia 5 de março.

Motivo: eles estão há dois meses sem receber salários.

A empresa terceirizada alega que não recebe o repasse do condomínio, que por sua vez justifica o alto índice de calote, perdão, inadimplência dos condôminos.

A crise (e a corda) sempre arrebenta do lado mais fraco.

Há uma esperança: não deve ser fácil subir e descer dez andares andando…

DO OUTRO LADO DO RIO


Canavieiras teve esse ano Carnaval para todos os gostos. Na praia e na avenida principal, o típico carnaval baiano, com trios elétricos, blocos e bandas que tocam a mesma porcaria, perdão, mesma música, imitações sem fim do Chiclete com Banana, Asa de Águia, etc.

No sitio histórico, à beira do cais, o Carnaval Cultural, que resgata a folia de antigamente, com marchinhas memoráveis e até, acreditem!, confete e serpentina.

Pode parecer coisa da Terceira Idade, mas tinha muita gente jovem por lá. Sinal de que bom gosto não tem idade.

A atração do Carnaval Cultural foi a banda “Cartão Postal”, que este ano teve a participação de Deraldo Campos, uma lenda canavieirense. Homenageado em vida, como dever ser!

Canavieiras não é sé carnaval.

Vale a pena fazer um passeio de lancha até Belmonte. São duas horas e meia de viagem na maré baixa e uma hora na maré alta. A navegação pelos rios Pardo e Jequitinhonha e seus afluentes permite o contato com uma natureza exuberante, em meio a manguezais, vôos rasantes de garças e uma paradinha na famosa lama negra.

A estadia em Belmonte (quatro a cinco horas a depender da maré) poderia ser descartada. A área do cais é um abandono só, as praias tomam um banho das Ilhéus e a única atração, um Farol da Marinha, não é devidamente valorizado. É como se fosse um trambolho encravado no coração da cidade.

Mas, a viagem de barco (40 reais por pessoa, ida e volta, com direito a abatimento na formação de grupos) compensa.

Como se dizia nos carnavais de antanho, “se a canoa não virar, eu chego lá”.

Ainda não virou.

HOMEM BOMBA


Diário de Osasco, final da década de 70. Eu e Cláudio Cruz trabalhávamos como repórteres, recém iniciados no jornalismo e escalados para funções que os veteranos sempre consideravam coisa menor: a cobertura nos bairros e as sessões de esportes e de polícia. Na verdade, eram as grandes escolas para quem estava começando e onde a gente fazia de um limão a limonada.

Ou de um cachorro quente um banquete, naqueles tempos difíceis, mas, hoje reconheço, felizes.

A nossa produção jornalística não deveria andar lá essas coisas (não que faltasse assunto: Osasco tinha problemas típicos de uma cidade industrial encravada na Grande São Paulo com bairros sem infra-estrutura e a violência era assustadora), porque resolvemos diversificar as atividades e nos embrenhar por outras áreas.

Com a luta armada brasileira nos estertores e a Revolução Cubana distante demais, decidimos explodir latas de lixo do bairro Presidente Altino, onde ficava a sede do jornal, com aquelas bombas típicas de São João.

Não me perguntem o que uma coisa tem a ver com a outra, porque não tem nenhuma mesmo. É apenas pra dar um certo charme ao texto.

O plano (!) era esperar o fechamento do jornal, lá pelas onze da noite, e sair detonando as latas de lixo que encontrássemos pela frente.

Como havia bombas suficientes para explodir Presidente Altino e adjacências, achei que uma bomba a mais, uma bomba a menos não faria diferença.

E então, sorrateiramente, enquanto Cláudio revisava compenetrado uma de suas matérias, coloquei uma das bombas embaixo da sua cadeira e… BUM!
Bota “BUM!” nisso. A desgraçada era muito mais potente do que a gente imaginava e ao barulho ensurdecedor seguiu-se uma fumaceira que tomou toda a redação.

Deu-se o pandemônio. O pessoal da oficina achou que a caldeira da linotipo (onde o chumbo derretido a uma temperatura mercurial servia para compor as páginas do jornal) havia explodido e saiu correndo pra rua. Vrejhi Sanazar, o dono do jornal, achou que seu patrimônio tão duramente conquistado tinha ido pelos ares e entrou feito um doido na redação.

E o advogado Achoute Sanazar, irmão do Vrejhi, que morava ao lado, quase teve um enfarto, imaginando que após invadir, destruir e ocupar a Armênia de seus ancestrais, os turcos tinham decidido eliminar também os descendentes espalhados pelo mundo.

Serenados os ânimos e esclarecidos os fatos, Vrejhi me xingou de filho da puta em português, armênio e em todos os idiomas que um dia poderia aprender, Cláudio ficou quatro dias praticamente surdo e as latas de lixo e os moradores de Presidente Altino foram poupados da nossa sanha revolucionária.

Minha carreira de Homem Bomba acabou ali.

Osama Bin Laden já sabe o que não perdeu.

SAFRA QUEROSENE

Existe coisa mais chata do que o pretenso conhecedor de vinhos?

O sujeito, pra esnobar, pega a taça e perpetra coisas do tipo “ótima safra”, “denso demais”. “leve sabor de frutas silvestres com um toque sutil de carvalho”, “a temperatura média na área do vinhedo deu uma personalidade diferenciada ao vinho”.

E nós, que achamos que o vinho é apenas o melhor sub-produto da uva, temos que ficar sorvendo aquela verborragia.

Eis a nossa vingança!

Esse vídeo mostra que alguns conhecedores de vinho não passam de uma fraude.

Está em alemão, mas não precisa entender alemão pra entender o vídeo.

SAFRA QUEROSENE

Existe coisa mais chata do que o pretenso conhecedor de vinhos?

O sujeito, pra esnobar, pega a taça e perpetra coisas do tipo “ótima safra”, “denso demais”. “leve sabor de frutas silvestres com um toque sutil de carvalho”, “a temperatura média na área do vinhedo deu uma personalidade diferenciada ao vinho”.

E nós, que achamos que o vinho é apenas o melhor sub-produto da uva, temos que ficar sorvendo aquela verborragia.

Eis a nossa vingança!

Esse vídeo mostra que alguns conhecedores de vinho não passam de uma fraude.

Está em alemão, mas não precisa entender alemão pra entender o vídeo.

A BRUXA E AS BOLSAS


Retorno de uma viagem de trabalho a Ipiaú. O pneu estoura num dos inúmeros buracos do trecho entre Ubaitaba e Itajuípe da rodovia BR 101.

Enquanto a troca é feita, é tentador observar uma roça de cacau às margens da pista. Não existem cercas e os cacaueiros estão ali, expostos. Avanço uns poucos metros no interior da propriedade.

O quadro é de abandono. O mato se mistura aos pés de cacau. Uma observação mais atenta e nota-se que os frutos estão podres, os galhos infectados pela vassoura-de-bruxa. A produção, se é que vai haver alguma, não compensa as despesas com a manutenção do cultivo.

A cena se repete em maior ou menor intensidade às margens das rodovias, das estradas vicinais, dos caminhos onde mal passam animais: fazendas e mais fazendas abandonadas, cenários fantasmagóricos onde uns poucos trabalhadores permanecem por absoluta falta de opção.

Sedes de fazendas, outrora vistosas, expõem a deterioração atual. Casas que antes abrigavam centenas, milhares de trabalhadores, mais parecem casebres.

Óbvio que existem os produtores que ainda resistem, mantém as fazendas em funcionamento, investem em novas tecnologias, apostam na recuperação do cacau.
Mas, a profusão de fazendas-fantasmas chama a atenção, evidencia uma realidade que não pode ser ignorada.

O calor é insuportável em Camacan, que já se orgulhou de ser cidade campeã mundial na produção de cacau.

Na avenida principal, centenas de pessoas, mulheres em sua maioria, enfrentam uma fila que parece interminável. Destino final: a casa lotérica que também é agência avançada da Caixa Econômica Federal. Objetivo: receber o Bolsa Família, programa de transferência de renda que tem contribuído para reduzir a pobreza e alçou Lula à condição de mito popular.

Em Camacan, não é diferente. Citar Lula para aquelas pessoas da fila é como evocar o nome de um santo. Não se pode dizer o mesmo ao falar em cacau. Há um misto de desdém e desencanto, que não se restringe apenas aos humildes beneficiários do programa. Se estende a todas as camadas sociais.

Camacan é uma cidade que, em vez de crescer, encolheu. Em 20 anos, perdeu quase 10 mil habitantes. Nessa toada, acaba virando uma cidade-fantasma, como aquelas dos filmes de faroeste norte-americano.

Não é mais o dinheiro do cacau quem movimenta o comércio.

Neste dia especialmente quente, donos de mercados, de lojas, de farmácias e até feirantes (apesar do dia inapropriado) exultam. É o dinheiro do Bolsa Família que lhes dá alento, faz girar a economia e preservar empregos que inexistem nas roças.

A cena foi observada em Camacan, mas poderia ter sido em Pau Brasil, Jussari, Arataca, Itajuipe, Buerarema, Floresta Azul, Itaju do Colônia, Una, etc., etc.,etc…

Já não se voltam as atenções para a Bolsa de Londres e a Bolsa de Nova York, onde se acompanhava a cotação do cacau em libras esterlinas, em dólares.

Agora, é o Bolsa Família, com seus preciosos reais, imprescindíveis reais, benditos reais.

A fazenda abandonada às margens da BR 101 e a fila do Bolsa Família em Camacan são variações de um mesmo tema.

Uma relação de causa e efeito.

BARES TAMBÉM MORREM


É incrível como os bares e botecos decentes de Itabuna somem sem que mal dê tempo de pedir a próxima dose. Eles abrem, enchem de gente, viram ´ponto da moda` e depois fecham as portas.

A mais recente vítima dessa sina é o Acarajé Point, que apesar do nome meio babaca, tinha um ambiente legal e, melhor ainda, um chopp muito bem tirado, com o colarinho na medida certa.

O local era uma opção e tanto pra quem não agüenta aquele ambiente impessoal do shopping, ainda mais que lá o chopp é servido em copos de plástico, uma heresia pra qualquer bebedor que se preze.

O Tabocas, que se propunha a ser um espaço diferenciado, já está no segundo dono e tomara que acerte a mão.

Existem bares que escapam da morte súbita e resistem ao tempo. Casos notórios do Parlamento e do Katiquero, que viraram o século e o milênio, e o Codornas. São estabelecimentos respeitáveis, onde conta muito a presença dos donos, sempre solícitos para agradar os clientes e garantir a qualidade do atendimento. Existem outros, com certeza, mas em matéria de quilometragem boêmia, minha corda chega às bordas do Pontalzinho. E olha lá.

Já que o assunto é velório de boteco, faço aqui duas merecidas homenagens póstumas.

Uma ao Latin Bar, que lá pelos idos de 1995/1996 ocupava o espaço onde hoje é uma loja de bijouterias na rua Adolfo Maron, centro de Itabuna. O dono se chamava Jorge (que a depender dos hectolitros bebidos a gente chamava ora de Chileno ora de Cubano), sujeito meio mal humorado, mas que vendia um chopp digno de se beber de joelhos. O melhor que já bebi nesse meu quarto de século em Itabuna.

Outra homenagem póstuma é ao bar do “seu” Pedra, uma portinhola na entrada no Pontalzinho, que nem nome (e nem banheiro) tinha. “Seu Pedra”, que já fechou as portas da existência (que maneira poética de dizer que o sujeito morreu!), era igualmente mal humorado, mas servia uma batatinha em conserva divina e uma cerveja gelada que fazia a gente esgotar o estoque de Skol, Brahma, Antarctica e o que aparecesse pela frente. De vez em quando rolava uma cachacinha honesta. Mas só de vez em quando, porque “seu” Pedra achava, com razão, que quem bebe cachaça demais, bebe cerveja de menos.

Bares que morrem, bares que sobrevivem.

Bebamos, pois (moderamente, concedo!) enquanto vivos estamos.

-0-0-0-

PS- Antes que Luiz Conceição, Marival Guedes e Walmir Rosário, companheiros de copo e de aventuras e desventuras no jornalismo, me cobrem, faço a devida correção: entre os bares e botecos longevos há que se incluir obrigatoriamente o ABC da Noite, do legendário Caboclo Alencar.
Ao imperdoável lapso dêem-me o desconto de que o ABC da Noite, com suas batidas de antologia, não é propriamente um bar, mas uma verdadeira Instituição.

DO "REPÓRTERES SEM FRONTEIRAS"

PARAGUAY

ASESINAN AL DIRECTOR DE UNA RADIO COMUNITARIA : REPORTEROS SIN FRONTERAS QUIERE CONOCER LOS PROGRESOS DE LA INVESTIGACIÓN

Reporteros sin Fronteras espera que las autoridades encargadas de investigar el asesinato de Martín Ocampos Páez, director de la radio comunitaria Hugua Ñandú FM, ocurrido el 12 de enero de 2009 en Concepción (Centro), se encuentren pronto en condiciones de presentar los primeros resultados de su búsqueda. La muerte del periodista podría estar relacionada con sus actividades profesionales.

“Aunque en Paraguay son raros los asesinatos, los periodistas que se atreven a denunciar el narcotráfico, y sus colusiones con algunos medios políticos locales, se exponen a altos riesgos. Todavía no se ha establecido el móvil del asesinato de Martín Ocampos Páez, pero debería tenerse en cuenta esta hipótesis. Recientemente, varias organizaciones comunitarias de la región de Concepción se alzaron en contra de los graves abusos cometidos por las autoridades locales con sus miembros, en nombre de la lucha contra el crimen organizado. Una situación que merece particular atención del gobierno del presidente Fernando Lugo, sensibilizado con la causa de las comunidades de base”, ha declarado Reporteros sin Fronteras.

Martín Ocampos Páez se encontraba el 12 de enero en su domicilio de los alrededores de Concepción cuando le asesinaron unos matones. La víctima, director de la radio comunitaria Hugua Ñandú FM, denunciaba frecuentemente en antena la presencia de narcotraficantes en la región, y sus presuntos apoyos entre las filas de la policía, e incluso del ejército.

Martín Ocampos Páez había recibido amenazas de muerte y su asesinato coincidió con algunos intentos de allanamiento de las instalaciones de su emisora y de Joaju FM, otra radio comunitaria, por orden de la justicia local. Unas operaciones que provocaron brutales actuaciones contra los lugareños, acusados de “guerrilleros” por algunas autoridades judiciales, policiales y militares. Según las organizaciones comunitarias, entre 1989 y 2005 asesinaron en la región a doce campesinos.

Reporteros sin Fronteras se suma a los llamamientos del Sindicato de Periodistas de Paraguay (SPP), la Asociación Paraguaya de Comunicación Comunitaria (COMUNICA) y la Federación Internacional de Periodistas (FIP), para pedir que se conozca la verdad en este caso.





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