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Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

abril 2026
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:: ‘Notícias’

Ponto final


Ele despontou aos 17 anos ao marcar 5 gols num massacre do Cruzeiro sobre o Bahia.

Foi campeão do mundo pela Seleção Brasileira na Copa dos EUA em 1994, sem atuar um mísero segundo.

Do Cruzeiro, foi para o PSV Eindhoven, da Holanda, marcou um caminhão de gols e de lá seguiu para o milionário Barcelona, da Espanha, onde seus dribles, arrancadas e gols de antologia o alçaram à condição de melhor do mundo.

Chegou à Copa do Mundo na França, em 1998, como o grande nome do Brasil e do futebol mundial. Não suportou o peso de levar o Brasil ao penta e sucumbiu na final. A França impôs um categórico 3×0 e ficou com o título.

Já era gênio da bola e um extraordinário produto de marketing quando trocou o Barcelona pela Internazionale da Itália. Lá, sofreu uma terrível contusão e chegou a ser dado como acabado para o futebol.

Fora dos gramados por um longo período, sobreviveu apenas como produto de marketing.

Contra todos os prognósticos, jogou a Copa de 2002 na Ásia. Foi artilheiro e decisivo na conquista do penta.

Deu os ombros à Inter, que o acolhera no período da contusão, e foi ganhar milhões no Real Madrid, onde brilhou pouco a apareceu muito na mídia. Começava a dar sinais de que estava preferindo as noitadas ao futebol.

Gordo e fora de forma, afundou com o Brasil na Copa da Alemanha, em 2006. Foi dispensado do Real e, só com o nome, contratado pelo Milan.

Nova contusão e tornou-se um jogador descartável.

O marketing e só o marketing justificou sua contratação pelo Corinthians. Sua capacidade de atrair torcedores e patrocinadores parecia inesgotável.

De novo, feito Fênix, jogou futebol e ajudou o Corinthians a ganhar o Campeonato Paulista e a Copa do Brasil.

Era o momento de parar coberto de glórias, mas ele não percebeu. Inebriou-se pela perspectiva da imortalidade garantida pela obsessão corintiana da Libertadores.

Fracassou duas vezes, a segunda delas numa vergonhosa eliminação na fase de grupos, diante do inexpressivo Tolima.

Há tempos já era não só um produto de marketing, mas também uma caricatura.

Finalmente, decidiu anunciar que abandona o futebol. O futebol o abandonou antes do anuncio.

Ronaldo, o Fenômeno, será lembrado para todo o sempre como um dos maiores craques que o Brasil já produziu.

Mas, poderia ter sabido a hora certa de parar.

Isso, ele não soube.

Lendas, bruxas e fadas


Conta a lenda que há duas décadas, uma bruxa, invejosa de tanta fartura, que fazia do Sul da Bahia uma ilha de prosperidade em meio ao Nordeste subdesenvolvido, lançou uma praga mais voraz do que as sete pragas do Egito.

A bruxa pode ser uma lenda, mas a praga não.

Os efeitos da vassoura-de-bruxa, devastadores, são mais do que conhecidos, descapitalizando e endividando produtores, levados a planos de recuperação da lavoura equivocados; e lançando ao desemprego milhares de trabalhadores rurais, que sem outra opção, criaram imensos bolsões de miséria nas periferias abandonadas de Itabuna e Ilhéus..

Houve choro e ranger de dentes, e em meio à vã esperança de que a crise fosse passageira e que o cacau voltasse aos míticos tempos dourados, as dívidas foram se tornando impagáveis e a inadimplência explodiu.

Entrou-se naquele círculo vicioso em que, sem dinheiro para quitar as dívidas, o produtor se viu impedido de obter novos créditos para investir em clones de cacaueiros resistentes à vassoura-de-bruxa. Milhares de propriedades rurais foram relegadas ao abandono e a produção de cacau, devastada pela doença, foi reduzida a inacreditáveis 90%.

Como era previsível, a questão da dívida se tornou a ´pedra de toque´ que praticamente engessou o Sul da Bahia nesse período sombrio, em que só não chegamos ao fundo do poço, graças a algumas ações em áreas como turismo, comércio, prestação de serviços e a criação de pólos de saúde e ensino superior.

Quanto ao cacau, de exportador o Sul da Bahia passou a importador, o que dá a exata dimensão do tamanho da crise.

Pois bem, num desses raros momentos em que todos os segmentos regionais de unem em torno de um único objetivo, a questão da dívida dos produtores rurais recebeu um tratamento especial, criando condições efetivas para que ela fosse equacionada.

Após exaustivas negociações, o equacionamento da dívida atende 98% dos 13 mil produtores de cacau inadimplentes, com vantagens que da remissão (perdão) do débito para micro-produtores a descontos que podem chegar a 90% do valor do débito, além da inclusão do cacau no FNE Verde, que amplia o prazo de pagamento para 20 anos, com 8 de carência.

Mesmo com todas essas vantagens -e é bom deixar claro que essa é a derradeira chance- ainda há os que resistem em renegociar os débitos, na velha mania de continuar vertendo lágrimas enquanto a vida segue ou à espera de um absolutamente impossível perdão do valor total da dívida.

Chega de choro.

A hora é de virar a página e a partir da renegociação das dívidas e da obtenção de novos créditos, iniciar a retomada da produção de cacau resistente à doenças e de alta produtividade e a verticalização, que inclui a fabricação de chocolate, agregando valor ao nosso principal produto, além de programas de diversificação como dendê, seringueira, pupunha e fruticultura.

Quem sabe se, a partir dessa mudança de paradigma, daqui a duas ou três décadas, não se conte a lenda de uma fada redentora que derrotou a bruxa e nos recolocou num novo e duradouro ciclo de desenvolvimento sustentável.

Esqueçamos, por ora, fadas, bruxas e lendas.

O nome dessa nova página que precisamos escrever a partir de agora atende pelo nome de trabalho, aliado a uma elevada dose de união e de espírito empreendedor.

A HORA DA RENEGOCIAÇÃO


“Precisamos virar a página da renegociação das dívidas do cacau, pensar agora em diversificação da produção e agroindustrialização, promovendo o desenvolvimento e gerando renda e riquezas para a região Sul do Estado”, declarou o secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, durante reunião da Câmara Setorial do Cacau, nesta quinta-feira, 10, na Ceplac, em Ilhéus. Durante o encontro, foi constituído um mutirão – com a participação de todos os representantes da cadeia produtiva do cacau – para operacionalizar a renegociação das dívidas do maior número de cacauicultores baianos possível. Também foi eleito, como novo secretário executivo da Câmara Setorial do Cacau, Isidoro Gesteira, presidente do Sindicato Rural de Ilhéus.

Composto pela Secretaria da Agricultura, Fetag, Fetraf, Faeb, Ceplac, Polo Sindical, MAPA, outras secretarias e agentes financeiros (Desenbahia, Banco do Nordeste, Banco do Brasil), o mutirão é uma espécie de força tarefa que vai estar mobilizada até 30 de maio deste ano, o prazo dado – e não prorrogável – para os cacauicultores assinarem o termo de adesão da renegociação das dívidas.

Conforme Salles, é preciso que os cacauicultores estejam livres das dívidas para a região Sul começar a pensar em agroindustrialização e diversificação da produção. “Embora a Bahia seja um estado com grande diversidade produtiva, passou muitos anos sem promover a agroindustrialização. Nessa região, outras culturas, como a do dendê e a fruticultura, têm grande potencial produtivo”.

Na opinião de Jay Wallace a adesão à renegociação das dívidas vai ser massiva, pois as condições são favoráveis. “Os cacauicultores têm oportunidade agora de sanar as dívidas e, definitivamente, melhorar a sua condição financeira. Para isso, contam com nosso apoio e do Governo do Estado”, declarou.

Para o secretário, é preciso agregar valor aos produtos, o que vai permitir o desenvolvimento da região. Ele lembra que, recentemente, através de um esforço da Secretaria da Agricultura, foi efetivado um pedido para a China de produtos da primeira fábrica de chocolate da agricultura familiar, em Ibicaraí. “Nossos produtos têm tudo para alcançar outros mercados, temos um caminho muito grande a ser trilhado”, considerou.

Outra vitória apontada pelo secretário é a participação da Bahia no Salon Du Chocolat, já realizado em Nova York, Tóquio, Pequim, Moscou e Xangai. O Salão acontece em julho do próximo ano, nas cidades de Salvador e Ilhéus, e vai colocar a Bahia no circuito internacional do chocolate. Além disso, terá um diferencial aos demais eventos realizados em outros países, pois vai promover um fórum fechado, reunindo os maiores chocolateiros do mundo, além de visitas a fazendas de cacau.

Cada qual com sua cruz

A mãe chora a morte do filho, Isaias Lima da Cruz, o Mudo. O jovem tinha várias passagens pela polícia, sempre pela prática de pequenos furtos, para alimentar o vício no crack.

A cruz que Isaias leva no sobrenome, é a cruz de uma violência absurda, que tem a droga como causa e conseqüência.

Isaias Lima da Cruz foi o 30º. itabunense assassinado nestes primeiros 40 dias de 2011.

Sangue, morte, dor e desespero, na rotina de uma cidade sem paz.

Trinta cruzes, trinta vidas que se foram.

Tantas outras cruzes de outras tantas vidas que ainda irão, nessa explosão de crimes motivados especialmente pelo tráfico de drogas.

Chora a mãe de Isaias, choram as mães que tem seus filhos mortos ainda na juventude.

Lágrimas não têm o poder da ressurreição.
Deveriam ter o pode de causar indignação e, mais do que isso, gerar providências para conter essa escalada de violência.

Indescritível a dor de da mãe que se vê, impotente, diante do corpo do filho morto.

Cada qual com sua cruz. 30 cruzes numa cidade sombria.

É pior, bem pior


Dante Aleghieri certamente não conhecia o inferno quando escreveu uma de suas obras primas…

Atenção: o calendário marca fevereiro de 2011


Tomam posse neste início de mês os novos deputados federais e estaduais, embora boa parte deles tenha renovado o mandato. De qualquer forma, trata-se de um novo período Legislativo, sempre cercado de expectativas que invariavelmente não se concretizam.

Mas, que se dê um novo de confiança, na esperança de que dessa vez, os nobres parlamentares justifiquem o voto que receberam dos eleitores.

No caso do Sul da Bahia, por exemplo, onde elegemos como deputados federais Geraldo Simões e Josias Gomes, além de outros que tiveram votação expressiva como Luiz Argolo e Félix Junior, espera-se que, juntamente com a bancada baiana, seja feito um trabalho efetivo para a consolidação do PAC do Cacau, a reestruturação e fortalecimento da Ceplac, a duplicação da rodovia Ilhéus-Itabuna e da ponte Ilhéus Pontal, a implantação de uma Universidade Federal, além da garantia do Complexo Intermodal.

São ações que darão um novo dinamismo a uma região castigada por uma crise que já dura duas décadas, com graves impactos sobre a população.

No âmbito estadual, elegemos Ângela Souza, Augusto Castro e Coronel Santana, os dois últimos por partidos de oposição, mas que certamente não usarão a Assembléia Legislativa como trincheira para atrapalhar o Governo do Estado.

Dos três deputados estaduais mais diretamente ligados à região e dos que aqui foram votação, espera-se que contribuam para que o Sul da Bahia recebam investimentos do Governo do Estado, notadamente em áreas como segurança pública e saúde, incluindo uma discussão desapaixonada e sem víeis político sobre a necessidade de estadualização do Hospital de Base Luis Eduardo Magalhães, esse monumento ao caos na saúde regional.

Enfim, é trabalhar, trabalhar, trabalhar e trabalhar.

CALENDÁRIO LUNAR

Aos deputados recém empossados ou re-empossados: o calendário ainda marca fevereiro de 2011 e portanto estamos a quase dois anos das eleições municipais de 2012.

Uma coisa é fazer confabulações, articulações ou mesmo negociações preliminares.

Outra coisa, é ter a eleição de 2012 como obsessão.

Não podemos nos dar ao luxo de perder esses dois preciosos anos por conta de uma disputa que ainda está longe.

SUA EXCELÊNCIA BATE UM BOLÃO. NA PRAIA, NA PRAIA…


DEU NO JORNAL EXTRA
“Entre o carpete da Câmara dos Deputados e a areia da praia, o recém-empossado deputado federal Romário (PSB) deu mostras de que prefere sempre a segunda opção. Nesta quinta-feira (3), por volta de 17h, enquanto transcorria a primeira sessão legislativa no Parlamento neste ano, o ex-atleta participava de um outro tipo de sessão: uma animada pelada de futevôlei na praia da Barra da Tijuca, acompanhado de amigos inseparáveis da bola.

Romário — a exemplo de muitos parlamentares — até chegou a pisar no Congresso, recebeu presença e, logo depois, pegou o avião e voltou ao seu reduto eleitoral. No caso, o Estado do Rio de Janeiro, em mais um dia de sol escaldante e muita praia.”

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Nota do blog:

Ao contrário do que brada o grande filósofo contemporâneo Tiririca, pior que está, às vezes fica
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APOCALIPSE, NÃO!


Antes que os cavaleiros do apocalipse soltem fogos, uma informações precisa: a mudança de local da área do Porto Sul, de menos de dois quilômetros do projeto original, é justamente por conta da preocupação ambiental.

O projeto continua o mesmo, apenas a retroárea mudará da Ponta da Tulha para as proximidades de Barramares, onde a área já está degradada e o impacto ambiental é menor.

Uma equipe de biólogos, inclusive, está em Barramares, fazendo um levantamento preciso do local. O estudo está sendo feito a pedido do Ibama.

Mas, com certeza, ainda vão insistir na lenda dos tubarões devoradores da natureza.

UMA JUIZA DE FIBRA


Acabo de participar a gravação do programa NBlog, que vai ao ar nesta sexta-feira, às 19 horas, pela TV Cabralia/Record News.

O programa desta semana, comandado por Tom Ribeiro, debate a crise no sistema carcerário em Itabuna e a escalada do crack na região.

O programa conta com a presença deste blogueiro, do radialista Paulo Leonardo e da juíza Claudia Panetta.

A propósito da juíza, bastou um rápido contato com ela para perceber que se trata de uma pessoa séria, consciente do seu papel de magistrada e das dificuldades que encontra para atuar num judiciário repleto de grandes e pequenos vícios.

Enfim, uma guerreira, que certamente irá superar as tormentas da incompreensão, posto que combate o bom combate e luta por uma justiça efetivamente justa.

OFERENDA FUMACENTA


Deu no Pimenta na Muqueca:

“Uma guarnição da 69ª Companhia Independente da Polícia Militar, em Ilhéus, cuidava na tarde desta quarta-feira, 02, da segurança no Morro de Pernambuco, onde aconteciam os festejos de Iemanjá. De repente, em meio às oferendas, os soldados avistaram uma movimentação estranha e acabaram descobrindo um ponto de venda de drogas bem no meio da festa.
Ao perceber a aproximação dos policiais, os traficantes Tiago Silva Santos e Odinei Andrade Pereira ainda tentaram escapulir, mas foram alcançados mais adiante pelas motocicletas da 69ª CIPM. Com eles, havia 18 papelotes de maconha, pequena quantia em dinheiro e uma faca”.

Não deu nem que pra alegar que era oferenda pra Rainha no Mar.

Um charuto cubano até que seria bem vindo pra Iemanjá, mas maconha também é demais também. E molhada ainda por cima!





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