Pesquisador formado na Uesc é destaque na Revista Science
O pesquisador Alexander Birbrair, biomédico e foi formado pela Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), foi destaque na revista científica Science, que mostrou um estudo desenvolvido pelo grupo de pesquisadores de institutos norte-americanos ao qual ele pertence. Depois de formado na Uesc, ele fez doutorado em Neurociência pela Wake Forest University, dos Estados Unidos. Alexandre se destacou com o desenvolvimento de sistemas de cultivos de células-tronco hematopoiéticas em cultura para aplicações clínicas.
Atualmente pesquisando células no Albert Einstein College of Medicine, em Nova York, Alexandre explicou à revista que embora outros tipos de células-tronco sejam cultivadas em placas de Petri, “as células-tronco hematopoiéticas são muito difíceis de cultivar em laboratório”.
Science é a revista da Associação Americana para o Progresso da Ciência e uma das mais conceituadas do mundo. Ser publicado nela é um privilégio para poucos, entre eles Alexandre, que nasceu em Israel mas é naturalizado brasileiro “e nordestino”, acrescenta.
Israeli-baiano
Quando criança, ele morou em Fortaleza (CE), mas mudou para Ilhéus em 2005 para fazer o curso da Uesc. “Virei baiano de vez ali,” diz. Depois, ele fez estágio na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e doutorado em Neurociência na Wake Forest University, na Carolina do Norte, EUA.
Em 2014, Alexandre foi convidado por Paul Frenette para fazer pós-doutorado no Albert Einstein College of Medicine, em Nova York, onde faz hoje suas pesquisas de células-tronco e onde se originou o artigo que foi capa da Science.
São 11 autores. O primeiro é Jalal A. Khan, o correspondente é Paul Frenette e Birbrair é o único brasileiro do grupo. Acima de seu amor pela profissão, só a filha Tamar Ahava e Veranika, com ele na foto. A esposa é bielorussa e também adora o Brasil.
Células-tronco
Alexandre conta que decidiu ser pesquisador depois do acidente de um amigo, que ficou hemitetraplégico, sem movimento na metade do corpo. “Queria descobrir algum tipo de tratamento na área médica. Me sentia mal vendo tantas doenças e queria achar alguma solução”.
O “baiano” teve a quem puxar. Seu pai Lev Bribrair é professor de matemática na Universidade Federal do Ceará (UFC) e a mãe, Marina Sobolevsky, da Universidade Estadual do Ceará (UECE). Ele chegou a fazer vestibular na UFC, mas para medicina.
Não era bem o que ele queria. Foi o pai quem viu que na Uesc existia um curso de biomedicina, exatamente o que Alexandre desejava. “Tive muita sorte, porque encontrei um grupo muito bom, professores ótimos, com vida laboratorial e dando palestras o tempo todo”.
Ele teve como orientadores na iniciação científica Raquel Passos Rezende e João Carlos Teixeira Dias, que ainda são professores na Uesc. “Vários colegas se destacaram bastante, muitos estão em centros de pesquisa bem conceituados, um deles em Nova York, outro no Canadá”. (A Região Online)













