Jornalista para sempre!
Abril de 1977. Lá se vão 46 anos desde que o menino tímido e inseguro adentrou no jornal A Região, em Osasco, com um texto escrito a mão e foi recebido pelo dono do jornal, João Macedo de Oliveira. Não era o dono, acho que era um anjo, que me contratou na hora, talvez por bondade, talvez porque ali houvesse se dado a Epifania.
Naquela tarde chuvosa (como esquecer o tempo, tanto tempo depois?) me transformei no que já era desde os séculos e séculos amem. Jornalista. A Região, Diário de Osasco, O Batente (meu primeiro flerte com a imprensa de esquerda), Radio Iguatemi, Radio Difusora Oeste, Cidade Revista, esta ultima um projeto visionário com João Palma e Celso Villari, abatida por um cruzado. No caso o Plano Cruzado.
Em 1987, Alah sabe bem os motivos, o Sul da Bahia. Parecia um salto no escuro. Era a Luz. Por 13 anos, a TV Cabrália, pela intuição de Nestor Amazonas, e A Região (o mesmo nome outro anjo, que fingia ser demônio, mas era anjo), Manuel Leal. Minhas razões de viver e no caso de A Região, quase de morrer. Coberturas internacionais em Cuba e na Itália, reportagens memoráveis nos 500 ano do Brasil, a descoberta da fraude no Vestibular da Uesc, tráfico de crianças, a inacreditável história de Ferreirinha e Yolanda, o tráfico de crianças, a máfia dos cartões de crédito, um inesquecível programa especial nos 80 anos de Jorge Amado, e uma locomotiva com centenas de vagões de outras histórias.
O diretor de jornalismo que se transformou em Faculdade de Jornalismo. F..-se a modéstia!
Cansado de guerra, mas não de luta, o mergulho na assessoria de imprensa. Primeiro, Prefeitura de Itabuna, depois os Governos de Wagner Rui, Jerînimo. Esquerda volver. O indescritível prazer de fazer o que gosta com algo que se identifica.
Impossível resumir 47 anos de jornalismo num texto tão curto.
Daria um livro, que a propósito escrevi cinco, mas isso é outra história.
Combati o bom combate, evitei os atalhos para seguir o caminho muitas vezes tortuoso, mas que eu acreditava (e acredito!) ser o mais correto.
O futuro?
Nesses sombrios tempos onde o futuro pode se encerrar nos próximos segundos, reitero o que já escrevi uma vez, parafraseando um certo Tiradentes:
-Se mil vidas eu tivesse, em mil vidas seria jornalista…














