A temporada de férias chegou…

Gilza Pacheco
É dezembro, o Natal chega anunciando uma espécie de maratona rumo às compras e muita gente sofre com o aumento de stress e ansiedade, todo conforto dos Shoppings se transforma, os estacionamentos têm filas enormes, não há vagas, as lojas ficam cheias, nas ruas o trânsito lento e confuso das cidades abarrotadas de carros.
Mas sem precisar virar ermitão, é possível escapar dessa vibe urbana e encontrar lugares onde o tempo parece correr em outra velocidade. Um lugar para quem busca um respiro depois de um ano de trabalho e agitação. E se entre as montanhas o tempo parece andar mais devagar, as águas dos rios ainda correm límpidas e transparentes, regiões livres do peso da poluição causada pelo desenvolvimento urbano, com cidades que se descortinam como se fossem presépios. O ar puro, o eterno som do correr das águas e o canto dos pássaros estimulam a fazer quase tudo que é bom na vida, ou simplesmente não fazer nada, apenas descansar.
Mas Natal não é apenas uma época de troca de presentes e abraços, mas também o aniversário de Jesus e época de relembrarmos toda a nossa trajetória percorrida durante a vida, os nossos progressos e os nossos profundos sentimentos. Também a oportunidade de
revermos conceitos e pormos tudo em ordem, preparando-nos para um NOVO ANO.
Na “RECEITA DE ANO NOVO” o poeta Carlos Drummond de Andrade nos relembra que:
“…Para ganhar um ano-novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano-Novo cochila e espera desde sempre.”
E, com Mario Quintana, finalizo com um trecho do seu poema, “NO ANO PASSADO”
“…Atirei-me, pois, metaforicamente, pela janela do tricentésimo-sexagésimo-quinto andar do ano passado.
Morri? Não. Ressuscitei. Que isto da passagem de um ano para outro é um corriqueiro fenômeno de morte e ressurreição – morte do ano velho e sua ressurreição como ano novo, morte da nossa vida velha para uma vida nova.”
Assim, relembro a todos o verdadeiro significado do NATAL: amor, compaixão e solidariedade.
E, de repente, num momento fugaz,
os fogos de artifício anunciam
que o ano novo está presente
e o ano velho ficou para trás. Não importa a nação, não importa a língua, não importa a cor, não importa a origem, porque sendo humanos e descendentes de um só Pai,
lembramo-nos apenas de um só verbo: AMOR.
E, de repente, tomamos consciência do futuro venturoso, e de como é bom VIVER.













