Itabuna, 114 anos

Valter Luis de Oliveira Moraes
Minha bela e sofrida Itabuna, terra dos famosos cacaueiros, das aves que cantam nas florestas, dos povos indígenas resistentes, na luta contra a sanha dos coronéis.
Itabuna é a pedra preta dos grapiúnas, do rio cachoeira, belo e sorridente, onde gritam às vozes solidárias da beleza imponente, nas terras dos frutos de ouro escravizantes, presentes no mundo das mesas fartas e ausentes na miséria dos trabalhadores.
É à terra chorando suas dores: sangue e suor. É à terra dos contos de fadas, na certeza do que acontecerá com os trabalhadores: escravidão, fome, doenças, abandono, desgraça!
Terra promissora para alguns.
Chama S. José para fazer chover, molhar as terras sem letras dos coronéis, chove, chuva, para ver a miséria que ninguém vê.
Terra fértil, fruto rico, povo pobre, sem saber, sem cultura e abc, numa luta desigual, tiro, morte, vidas secas, cascavel, cobra-coral, tem também urubu e a carniça social.
Itabuna, conheça sua história!













