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livros do thame




Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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:: 24/out/2020 . 8:50

Boneca Gaiola

cecilia menezes

Oscar D’Ambrosio

A arte, com as questões que levanta, é uma maneira de escapar do mundo e de nos trazer de volta para ele. Cecília Menezes realiza justamente esses movimentos. A sua “Boneca Gaiola”, ao remeter, no mínimo, a dois aspectos importantes do universo feminino, traz um pensamento sobre a condição da mulher ao longo da história e no momento contemporâneo.
A imagem de sua cerâmica esmaltada evoca, por exemplo, as Santas de Roca do barroco mineiro, denominação que se dá as imagens sagradas feitas para serem carregadas em procissão e que, por terem uma armação de madeira, podiam ser vestidas. Por isso, recebiam também o nome de imagem de vestir, de bastidor ou de procissão.
A obra também se relaciona com as célebres “cage” crinolinas ou anáguas armadas que lembravam gaiolas de pássaros e eram usadas sob as saias para lhes conferir volume. Inicialmente feitas artesanalmente, com crinas de cavalo trançadas (daí seu nome), a partir de meados do século XIX, passaram a ser produzidas industrialmente, com tirantes e finos arames de aço.
Ao remeter tanto ao universo sagrado das santas como ao profano das mulheres do século XIX, a “Boneca Gaiola” surge como um alerta para a libertação da mulher de qualquer tipo de amarra que seja colocada em seu corpo e em sua mente, colocando-se em pé de igualdade , por mais que as condições históricas lhe tenham negado isso ao longo do tempo, para a construção de uma sociedade mais justa e equânime.
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oscar 2

Oscar D’Ambrosio (@oscardambrosioinsta) é jornalista pela USP, mestre em Artes Visuais pela Unesp, graduado em Letras (Português e Inglês) e doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Gerente de Comunicação e Marketing da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Coordena o projeto @arteemtempodecoronavirus.

A armadilha de focar no que queremos – quando já o temos

Basia Piechocinska

basia pier 6 (foto Ana Lee)Aquilo em que focamos aumenta em nossa vida. Se começarmos a pensar em carros azuis, começaremos a vê-los em todos os lugares. Se nos concentrarmos em todos os problemas do mundo, parecerá que eles estão aumentando. Se prestarmos atenção ao que amamos em alguém, veremos mais disso. Qualquer coisa que imaginarmos tende a se tornar central para nossa experiência.

Sabendo disso, pode-se decidir simplesmente se concentrar no que é desejado. No entanto, existe uma armadilha.   Ele surge quando, sem saber, já temos of que desejamos.

Sobreviver

jor 1Vamos dar uma olhada em alguns exemplos. Para começar, podemos olhar para a hierarquia de necessidades de Maslow. Isso é semelhante a uma pirâmide. Em sua base, temos as necessidades básicas. Temos a necessidade de respirar, depois a necessidade de água e depois de comida. Acima dele encontraremos necessidades como a necessidade de segurança ou abrigo. Então, temos necessidades sociais e, finalmente, auto-atualização pessoal. Parece lógico que primeiro precisamos ter nossas necessidades básicas atendidas. Se não conseguirmos respirar, não seremos capazes de fazer nada. E assim, pode-se pensar que seremos mais bem atendidos se nos concentrarmos em nossas necessidades de sobrevivência. Então, depois que elas forem atendidas, podemos tentar atender a algumas outras necessidades.

No entanto, é assim que nossa sociedade tende a funcionar em geral. A maioria das pessoas trabalha para conseguir dinheiro para sobreviver. Seu foco é atender às necessidades básicas. Isso leva a uma sociedade onde a maioria das pessoas passa a maior parte do tempo lutando. Quantas vezes por dia você ouve dizer que alguém está na luta da vida? Nossos momentos de alegria, contentamento, êxtase são poucos quando comparados aos momentos de sofrimento.

E assim, ao nos concentrarmos no que pensamos que mais precisamos, podemos satisfazer nossas necessidades de sobrevivência, mas não nos tornaremos indivíduos felizes. Talvez haja uma estratégia melhor para fazer isso.
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Flamenguistas querem esquecer o Jogo do Senta

senta

Walmir Rosário

walmirPor mais que eu goste de alguns amigos flamenguistas, não posso me furtar de lembrar as grandes goleadas aplicadas pelo Botafogo no Flamengo, que jamais serão apagadas da história do futebol. Em 10 de setembro de 1944 – prestes a completar 75 anos, portanto – o clássico disputado pelo Campeonato Carioca, em General Severiano, não acabou. Isso porque os jogadores do Flamengo, ao tomarem o quinto gol sentaram em campo.

Peço perdão pela lembrança aos meus amigos José Senna, Tolentino, Batista, dentre outros, mas não podemos deixar fato como esse apenas nos arquivos de jornais da época, pois não sou baú para guardar segredo. E olha que já vencemos o Flamengo por placares mais elásticos, como no Campeonato Carioca 1927, quando o Botafogo atropelou o Flamengo pelo placar de 9 a 2, na Fase única do certame.

Outros botafoguenses não abrem mão da partida em que o Botafogo venceu com facilidade o Flamengo por 5 a 0, no estádio General Severiano, na Fase 1º Turno do Campeonato Carioca 1924. Outro jogo famoso foi aquela goleada por 6 X 0, em 15 de novembro de 1972, em que os flamenguistas do famoso Canal 100 jogaram fora o filme com vergonha de tamanha derrota.

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