:: 24/out/2020 . 8:50
Boneca Gaiola

Oscar D’Ambrosio

Oscar D’Ambrosio (@oscardambrosioinsta) é jornalista pela USP, mestre em Artes Visuais pela Unesp, graduado em Letras (Português e Inglês) e doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Gerente de Comunicação e Marketing da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Coordena o projeto @arteemtempodecoronavirus.
A armadilha de focar no que queremos – quando já o temos
Basia Piechocinska
Aquilo em que focamos aumenta em nossa vida. Se começarmos a pensar em carros azuis, começaremos a vê-los em todos os lugares. Se nos concentrarmos em todos os problemas do mundo, parecerá que eles estão aumentando. Se prestarmos atenção ao que amamos em alguém, veremos mais disso. Qualquer coisa que imaginarmos tende a se tornar central para nossa experiência.
Sabendo disso, pode-se decidir simplesmente se concentrar no que é desejado. No entanto, existe uma armadilha. Ele surge quando, sem saber, já temos of que desejamos.
Sobreviver
Vamos dar uma olhada em alguns exemplos. Para começar, podemos olhar para a hierarquia de necessidades de Maslow. Isso é semelhante a uma pirâmide. Em sua base, temos as necessidades básicas. Temos a necessidade de respirar, depois a necessidade de água e depois de comida. Acima dele encontraremos necessidades como a necessidade de segurança ou abrigo. Então, temos necessidades sociais e, finalmente, auto-atualização pessoal. Parece lógico que primeiro precisamos ter nossas necessidades básicas atendidas. Se não conseguirmos respirar, não seremos capazes de fazer nada. E assim, pode-se pensar que seremos mais bem atendidos se nos concentrarmos em nossas necessidades de sobrevivência. Então, depois que elas forem atendidas, podemos tentar atender a algumas outras necessidades.
No entanto, é assim que nossa sociedade tende a funcionar em geral. A maioria das pessoas trabalha para conseguir dinheiro para sobreviver. Seu foco é atender às necessidades básicas. Isso leva a uma sociedade onde a maioria das pessoas passa a maior parte do tempo lutando. Quantas vezes por dia você ouve dizer que alguém está na luta da vida? Nossos momentos de alegria, contentamento, êxtase são poucos quando comparados aos momentos de sofrimento.
E assim, ao nos concentrarmos no que pensamos que mais precisamos, podemos satisfazer nossas necessidades de sobrevivência, mas não nos tornaremos indivíduos felizes. Talvez haja uma estratégia melhor para fazer isso.
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Flamenguistas querem esquecer o Jogo do Senta

Walmir Rosário
Por mais que eu goste de alguns amigos flamenguistas, não posso me furtar de lembrar as grandes goleadas aplicadas pelo Botafogo no Flamengo, que jamais serão apagadas da história do futebol. Em 10 de setembro de 1944 – prestes a completar 75 anos, portanto – o clássico disputado pelo Campeonato Carioca, em General Severiano, não acabou. Isso porque os jogadores do Flamengo, ao tomarem o quinto gol sentaram em campo.
Peço perdão pela lembrança aos meus amigos José Senna, Tolentino, Batista, dentre outros, mas não podemos deixar fato como esse apenas nos arquivos de jornais da época, pois não sou baú para guardar segredo. E olha que já vencemos o Flamengo por placares mais elásticos, como no Campeonato Carioca 1927, quando o Botafogo atropelou o Flamengo pelo placar de 9 a 2, na Fase única do certame.
Outros botafoguenses não abrem mão da partida em que o Botafogo venceu com facilidade o Flamengo por 5 a 0, no estádio General Severiano, na Fase 1º Turno do Campeonato Carioca 1924. Outro jogo famoso foi aquela goleada por 6 X 0, em 15 de novembro de 1972, em que os flamenguistas do famoso Canal 100 jogaram fora o filme com vergonha de tamanha derrota.
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