João Palma

joão palmaHonrado pelo convite de Daniel Thame para ocupar espaço aqui no blog, decidi iniciar a coluna com algumas observações sobre o desprezo pela leitura no país.

O Brasil, infelizmente, não está preocupado em formar leitores em larga escala. Forma leitores, claro que sim, mas não na medida necessária para acordarmos o tal gigante adormecido, a força motriz para o desenvolvimento da Nação.

Fazer a criança gostar de ler deve preceder ao próprio aprendizado da leitura e essa tarefa precisa começar em casa com a família que, convenhamos, prefere televisão. Ao governo cabe a responsabilidade de intermediar, propor, apoiar e direcionar ações que possam ir muito além da compra de livros para distribuir às unidades escolares ou da criação de bibliotecas, pura e simplesmente. À escola cabe a responsabilidade de, mais que ensinar a ler, ensinar a apreender o que é lido.

No âmbito federal, embora existam mais de uma dezena de programas de incentivo à leitura e de acesso aos livros o que fica evidente é que não há conexão desses programas com a formação exponencial, necessária e esperada de novos leitores.

dia de ler 1Mais da metade dos professores entrevistados para uma pesquisa nacional sobre leitura disseram que não tinham lido nenhum livro nos três meses que antecederam ao levantamento estatístico; outras fontes, também oficiais, revelam que 38% dos universitários apresentam sérias dificuldades na utilização da leitura e escrita em suas atividades cotidianas e que mais de 70% da população jamais entrou em uma biblioteca.

A coisa é séria e requer ações competentes e rápidas.

Na próxima coluna comento mais. Até lá.

*João Palma,61, é o idealizador da mobilização nacional pela leitura diadelertododia