:: 5/jul/2014 . 15:03
A dor de Neymar é a dor do Brasil. E pode ser a chave para o Hexa

O Brasil comemora a classificação para as semifinais da Copa do Mundo após mais uma vitória suada contra a Colombia, arrancada com bom futebol e com o coração.
E lamenta a contusão que tirou Neymar da Copa. Uma agressão covarde do colombiano Zuñiga, que claramente buscou atingir o brasileiro.
Neymar, mesmo não atuando bem contra o Chile e a Colombia é o único fora de série num time apenas esforçado, que tem nos zagueiros David Luiz e Thiago Silva os protagonistas da Copa.
Era, porque está fora.
Pois o que está ruim pode melhorar e não piorar. Sem Neymar, para quem iam todas as bolas, pode surgir um time ainda mais compacto, mas guerreiro.
Mais raivoso, no bom sentido na palavra, e com Felipão ainda mais motivador de um grupo fechado, unido.
É a chave do Hexa.
Os alemães que tranquem as portas, porque a Seleção Brasileira vem ai, carregando todo um país com ela.
Da Copa do Medo a #copadascopas
Leonardo Attuch
Falar sobre a mudança de humor dos brasileiros em relação à Copa do Mundo jogada fora de campo – a que não depende do desempenho da seleção canarinho – é chover no molhado. Antes, dizia-se que os brasileiros seriam expostos a um vexame internacional naquela que seria a “Copa do Medo”. Agora, como os aeroportos funcionaram, os estádios encantaram o mundo e a média de gols tem sido uma das maiores da história, vive-se o sonho da #copadascopas. Uma mudança de clima que se refletiu na mais recente pesquisa eleitoral Datafolha, que apontou o crescente orgulho dos brasileiros com o Mundial e uma recuperação de terreno por parte do governo Dilma.
Esse novo ambiente decorre do que já foi dito (aeroportos, estádios, etc.), mas também de um competente trabalho de comunicação iniciado a partir de uma mudança de postura da própria Dilma Rousseff. O marco zero foi a decisão de receber cronistas esportivos para um jantar no Palácio do Planalto. A governante antes avessa a entrevistas deu lugar a uma Dilma aberta, sorridente e disposta a discutir futebol, escalação do time e até mesmo problemas de organização do Mundial até altas horas da madrugada – no primeiro desses encontros, ela admitiu que, se dependesse dela, teriam sido construídas oito arenas, e não 12.
Aos poucos, o ambiente predominantemente hostil dos grupos de mídia nacionais à Copa, salvo publicações como ISTOÉ, que desde cedo anteciparam o sucesso do Mundial, começou a ser corroído por dentro, nos cadernos de esporte. Se as manchetes dos jornais apontavam problemas, as colunas especializadas, aos poucos, entravam no clima de festa.
Depois dos cronistas esportivos, vieram os correspondentes internacionais, interessados também no mesmo tema: afinal, o Brasil estava pronto ou não para a Copa? Superada a tensão inicial dos primeiros dias, uma reportagem do “The New York Times” foi a primeira a falar em “Copa dos sonhos” depois de previsões de “juízo final”. Um tiro certeiro contra o chamado “complexo de vira-latas”, herança amarga de uma sociedade ainda contaminada pela mentalidade colonial.
Ora, se as opiniões que chegavam de fora apontavam a realização da #copadascopas, os porta-vozes locais da teoria do vexame internacional teriam que, rapidamente, recolher seus tanques. Até porque, aos poucos, a população começava a se dar conta de que havia sido enganada pelos catastrofistas. Resultado: com essa virada, Dilma ganhou capital político e pretende usá-lo sem cerimônia daqui até as eleições presidenciais. É do jogo.
Wagner autoriza obras de abastecimento de água em Mirangaba
Os moradores da zona rural do município de Mirangaba, no centro-norte do estado, serão beneficiados com a extensão da rede de abastecimento de água. O governador Jaques Wagner assinou a ordem de serviço que autoriza o início das obras na manhã desta sexta-feira (4), em cerimônia realizada no distrito de Taquarendí.
O investimento de R$ 1 milhão beneficia mais de 2.500 habitantes, que passam a contar com água tratada. Além de Taquarendí, a ampliação vai atender os moradores dos povoados de Mandacarú e Volta da Serra.
“É uma obra esperada pela população há mais de 20 anos e agora vamos iniciar a execução para entregar essa ampliação no prazo de seis meses”, disse Wagner. A obra contempla a implantação de 21 quilômetros em rede distribuidora e mais de 600 ligações intradomiciliares. O prazo para execução é de 180 dias, contados a partir da assinatura da ordem de serviço.
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