essa cama já não te pertence

Elize Matsunaga,  foi transferida nesta quarta-feira da Cadeia Pública de Itapevi (Grande São Paulo), onde estava desde a noite do dia 5 deste mês, para o Complexo Penitenciário de Tremembé, no interior de São Paulo.

Por abrigar condenados e acusados de crimes de grande repercussão, o complexo de Tremembé é conhecido como “Presídio de Caras”, uma referência à revista de celebridades.

Ontem, o juiz Adilson Paukoski Simoni, do 5º Tribunal do Júri da capital, transformou Elize em ré no processo criminal no qual é acusada pela Polícia Civil e pela promotoria de ter matado e esquartejado o marido, o executivo Marcos Matsunaga, 41.

Ao transformar Elize em ré, o magistrado também transformou a prisão temporária dela (que terminaria amanhã) em preventiva (até possível julgamento). Por isso, Elize foi levada para a penitenciária no interior paulista.

Em Tremembé, Elize, bacheral em direito e com formação técnica em enfermagem, será vizinha de presas como a ex-estudante de direito Suzane von Richthofen, condenada a 38 anos de prisão pela morte dos pais, e Anna Carolina Jatobá, condenada pela morte da enteada, Isabella Nardoni, 5.

Quando esteve na Cadeia Pública de Itapevi, Elize ficou em um cela isolada. Ao todo, a Cadeia Pública de Itapevi abrigava outras 80 mulheres quando Elize esteve lá.

Na manhã do dia 8 deste mês, Elize, segundo policiais, comparou a cela com a cobertura onde vivia até ser presa, na Vila Leopoldina (zona oeste de São Paulo).

Segundo o relato, ela disse que o local era menor do que a cama em que dormiu até o dia 4, quando foi presa pela morte do marido. (do Uol)