PLAZA DE MAYO-ARAGUAIA, SEM ESCALAS
O movimento das mães da Plaza de Mayo, em Buenos Aires, na Argentina, é um dos símbolos da indignação contra a brutalidade das ditaduras militares que se instalaram não apenas na Argentina, mas em todo o Cone Sul, nos sombrios anos 60-70, o Brasil incluído.
Há décadas as mães da Plaza de Mayo choram não apenas por Justiça, mas por um fiapo dos corpos dos filhos desaparecidos durante a ditadura.
O mesmo sentimento que move as famílias dos militantes mortos durante a guerrilha do Araguaia, onde o Exército adotou como prática o assassinato e ocultamento dos corpos.
Mães, pais, irmãos, esposos, esposas, amigas até hoje sofrem a dor de não saber o destino de entes queridos ou se ao menos poder conceder um sepultamento digno a quem deu a vida lutando pela liberdade. É o caso do médico gaucho João Carlos Hass sobrinho, o dr. Juca, assassinado pelos militares no Araguaia, cujos restos mortais não foram localizados até hoje.
Plaza de Mayo, Araguaia. Lembrar sempre, para não esquecer nunca.














