UM SÃO JOÃO REAL
Nem guerra de espadas nem astros do axé-forró. Mesmo com a ausência desses dois ingredientes que fazem o sucesso dos festejos juninos (apesar do aumento no tom das críticas dos defensores da manutenção da festa tradicional), o São João em Rio Real, promovido pela prefeitura local. “bombou”. Sem a presença de grandes estrelas do chamado “forró de plástico” e sem a guerra de espadas que é o ponto alto de cidades como Cruz das Almas, Senhor do Bonfim e outras do interior baiano, Rio Real praticamente dobrou sua população neste São João com atrações que, simplesmente, resgataram o charme e, porque não dizer, a inocência das festas juninas de antigamente.
As ruas calçadas com paralelepípedos serviram de palco para ginetes e seus cavalos (e até bois) bem arreados, pedestres fantasiados de “lampiões”e “marias bonitas”ou simplesmente de caipiras. Todos, muito, mas muito animados. Claro que não faltaram bandas e shows. No entanto, a predominância foi de artistas locais e do forró pé de serra do mais legítimo que se apresentaram na praça principal da cidade em todos os dias dos festejos juninos que só serão oficialmente encerrados no próximo dia 9 de julho com a festa do distrito do Loreto.
O fato é que, sem espadeiros se digladiando nas ruas de casas em estilo colonial na sua maioria e sem os grandes nomes da indústria do Axé-Music ou “forró de plástico” como desdenha o professor André, Rio Real, com seus laranjais, sua Alvorada Estadual e seu Desfile de Carroças faz uma festa junina “das antigas” com tudo do bom e do melhor dos dias de hoje. Uma boa dica para o seu roteiro de São João do ano que vem.














