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Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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:: 8/fev/2010 . 17:50

Uma casa de portas sempre abertas


Doze presos da cadeia pública de Buerarema, cidade vizinha a Itabuna, aproveitaram o final de semana para, digamos, desfrutar as delícias da liberdade.

Na madrugada de sábado para domingo, eles cavaram um túnel na carceragem e deixaram o local sem serem notados. A fuga só foi descoberta pela Polícia Militar na manhã de domingo.

Fugas de cadeias públicas no Sul da Bahia, nas pequenas e médias cidades e até em Itabuna, onde a Casa de Detenção fica dentro do Complexo Policial, não chegam a ser propriamente uma novidade.

Ao contrário, são uma lamentável rotina, ampliando ainda mais o quadro de insegurança, posto que marginais de altíssima periculosidade ganham as ruas com extrema facilidade e voltam a aterrorizar a população.

Esse tipo de fuga, que talvez nem mereça o nome de tão fácil que é sair da cadeia, pode ser encarada como um misto da falta de estrutura das delegacias e de uma mal disfarçada conivência de alguns agentes policiais, que costumam ter acessos súbitos de “cegueira”.

Trata-se de um problema grave e ao mesmo tempo recorrente, sem que se tomem as necessárias providências para evitá-lo. E não é algo que exija grandes investimentos, além é claro de coibir a ação dos maus policiais, aqueles acometidos da tal ”cegueira”.

O que já era um convite à liberdade, nessas casas de detenção que parecem estar com as portas sempre abertas para quem deseja sair (visto ser improvável que alguém queira entrar, ao menos por livre e espontânea vontade) parece ter se tornando ainda mais fácil com a posição dos policiais civis, que se negam a continuar fazendo a guarda dos presos.

Em campanha salarial e como forma de pressionar o governo, eles usam o argumento de que a custódia de presos é um dever da Justiça.

O argumento é legal, mas a tentativa de pressão é evidente: atendidos os seus pleitos, os policiais voltarão fazer a custódia, o quem é bom que se diga, em absoluto garante que as fugas irão cessar.

Ainda assim, esse tipo de “queda de braço” entre policiais e governo só serve para penalizar o cidadão comum, que clama por mais segurança e que, diante de tanta violência, vê tolhido o seu direito de ir e vir.

A bandidagem, livre, leve e solta, agradece.

METAS ABERTAS

Feito as cadeias públicas, no Campeonato Baiano, as defesas do Colo Colo e do Itabuna, tem se oferecido aos adversários como portas abertas.
E tome gols e derrotas em série.
O Colo Colo brilha galhardamente na lanterna e o Itabuna se esforça para fazer companhia ao co-irmão.

POLÍTICA TAMBÉM É CULTURA


Um político que estava em plena campanha chegou a uma cidadezinha, subiu em um caixote e começou seu discurso:

– Compatriotas, companheiros, amigos! Nos encontramos aqui convocados, reunidos ou ajuntados para debater, tratar ou discutir um tópico, tema ou assunto, o qual é transcendente, importante ou de vida ou morte. O tópico, tema ou assunto que hoje nos convoca, reúne ou ajunta, é minha postulação, aspiração ou candidatura à Prefeitura deste Município.

De repente, uma pessoa do público pergunta:
– Escute aqui, por que o senhor utiliza sempre três palavras para dizer a mesma coisa?

O candidato responde:
– Pois veja, meu senhor: A primeira palavra é para pessoas com nível cultural muito alto, como poetas, escritores, filósofos etc. A segunda é para pessoas com um nível cultural médio como o senhor e a maioria dos que estão aqui. E a terceira palavra é para pessoas que têm um nível cultural muito baixo, pelo chão, digamos, como aquele bêbado ali jogado na esquina.

De imediato, o bêbado se levanta cambaleando e responde:
– Senhor postulante, aspirante ou candidato! (hic) O fato, circunstância ou razão de que me encontre (hic) em um estado etílico, bêbado ou mamado (hic) não implica, significa, ou quer dizer que meu nível (hic) cultural seja ínfimo, baixo ou ralé mesmo (hic). E com todo o respeito, estima ou carinho que o Sr. merece (hic) pode ir agrupando, reunindo ou ajuntando (hic), seus pertences, coisas ou bagulhos (hic) e encaminhar-se, dirigir-se ou ir diretinho (hic) à leviana da sua genitora, à mundana de sua mãe biológica ou à puta que o pariu!





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