WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia

livros do thame




Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

outubro 2009
D S T Q Q S S
 123
45678910
11121314151617
18192021222324
25262728293031


:: out/2009

Sai da frente, que atrás vêm um irresponsável

Não apenas atrás, mas às vezes no sentido contrário também. Basta circular pelas rodovias brasileiras, o Sul da Bahia incluído, para entender as razões de tantos acidentes com milhares feridos e de vítimas fatais. Tome-se como (mau) exemplo o trecho da rodovia BR 101 entre Itabuna e Eunápolis.

É só começar a circular na rodovia para constatar que a irresponsabilidade não tem limites.

Há sempre um motorista de ônibus ou de caminhão, certamente empolgado com o tamanho do veículo, cometendo algum tipo de imprudência, de ultrapassagens arriscadas ao excesso de velocidade.

O pobre coitado do motorista de carro pequeno que der o azar de ficar atrás de um caminhoneiro ou motorista de ônibus mais apressado que trate de dar passagem, mesmo que isso implique em colocar a própria vida em risco.

Existem nestes quase 220 quilômetros de estrada entre Itabuna e Eunápolis, alguns trechos críticos, onde a repetida ocorrência de acidentes recomenda, no mínimo, prudência. Um desses pontos críticos é uma curva nas proximidades da entrada de Arataca, onde mortes por acidentes se tornaram uma triste rotina.

Em vez da esperada cautela, imprudência e mais imprudência. Motoristas fazem a curva em velocidade absurda e arriscam ultrapassagens que são um convite macabro a uma colisão de conseqüências imprevíseis.

Ou, previsíveis até demais.

No trecho entre o povoado de Paraíso e Itapebi, subidas, descidas e inúmeras curvas, igualmente recomendam prudência por parte dos motoristas.

Perda de tempo. O festival de barbaridades se estende por todo o trecho, como é se imaginar que se estenda por todas as rodovias brasileiras.

O inacreditável é que nada é a feito para coibir a irresponsabilidade, nem campanha educativa e nem a necessária punição para os motoristas que mais se assemelham a assassinos ao volante.

São apenas dois postos policiais e ainda assim raramente alguém é parado. Não existem viaturas circulando pela rodovia, o que em tese poderia reduzir os índices de imprudência.

Sem fiscalização, os maus motoristas sentem-se a vontade para colocar em riscos os condutores que dirigem com responsabilidade, muitas vezes vítimas inocentes dessa máquina de matar em que se transformou o trânsito brasileiro.

Uma situação absurda, que se repete diariamente e que se traduz em estatísticas alarmantes, que infelizmente não alarmam nem provocam a necessária reflexão.

Hoje, chega-se em casa após uma viagem de carro como que chega de uma guerra, na condição de sobrevivente.

Na prática, o que há a mesmo uma guerra insana, em que o veículo se transformou numa máquina mortal.

ESSE RUBIN GANHA


A gente fica reclamando do baixo nível técnico do Campeonato Brasileiro, mas a badalada Copa dos Campeões da Europa não é lá essa cocacola toda.

E não é que o desconhecido Rubin Kazan, lá dos confins da Rússia, acaba de ganhar de 2×1 do badalado Barcelona de Messi & Cia em pleno Camp Nou, num jogo ruim de doer.

Por outro lado, pelo menos temos um Rubim que ganha alguma coisa.

Por que o nosso Rubin Barrichelo…

O CARTAZ OFICIAL DO FILME

Esse é o cartaz oficial do filme “Lula, o Filho do Brasil”, que estréia em janeiro de 2010.

É a história do retirante nordestino Luiz Inácio, que virou Lula e depois virou “o cara”, como diria um tal de Barack.

DONA ENEDINA NO JN

Dona Enedina, a ilheense que aos 100 anos se alfatebizou pelo TOPA, encerrou o Jornal Nacional de quinta-feira, e foi citada como um exemplo de perseverança.

Enfim, boa notícia também é notícia. Veja o vídeo do JN

Adivinhem quem paga o pato?

O Pacto conta a Violência, uma proposta que envolve (ou deveria envolver) todos os segmentos da sociedade civil organizada em Itabuna, é uma dessas ótimas ideias, dignas de apoio e aplausos.

No papel, o pacto tem o objetivo de promover ações conjuntas que envolvem projetos de inclusão social, melhoria da infra-estrutura urbana e combate à criminalidade.

Tudo dentro de uma visão correta de que ninguém nasce bandido e que muitos dos facínoras que matam, estupram e roubam são subprodutos perversos do meio em que vivem; onde o mundo do crime é o único caminho, diante da completa falta de perspectivas de vida.

Em sendo assim, é salutar que todos se mobilizem, já que o combate à violência não passa apenas pela ação dos órgãos públicos, sejam eles municipais, estaduais ou federais.

Trata-se de um trabalho árduo, que exige dedicação, desprendimento e espírito público.

Não se trata de um hobby de alguém entediado e nem de uma maneira fácil de ganhar os holofotes da mídia.

É algo para quem sabe que terá imensos desafios pela frente e está disposto a encará-los.

O Pacto contra a Violência é mais do que necessário, num momento em que a cidade se vê às voltas com uma onda de violência sem precedentes em sua história quase centenária, com assassinatos diários, assaltos e arrombamentos contados às centenas e com o tráfico de drogas impondo o medo e o terror nos bairros mais carentes da periferia.

Uma cidade assustada e que necessita justamente de uma ação desse porte, capaz de a médio e longo prazos trazer um pouco de tranqüilidade a uma população que se tornou refém da bandidagem.

O problema é que, realizadas várias reuniões, o Pacto contra a Violência ainda não conseguiu superar a barreira que separa a boa intenção da ação.

Pior ainda: já começam a surgir acusações mútuas de boicote e desinteresse, partindo justamente daqueles que deveriam conduzir o processo.

Em vez do consenso e da união em torno de um objetivo nobre, o desentendimento e a desunião.

Não é por ai.

É preciso que cada um faça a sua parte e que as partes se tornem um todo, para que a violência seja combatida em todas as suas vertentes.

Para que um dia, quem sabe, o Pacto contra a Violência se torne num Pacto pela Manutenção da Paz.

Se o caminho a ser seguido não for esse, adivinhem quem paga o pato?

-0-0-0-0-0-

Quarta-feira, dia 14, por volta das 16 horas, numa rua próxima à Santa Casa de Misericórdia, bairro Pontalzinho, Itabuna.

Quatro jovens tentam assaltar duas estudantes, exigindo a carteira e os telefones celulares.

Um morador presencia a cena e, sem titubear, saca o revólver e atira.

Poderia ter atingido os bandidos como poderia ter atingido as estudantes ou alguém que passasse pela rua.

Felizmente não atingiu ninguém, mas a cena dá bem uma dimensão do estado a que chegamos diante de insegurança em Itabuna.

Uma triste dimensão.

Ainda é preciso perguntar quem pago o pato caso o pacto fique no blablablá?

Os sem terra, os sem juízo e os sem escrúpulos

As avaliações sobre a depredação de uma fazenda que produzia laranjas no interior de São Paulo, comandada por irresponsáveis travestidos liderança do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terras, o MST, estão meio fora de foco.

Tudo bem que algumas lideranças do MST, como João Pedro Stedile e José Rainha, mereciam estar bem trancados numa camisa de força em um hospício, mas jogar a culpa pelos recentes atos de vandalismo no presidente Lula, acusando-o de, no mínimo, ser conivente com os ataques a propriedades rurais, é de um primarismo tolo, uma tentativa nada sutil de provocar estragos na imagem do presidente e, por tabela, afetar a candidatura de Dilma Roussef em 2010.

A associação a que pertencem os lunáticos que destruíram máquinas, casas e laranjais em São Paulo, recebe recursos do Governo Federal assim como centenas de outras ONGs ligadas aos sem-terra recebem.. Não é por isso que todo mundo vai sair por aí destruindo o patrimônio público ou privado.

Os atos de vandalismo cometidos sob a vasta bandeira do MST devem ser condenados com veemência, incluindo punição para os responsáveis, mas não se pode, por conta da eleição que se avizinha, tentar transformar em regra o que é exceção.

Como se toda ONG ligada ao MST que recebe recursos do Governo Federal tivesse como único fim promover a baderna.

A regra são mobilizações pela Reforma Agrária e assentamos em que as famílias tem condições de produzir e levar uma vida digna, mesmo que parte da mídia tente mostrar esses assentamentos como uma espécie de “favelas rurais”.

É a mesma mídia que chega ao absurdo de comparar o MST com as FARCs, as terríveis Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, que de movimento guerrilheiro, passou a atuar como bando, promovendo seqüestros e se associando ao narcotráfico.

Não há nenhuma, repita-se aqui, nenhuma evidência de que o MST tenha derivado para esse tipo de atividade. Mais do que isso, embora defenda o socialismo, o movimento não prega nenhuma revolução, até porque isso não teria o menor sentido num país que tem como presidente um ex-operário metalúrgico.

Sair “fabricando” bandidos e quadrilhas com o claro interesse eleitoreiro não é o melhor caminho, nem vai dar o resultado esperado. Lula já apanhou o que tinha de apanhar, com acusações bem mais pesadas do que financiar, por vias indiretas, um ato de vandalismo.

Continua com sua imagem sem arranhões e deve ser um cabo eleitoral decisivo numa eventual candidatura de Dilma, mas parece que a oposição, amparada pela mídia, não aprende.

Nessa história de sem terras, há que se condenar os sem juízo, mas também alertar para os sem escrúpulos, que mudam o filme, mas mantém o mesmo roteiro, como se fantasmas trazidos repetidas vezes à tona tivessem o dom de assustar.

A história recente mostra que não assustam, visto que fantasmas, como as bruxas, não existem, embora haja os que creiam e apostem neles.

FUTEBROXANTE


Tudo bem, a Seleção Brasileira já estava classificada, ganhou do Uruguai em Montevideo, da Argentina em Rosário, venceu a Copa das Confederações, tal e coisa, coisa e tal.

Mas fechar as Eliminatórias perdendo da Bolívia e empatando com a Venezuela, duas galinhas mortas, é o que pode se chamar de final broxante.

Enfim, vamos ao Mundial da África do Sul e seja o que Deus quiser, até porque tem pouca galinha viva e nenhum galo mestre no futebol atual.

Arataca, minas e frutos de ouro


Conta a lenda, que o tempo e a falta de esperança estão tratando de manter viva apenas na memória dos moradores mais antigos, que em Arataca, pequena cidade da Região Cacaueira da Bahia, existe um veio de ouro que começa no pé da serra, corta uma parte da área urbana e termina exatamente no subsolo da Igreja Matriz.

A lenda conta ainda que tamanha riqueza permanecerá eternamente nas profundezas enquanto a igreja não for demolida, coisa que os padres que cuidam do templo nem cogitam fazer.

As sagradas paredes da Igreja Matriz e tudo de mais sagrado que ela abriga em seu interior não correm o risco de serem postos abaixo para que caçadores de fortunas arranquem do ventre do solo o ouro que, a julgar pela indiferença com que o assunto é tratado na cidade, só existe mesmo na imaginação.

Ou no desejo contido -e impossível de realizar- de que o tempo ande para trás.

E que a cidade reviva um tempo em que existia ouro e ele não estava sob o solo, mas brotava do solo.

Mais precisamente um “fruto de ouro” que atendia pelo nome de cacau.

Arataca, a exemplo de outras tantas cidades do Sul da Bahia, como Jussari, Santa Luzia, Camacan, Buerarema, Uruçuca, Coaraci, Itajuipe, Una e Ubaitaba viveu, sim, o seu ciclo de ouro.

Eram tempos, que hoje igualmente parecem lenda, em mesmo que a maior parte dos ganhos fizesse a riqueza nababesca dos produtores de cacau, o dinheiro circulava e, de uma forma ou de outra, todos se beneficiavam com aquele fruto fantástico, que exigia poucos cuidados e dava duas safras por ano.

Um ciclo de riqueza que parecia interminável e que uma doença fulminante chamada vassoura-de-bruxa tratou de encerrar com tons apocalípticos.

Em menos de uma década, o que era riqueza se transformou em pobreza.

Cidades cheias de gente e de vida, a exemplo de Arataca, viram a população diminuir, com o êxodo rural e a migração dos moradores para bolsões de miséria de Itabuna e Ilhéus, ou para o inexistente paraíso paulista, onde os potes de ouro das oportunidades de trabalho se tornaram cada vez mais escassos.

Nas fazendas semi-abandonadas, cacaueiros antes carregados de frutos valiosos, hoje exibem as cicatrizes da vassoura-de-bruxa, com seus galhos mortos e seus frutos podres.

A mata virou pasto e onde havia cacau, hoje há predominantemente gado. No quesito emprego, a conta é perversa: numa fazenda onde 30 trabalhadores cuidavam das roças de cacau, e ali viviam com a família, hoje trabalham apenas dois vaqueiros.

Numa situação dessas, não há mesmo como acreditar em potes de ouro no final do arco-íris e nem em minas de ouro sob o chão da Igreja Matriz.

Talvez dê para acreditar que exista, não apenas no papel mas também na prática, uma política de recuperação que, se não tenha o dom de transformar novamente o fruto em ouro, que pelo menos ofereça condições para que esse fruto, aliado a outros cultivos, à agroindústria e ao turismo sustentável, alavanque um novo ciclo, em que não dependamos de veios de ouro descendo das serras, nem nos atemorizemos com as bruxas e suas vassouras devastadoras.

ILUSTRÍSSIMO SENHOR BANDIDO

Em vitória da Conquista, no Sudoeste da Bahia, Pedro Paulo Rocha, dono de uma lan house encontrou um jeito sui generis para tentar reduzir a onde de assaltos a seu estabelecimento comercial: tascou na entrada uma faixa com os dizeres “Senhores assaltantes, peço-lhes um tempo… Fui roubado três vezes em 20 dias. Respeitosamente, Cyber Conquista”.

Segundo ele, os ladrões precisam ter paciência e parar de roubá-lo senão, assim, não haverá condições dele ter dinheiro sequer para abastecer os marginais que praticamente viraram “sócios” da lan house.

A foto e as informações são do Correio da Bahia.

Cômico, não fosse trágico.

PEGA LEVE


Os acidentes com vítimas fatais continuam banhando de sangue as rodovias que cortam o Sul da Bahia, como a BR 101.

Na maioria esmagadora dos casos, os acidentes são provocados pela imprudência, potencializada pelo consumo de álcool.
Como se sabe, beber e dirigir são práticas absolutamente incompatíveis.

O problema, é que apesar de inúmeras campanhas orientando para os riscos de beber e dirigir, incluindo os comerciais de cerveja que fazem o alerta por determinação legal, muita gente continua ignorando os riscos e arriscando a própria vida e a vida dos outros.

Na noite da última quarta-feira, três dos quatro ocupantes de um Golf morreram quando o carro se chocou violentamente com um caminhão.

As vítimas, com idades entre 18 e 29 anos, vinham de Eunápolis para passar o feriado de Nossa Senhora Aparecida em Ilhéus.

O que seria alegria e lazer, se transformou-se em dor e tragédia. Mais uma, entre as tantas tragédias que se tornaram rotina nas estradas brasileiras.

Para reforçar a hipótese de imprudência, foram encontradas várias garrafas vazias de cerveja no Golf, que ficou completamente destruído. A comprovação da ingestão ou não de álcool vai depender de exames, mas isso não trará de volta à vida os três mortos na colisão.

Somados às campanhas educativas, esses acidentes brutais deveriam servir de alerta para os demais motoristas, mas lamentavelmente parecem ao ter efeito algum.

Além do consumo de bebida, é comum verificar o excesso de velocidade e ultrapassagens irresponsáveis, como se ganhar alguns minutos na viagem compensassem o risco de acidentes.

Não compensa, e aí estão os acidentes para demonstrar isso.

Como educação no trânsito parece não funcionar, o jeito é aumentar a fiscalização e punir com rigor os motoristas que forem pegos consumindo bebidas alcoólicas ou cometendo infrações de graves.

Mas tem que ser punição grave, com a apreensão da carteira de motorista e a retenção do veículo, única maneira de evitar que assassinos em potencial travestidos de motoristas continuem espalhando sangue pelas estradas.

Feriadão chegando, resta clamar que os motoristas peguem leve e entendam de uma vez por todas que beber e dirigir não desce redondo nem quadrado.

-0-0-0-0-0-

Durante o feriadão a Polícia Rodoviária vai realizar a Operação Nossa Senhora Aparecida.

Que a santa padroeira do Brasil nos proteja!





WebtivaHOSTING // webtiva.com.br . Webdesign da Bahia