:: ‘Parada Gay’
Parada Gay em Ilhéus: o morto que não morreu…
De acordo com o radialista Fábio Roberto, o suposto traficante Márcio Ribeiro (foto), baleado na noite deste domingo (03), após a Parada Gay de Ilhéus, resistiu aos ferimentos não faleceu no local como foi noticiado.
Conhecido como Labaco, o homem de 29 anos foi alvejado por seis tiros, dois dos quais teriam atingido a cabeça. Ele é apontado como comandante do tráfico de drogas na Rua Luiz Gama, em Ilhéus, e já havia sido preso em março deste ano por homicídio. As primeiras informações, ainda ontem, apontavam que Labaco não teria resistido aos disparos.
Também de acordo com o radialista, o estado de saúde de Labaco é gravíssimo e o hospital regional de Ilhéus não tem leito para interná-lo. (do Ilhéus 24 horas).
ATUALIZADO: Labaco teve seu quadro de saúde agravado e e morreu na manhã de hoje.
CASO DE POLÍCIA
A polícia de Jaques Wagner não é a polícia de ACM, aquele em que 10 profissionais de imprensa foram assassinados em apenas uma década e nenhum dos mandantes foi sequer importunado, por conta de investigações capengas.
Daí que, é preciso que se apure com rigor as condições em que se deu a prisão do jornalista Ederivaldo Benedito, do Blog do Benê, durante a cobertura da Parada Gay. Benê tinha acabado de fotografar, a uma distância de cinco metros, uma abordagem da polícia a dois adolescentes. Ao perceber que estavam sendo fotografados, primeiro os policiais pediram que as fotos fossem apagadas e depois tentaram tomar a máquina. Como o jornalista se recusou a atendê-los, foi algemado, colocado num camburão e levado ao Complexo Policial de Itabuna, onde acaba de prestar depoimento e liberado. Toda a cena da prisão foi registrada pelo fotógrafo Pedro Augusto.
A subsecção Itabuna da Ordem dos Advogados do Brasil condenou o que chama de truculência e pediu a punição dos responsáveis. Cabe à Secretaria de Segurança Pública tomar as necessárias providências, porque o cerceamento da liberdade de imprensa é algo que deve pertencer a um passado que, sob hipótese alguma, queremos de volta.
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