:: ‘indígena tupinambá Jéssica Rocha do Nascimento’
“Sinto o rostinho dele”, afirma indígena com deficiência visual que pariu no Hospital Materno-Infantil de Ilhéus
Com as mãos ainda trêmulas, ela alisa o rosto do filho que acabara de nascer. Os olhos enchem de lágrima e, emocionada, ela sentencia: “Sinto o rostinho, cada detalhe dele. Bryan parece com a minha segunda filha, Mohana”. O depoimento é da indígena tupinambá Jéssica Rocha do Nascimento, de 32 anos. Há 12 anos ela perdeu totalmente a visão em um acidente de motocicleta, na BR 101. Um traumatismo craniano irreversível, com oito lesões, lhe afetou o nervo ótico, o que fez com que parasse de enxergar.

Bryan, nome escolhido pelo pai, cujo significado é “homem honroso e vitorioso”, nasceu nesta quinta-feira (02), no início da tarde, no Centro de Parto Normal (CPN) do Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, acolhido e acompanhado por toda uma equipe de profissionais. “Durante o pré-parto, confesso que eu estava muito apreensiva, com medo. Quando entrei neste quarto, a atenção das meninas, o acolhimento… Mais de uma pessoa te monitorando. Passa a ser algo mais que profissional. É de afinidade, de um carinho imenso, do início ao fim” elogiou Jéssica, afirmando que este tratamento ela teve “da recepção à obstetra”.
Alto risco
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