:: ‘Geraldo Meirells’
Pastor Geraldo Meireles fala sobre acolhimento, generosidade e amor ao próximo
Por Karina Lins, no O Trombone
“Todas as vezes que vejo a manifestação desse amor prático, que olha para o outro com misericórdia, sinto o cuidado de Deus com aqueles que doam e aqueles que recebem”, declarou Geraldo Santos Meireles, Pastor Titular há 05 anos da Igreja Batista Teosópolis, ao falar da atuação da equipe de voluntários da IBT em prol das vítimas da enchente em Itabuna no último mês de 2021. A forte chuva deixou mais de 4 mil famílias desabrigadas e um rastro de destruição pelo comércio da nossa cidade. Em entrevista concedida à redação do Blog O Trombone, ele conta detalhes de como se deu o trabalho de acolhimento para essas pessoas, dos projetos sociais que a igreja realiza, além de destacar a generosidade e o amor ao próximo do povo itabunense.
O Trombone – Como começou o movimento em prol das famílias desabrigadas?
Geraldo Meireles – Se deu através de uma iniciativa comum dos nossos voluntários que, sensibilizados com o drama vivido pelas diversas famílias diretamente afetadas pela cheia do Rio Cachoeira, resolveram nos procurar para um movimento articulado. Temos na Igreja um Setor de Ação Social bastante ativo, com expertise em diversas ações, além de um voluntariado que sempre está presente para a construção do bem comum, principalmente daqueles que vivem sob o julgo da vulnerabilidade social.
Nossa história como Igreja é marcada pelo trabalho voluntário regular e contínuo. Neste caso específico, durante a tempestade ocorrida no Natal, dias 24 e 25/12/2021, a liderança do nosso Ministério de Ação Social procurou o poder público, através do Secretário de Governo, para diagnosticar necessidades emergenciais e logo disponibilizamos a Sede da Igreja como ponto de arrecadação e distribuição de diversos itens.
Com o agravamento da enchente e o crescimento do número de desabrigados, resolvemos também montar duas cozinhas localizadas nos colégios da Igreja – Colégio Batista de Itabuna e Instituto Teosópolis, para a produção de refeições prontas, bem como, sua distribuição em diversos pontos da cidade. Depois, criamos uma espécie de “gabinete de crise” e realizamos reuniões diárias para estabelecimento de estratégias e monitoramento das ações.
OT – De início, quantas refeições foram distribuídas?
GM– Durante 15 dias, chegamos a produzir cerca de 1.800 (hum mil e oitocentas) refeições/dia e, no final, produzimos 13.780 (treze mil, setecentos e oitenta) refeições, considerando café da manhã, almoço e jantar.
OT- Quantos voluntários participaram desse processo?
GM -Da ação para atendimento dos desabrigados tivemos cerca de 80 (oitenta) voluntários das diversas faixas etárias e extratos sociais, se revezando nos dois turnos e áreas. Mas nossa Igreja tem no seu DNA a marca do trabalho voluntário e, quando necessário, esse número é multiplicado diversas vezes, a partir da demanda. Por exemplo, no Projeto Cabra-macho são mais de 200 (duzentos) voluntários envolvidos.
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