:: ‘Confederação Nacional da Industria’
Projeto vai beneficiar segmentos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, vestuário e acessórios
Há anos exportando seus cosméticos para o Oriente Médio, em 2020, Karla Leite, da Flora Brazil, viu os negócios sofrerem uma queda em função da pandemia. A crise financeira e a redução de tráfego logístico provocaram redução nas vendas e agora ela está adaptando seu modelo de negócios para continuar vendendo para o Egito.
Ao longo desta relação construída com mercados árabes, a empresária sempre contou com a parceria do Centro Internacional de Negócios (CIN) da FIEB, por meio de orientação e rodadas de negócios. A partir de abril, um convênio firmado com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) vai ampliar estes serviços, levando capacitação para micro e pequenas empresas que desejam se preparar para o mercado internacional, por meio do Projeto Beleza Bahia,, da Confederação Nacional da Indústria
Realizado em parceria com o Sebrae Bahia, o Beleza Bahia vai atender pequenos empreendimentos da indústria nos segmentos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, vestuário e acessórios. As empresas participantes irão receber capacitação, mentoria e poderão integrar uma missão internacional.
Faturamento industrial recua pelo segundo mês consecutivo
O faturamento da indústria caiu 0,9% em setembro frente a agosto, na série livre de influências sazonais. Esse é o segundo mês consecutivo de queda no indicador. No acumulado de janeiro a setembro deste ano, o faturamento está 2,9% abaixo do registrado no mesmo período de 2016. As informações são da pesquisa Indicadores Industriais divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quarta-feira, 1º de novembro.
Todos os indicadores recuaram em setembro ante agosto, o que mostra dificuldade da indústria para mostrar uma trajetória sustentada de crescimento, destaca o documento. “O comportamento de oscilação dos indicadores comprova que a recessão ficou para trás, mas também mostra que o crescimento ainda não veio”, afirma o economista da CNI Marcelo Azevedo.
O emprego e as horas trabalhadas na indústria recuaram apenas 0,1% em setembro frente a agosto, de acordo com dados dessazonalizados. No acumulado de janeiro a setembro, o emprego está 3,4% menor e as horas trabalhadas estão 3% inferior ao mesmo período do ano passado.
A indústria operou, em média, com 77,5% da capacidade instalada em setembro, na série livre de efeitos sazonais. Isso representa queda de 0,2 ponto percentual na comparação com agosto. Já a massa salarial reduziu 1,2% e o rendimento médio real caiu 2,2% no período, após ajuste sazonal. No acumulado do ano de janeiro a setembro, a massa salarial está 2,4% abaixo do mesmo período de 2016. Já o rendimento está 1,1% maior na comparação.
Industrias sugerem a Temer carga para trabalhador de 12 horas por dia
(da Agência Brasil)- Após mais de duas horas de reunião com o presidente interino Michel Temer e com cerca de 100 empresários do Comitê de Líderes da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, disse hoje (8) que, para o governo melhorar a situação do déficit fiscal, serão necessárias “mudanças duras” tanto na Previdência Social quanto nas leis trabalhistas.
Temer deixou o evento sem falar com a imprensa. Em entrevista depois do encontro, Andrade sugeriu que o Brasil adote iniciativas similares às do governo francês, que, de forma independente do Parlamento, conseguiu autorizar uma carga horária de até 80 horas semanais e de 12 horas diárias para os trabalhadores.
“Um déficit de R$ 139 bilhões [para 2017]. Acho que foi uma demonstração de responsabilidade do governo apresentar as dificuldades que têm e o esforço que será feito para contornar essas dificuldades”, afirmou o presidente da CNI.
Segundo ele, ao considerar que, em 2016, o déficit será R$ 170 bilhões, a conclusão é que haverá, em algumas áreas, crescimento de despesas governamentais. “É claro que a iniciativa privada está ansiosa para ver medidas duras, difíceis de serem apresentadas. Por exemplo, a questão da Previdência Social. Tem de haver mudanças na Previdência Social. Caso contrário, não teremos no Brasil um futuro promissor”, acrescentou.
Robson Braga defendeu também a implementação de reformas trabalhistas. Para ele, o empresariado está “ansioso” para que essas mudanças sejam apresentadas “no menor tempo possível”.
“Vimos agora o governo francês, sem enviar ao Congresso Nacional, tomar decisões com relação às questões trabalhistas. No Brasil, temos 44 horas de trabalho semanal. As centrais sindicais tentam passar esse número para 40. A França, que tem 36 passou, para a possibilidade de até 80 horas de trabalho semanal e até 12 horas diárias de trabalho. A razão disso é muito simples. A França perdeu a competitividade de sua indústria com relação aos demais países da Europa. Agora, está revertendo e revendo suas medidas, para criar competitividade. O mundo é assim e temos de estar aberto para fazer essas mudanças. Ficamos ansiosos para que essas mudanças sejam apresentadas no menor tempo possível”, argumentou o empresário.
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