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Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

maio 2026
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:: ‘Biological Conservation’

Pesquisa da UFSB indica que ganhos de vegetação secundária na Mata Atlântica não compensaram perdas de estoque de carbono e áreas de conservação

 

Heleno Nazário

Uma equipe de cientistas analisou 37 anos de dados sobre a cobertura vegetal da Mata Atlântica e concluiu que a regeneração vegetal ocorrida desde 1985 não é o bastante para compensar as perdas em estoque de carbono e em áreas de conservação. Os resultados apontam para a necessidade de frear o desmatamento de florestas primárias e investir em métodos ativos de restauração de áreas degradadas como complemento à regeneração natural. A pesquisa foi descrita no artigo “Secondary natural vegetation gains in the Atlantic Forest do not offset losses of carbon stocks and conservation of priority areas”, publicada na revista Biological Conservation, e assinada por um time internacional de cientistas, do qual participa o professor Luiz Fernando Silva Magnago, do Centro de Formação em Ciências Agroflorestais (CFCAF/UFSB), no Campus Jorge Amado. O foco da investigação científica foi analisar tendências da cobertura vegetal e seus efeitos em estoques de carbono e áreas de conservação no bioma Mata Atlântica. O trabalho teve financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).

Ao todo, o Brasil teve uma perda de 96 milhões de hectares de cobertura vegetal natural em diferentes biomas nos últimos 40 anos. Os dados de mudanças na cobertura de vegetação natural da Mata Atlântica de 1985 a 2021 comprovam o desmatamento de 12,8 milhões de hectares das florestas no período, com aumento na fragmentação e redução do tamanho médio desses fragmentos de matas. De lá até 2021, a vegetação secundária recuperou 8,6 milhões de hectares. O ponto é que 3,8 milhões desses hectares apresentaram o que os pesquisadores chamam de regeneração efêmera: não voltaram a ser áreas florestais. A perda de áreas pioritárias de conservação natural correspondeu a 1,2 milhão de hectares.

Conforme o professor Luiz Fernando Magnago, a pesquisa ganha relevância no contexto da Década da Restauração de Ecossistemas, declarada pela ONU para 2021–2030, que visa recuperar ecossistemas degradados, aumentar o sequestro de carbono e fortalecer a biodiversidade. A Mata Atlântica, por ser um dos biomas mais ameaçados e biodiversos do Brasil, concentra grande parte dos esforços de restauração nacionais. “Nosso estudo mostra que não basta apenas permitir a regeneração secundária; é preciso priorizar a proteção da vegetação primária e monitorar a persistência das áreas regeneradas para que os esforços de restauração realmente beneficiem biodiversidade e clima”, afirma Magnago.

 

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