:: ‘Aldeia Tupinambá Olivença’
Filme-ritual “Ama mba’é Taba Ama” contará história de indígenas da Aldeia Tupinambá de Olivença
Documentário mostrará o desafio dos indígenas perante a
sociedade e discussões sobre temas, como demarcação de terras

Quando criança, a líder indígena Nádia Akawã Tupinambá, de 56 anos, da Aldeia Tukum Tupinambá, no distrito de Olivença, em Ilhéus, no litoral sul da Bahia, não imaginava o impacto profundo que a própria família teria na trajetória de vida. Desde pequena, via a avó, D. Maria Cozina, e a mãe, D. Maria Vitória, prepararem remédios naturais com ervas da floresta. Ambas, Mulheres Medicina, realizavam rituais de autocuidado com as mulheres da aldeia, enquanto o pai, Sr. Noel, atuava como curandeiro. Na vida adulta, Nádia decidiu seguir o legado familiar, praticando os ensinamentos herdados de seus ancestrais. Com o despertar da vocação como Mulher Medicina, iniciou rituais com a planta comigo-ninguém-pode e, hoje, amplia seu trabalho utilizando folhas como artemísia, babosa e entrecasca do caju.

Aos 24 anos, com o nascimento da primeira filha, Naina Iraê, Nádia descobriu a paixão pela arte de ensinar. “Inspirada pela minha filha, me tornei educadora. A educação exige alguém que cuide e trabalhe como se estivesse cuidando de um filho. Educação é cuidado, empatia e, acima de tudo, confiança. Por causa dela, decidi fazer o magistério,” conta. Assim, iniciou a trajetória como professora, atuando com crianças e na Educação de Jovens e Adultos (EJA). Atualmente, contribui para a formação de professores que trabalham em escolas indígenas de várias aldeias da Bahia, como as Tupinambá e Pataxó Hã-Hã-Hãe. A dedicação à educação na comunidade a consolidou no papel de líder indígena.
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