Cuba cria campanha nacional contra agressões dos EUA

Presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, assinando a campanha “Minha Assinatura pela Pátria” em 19 de abril de 2026 | Crédito: Presidência de Cuba
Cuba iniciou uma campanha nacional de assinaturas em apoio à “irrenunciável vocação de paz, essência da nação cubana”, em meio ao aumento das agressões dos Estados Unidos contra o país caribenho. Com o nome de “Minha assinatura pela pátria”, a campanha será realizada em locais de trabalho, instituições de ensino e órgãos estatais, com o objetivo de respaldar a declaração do Governo cubano emitida na última sexta-feira (17), na qual são denunciadas as “pretensões de agressão militar” promovidas pelos Estados Unidos, juntamente com o “brutal cerco energético, que agrava a política genocida de bloqueio das últimas seis décadas”.
“Herdeiros de um legado histórico, com o sangue mambí e rebelde em nossas veias, honrando o exemplo e a coragem dos heróis e mártires da pátria, como os 32 bravos combatentes cubanos mortos na Venezuela e os jovens que frustraram a infiltração terrorista em Villa Clara, afirmamos hoje que Cuba jamais será um troféu nem mais uma estrela da constelação norte-americana”, afirma a declaração de Havana, intitulada “¡Girón é hoje e é sempre!”.
As primeiras assinaturas foram coletadas neste domingo, 19 de abril, durante a comemoração central do 65º aniversário da vitória de Playa Girón. O presidente Miguel Díaz-Canel foi o primeiro a assinar a declaração.
“Hoje, ali em Girón, depositamos flores brancas, reverenciando seu heroísmo, e assinamos a declaração inequívoca de que a Revolução Cubana jamais negociará seus princípios”, afirmou o mandatário.
Durante o ato, o secretário de Organização do Partido Comunista de Cuba, Roberto Morales Ojeda, destacou que a campanha é “uma demonstração contundente de apoio contra o genocídio representado pelo bloqueio e do profundo desejo do nosso povo de construir um futuro próspero e viver em paz”.
Por sua vez, segundo comunicado emitido pelo Ministério das Relações Exteriores de Cuba, a iniciativa busca “fazer com que, em cada canto do planeta, se conheça a verdade de Cuba”.
“Minha assinatura pela pátria” ocorre em um contexto no qual Cuba volta a enfrentar uma escalada de agressões por parte dos Estados Unidos. No fim de janeiro, Washington emitiu uma ordem executiva por meio da qual ameaça sancionar qualquer país que “venda ou forneça” petróleo a Cuba, a qual acusa de ser uma “ameaça incomum e extraordinária” à sua segurança.
A medida foi denunciada por especialistas em direitos humanos da ONU como “uma forma extrema de coerção econômica unilateral com efeitos extraterritoriais”.
Desde então, em um cenário no qual os Estados Unidos mantêm uma política de asfixia energética, delegações de Cuba e dos Estados Unidos têm realizado diversos encontros e conversas. O mais recente ocorreu na última sexta-feira, 11 de abril, em Havana, marcando a primeira vez, na última década, que uma delegação oficial norte-americana visita a capital cubana.
No entanto, apesar das conversas entre os dois países, em várias ocasiões nas últimas semanas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem ameaçado a possibilidade de realizar uma intervenção militar em Cuba.













